No 13 de setembro de 1848, nos Estados Unidos, alguns operários
estavam colocando dinamites para explodir uma rocha para a construção de uma estrada de ferro. Phineas Gage era o encarregado de colocar a pólvora para tal explosão. No ato em que ele colocou pressão na pólvora, o atrito gerou uma leve faísca, fazendo-a explodir.
Nesta tragédia, Phineas teve o seu cérebro perfurado por uma barra de metal, de 1 metro e meio. Esta barra perfurou sua face destruindo
totalmente o seu olho e, atravessando, a parte frontal do seu cérebro, saindo pela parte superior do crânio. Por mais incrível que pareça, Phineas permaneceu consciente logo após o acidente e, com sorte, apesar do ocorrido, ele sobreviveu à lesão e se recuperou muito bem. No entanto, após este marcante episódio, ele que aparentemente não apresentava nenhuma sequela, passou a demonstrar uma mudança brusca de comportamento.
Dois meses depois, Phineas já estava de volta à sua rotina, mas parecia outro homem. Tinha se transformado em um sujeito rude e desrespeitoso. Passou a agir sem pensar nas consequências e acabou sendo demