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O Geekices do Demo está de volta para a sua terceira temporada. Neste episódio apresentamos a nossa convidado, o Sérgio Marafona (www.youtube.com/sergiomarafona e https://www.instagram.com/osergiomarafona), arquitecto, artista e geek. E se, por vezes, achamos que não podemos misturar a nossa vida profissional com os nossos hobbies... bem, também é quando percebemos que podemos estar completamente enganados!
E esta semana, começamos a nossa demanda pelo vastíssimo tema da Arquitectura Geek com os jogos de Assassin's Creed, jogo baseado no livro Alamut (1938) de Vladimir Bartol que, veremos, teve tudo para dar certo. Percebemos que um arquitecto pode ter vários papéis, e não ser apenas um organizador de espaços, podendo ser muito mais que isso: historiador, inventor ou quase feiticeiro. E esse engenho revela-se em pequenos detalhes.
E da mesma forma que percebemos que as verdadeiras personagens de Assassin's Creed são as cidades onde os jogadores vivem as suas aventuras porque, afinal, não é só um jogo e há um mundo lá fora que é transporto para o digital, estas tecnologias funcionam, igualmente, na vida real para resolver problemas reais. Basta saber como e onde as usar.
Não se esqueçam de seguir o instagram do Geekices do Demo: https://www.instagram.com/geekicesdodemo e de visitar a página da Etsy da Nuts for Paper para verem a linha de merch do Geekices do Demo: http://nutsforpaper.etsy.com.
Será que estamos predestinados, como espécie e como leitores, a fazer parte de um ciclo vicioso? No que toca à FFC é inevitável percebermos que, apesar da constante inovação e fertilidade de ideias destes géneros, acabamos comummente a voltar às raízes estrangeiras. Primeiro porque, enquanto leitores, se percebemos que o que procuramos não há disponível na nossa língua, vamos procurar noutra, tendencialmente em inglês. Por outro lado, será que o autor tem liberdade para criar coisas diferentes e afastadas do que se faz lá fora e, mesmo assim, consegue receber o devido reconhecimento por isso?
Se é certo que o afastamento da afastamento da estrutura tradicional cria vácuos, é também verdade que os modelos actuais podem não ser sustentados. Aos pouquinhos, e cada vez mais, os nossos autores exploram outros mercados editorais. O potencial e a qualidade estão lá, numa fase primária, que será peneirada pela "máquina colectiva" característica desses mercados (se considerarmos a forma tradicional de publicação) e, sempre, através da auto-publicação que conta, muitas vezes, com uma certa adequação aos públicos que o seu autor pretende alcançar: o nacional, o anglo-saxónico e todos os outros que estão há espera de ser explorados.
E é aí que nós, todos nós, leitores, autores, casas editoriais, comunicadores e afins são essenciais para que se perca o estigma que atinge a literatura de género. Para que se mantenha uma tradição de investimento nacional relativamente ao que se produz cá dentro, sempre para melhor e de forma a conseguirmos fazer a nossa voz chegar às galáxias mais distantes. Terminamos, pois, como todas as histórias devem terminar: com esperança.
Podem encontrar os nossos convidados em:
Madalena Nogueira dos Santos: Página/ blog: https://www.madalenasantos.com/wp Instagram: https://www.instagram.com/madalenansantos
Luís Filipe Silva: Página/ blog: blog.tecnofantasia.com
Não se esqueçam de seguir o instagram do Geekices do Demo: https://www.instagram.com/geekicesdodemo e de visitar a página da Etsy da Nuts for Paper para verem a linha de merch do Geekices do Demo: http://nutsforpaper.etsy.com.
Continuamos esta conversa incrível com os nossos convidados, agora mais focada no mercado editorial. Aqui percebemos que as escolhas editoriais (que, muitas vezes, passavam por curadores que também eram leitores), as dificuldades da logística e a fidelidade dos leitores, concorrem para um livro se tornar um grande sucesso, ou... nem por isso.
Também a forma de publicidade mudou fundamentalmente nas últimas décadas. Mas desde o tempo dos críticos literários de fontes de informação mais clássicas, e não apenas agora na Era Digital, as tertúlias e o passa-a-palavra dos leitores sempre foi um contacto importantíssimo para a literatura, sobretudo a de género (e, muitas vezes, sem o empurraãozinho das editoras).
Mas não é por isso que os nossos autores e as nossas editoras independentes baixam os braços. Os projectos que vão aparecendo, e em muito impulsionados pelos próprios leitores, apresentam-nos obras que nos fazem mergulhar em realidades distorcidas e irreais, para nos fazer perguntar aquilo que realmente somos, ou que pensamos ser... e em português.
Podem encontrar os nossos convidados em:
Madalena Nogueira dos Santos: Página/ blog: https://www.madalenasantos.com/wp Instagram: https://www.instagram.com/madalenansantos
Luís Filipe Silva: Página/ blog: blog.tecnofantasia.com
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Porque as histórias não chegam até aos seus leitores sem que alguém as passe primeiro para o papel ou outra forma de fixação, hoje vamos passar para o outro lado da barricada. Depois de toda uma abordagem de duas leitoras do Fantástico, temos dois convidados conhecidos do géneros, os autores Madalena Santos e Luís Filipe Silva.
Com backgrounds diversos, estes dois autores nacionais contam-nos as suas experiências enquanto leitores e o que os fez querer contar as suas próprias histórias, sem esquecer algumas curiosidade de percurso. Começamos, assim, mais uma viagem, agora sobre a FFC em Portugal, os movimentos cíclicos, os (re)começos, o factor cultural, a estrutura do mercado nacional, a (ainda não possível) profissionalização da escrita, e as obras como produto do seu tempo e das influências importadas.
Podem encontrá-los em:
Madalena Nogueira dos Santos:
Luís Filipe Silva:
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O BookMedia tem sido um local onde vários leitores procuram e encontram novas obras para ler e outros leitores para dar largas às sua imaginação. Ler deixou de ser um acto solitário e, hoje, pode ser partilhado com outros leitores.
A comunidade e o online são um veículo a chegar a leitores, presentes e futuros, tanto para aqueles que apenas desejam partilhar as suas leituras, como a autores que abraçam esta forma de chegar ao seu público. E isso mostra-se extremamente importante para literatura de género e, acima de tudo, para as obra dos autores nacionais.
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No episódio desta semana falamos de experiências pessoais de leitura e do contacto com o mercado nacional, e da relação deste com a Fantasia e a Ficção Científica.
A experiência destas duas (apenas) leitoras não se basta com uma abordagem mais generalista, pois t udo influi na nossa capacidade de absorver aquilo que está à nossa volta: memórias e contextos sócio-culturais, a "importação do Fantástico" (isto é daquilo que nos chega e de que forma), sem esquecer o abrir a porta aos nossos autores.
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Neste episódio especial desejamos a todos os ouvintes do Geekices do Demo "Merry Cenas and Happy Everything"!
Muito obrigada por estarem desse lado, independentemente daquilo que celebram nesta altura do ano, e por continuarem a puxar a barra. Prometemos algumas surpresas para 2022 (não, não são carros voadores!), por isso, preparem-se para o que aí vem! Disclaimer: nenhum tímpano foi mal tratado durante a gravação deste episódio.
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Este episódio voltamos às estantes, vagueando entre livros que fazem parte do cânone e os que são extremamente inovadores que nos chegam num vento... diferente. Chamamos a atenção para a representatividade da imaginação, para a sua importância e o poder incríveis, numa Era que é a nossa. Recordamos que a nossa realidade está escondida em mundos Fantásticos que lemos, onde podemos encontrar um pedaço de nós próprios, tal como o espelho de todas as pequenas grandes lutas que vivemos todos os dias, em especial, os erros de milénios que carregamos como um legado.
Recomendamos mais uma pilha gigante de livros, em especial de autoras com quem, por razões óbvias, nos identificamos e conectamos mais facilmente e olhar para além do que está simplesmente na frente dos nossos olhos, das estante das novidades nas livrarias e das caixas.
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Esta semana chegamos a uma temática fracturante, não apenas do género fantástico ou da literatura em geral: a representatividade.
Em qualquer vertente, a representatividade é um questão extremamente pertinente e ainda, infelizmente, necessária. E sendo a Fantasia e a Ficção científica terreno fértil para dar aso à criatividade dos autores, não poderíamos deixar em branco este grande tema. Nesta conversa são abordadas vários aspectos da representatividade, desde a equidade na representação, ao código utilizado quando os temas ainda eram alvos de censura, passando pela sua a importância e evolução, sem esquecer que, como em tudo, também apresenta as suas falhas.
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No episódio desta semana vasculhamos as estantes de FC, para encontrar histórias sobre máquinas, seres extra telúricos, formas diversas de inteligência... mas que são sempre sobre os Humanos e as suas escolhas.
Quer os avanços (ou retrocessos) científicos sejam uma base essencial às obras, quer sejam apenas um pano de fundo para uma mensagem que quer ser veiculada, o Homem debate-se, não apenas contra a Máquina, ou contra uma Criatura que o pretende conquistar, mas contra si mesmo. E se acharmos que a FC se basta com histórias sobre robots, não poderíamos estar mais errados. Obras há que alertam para as questões ambientais, sociais, biológicas e tantas outras que só saberão... se as lerem e as experienciarem.
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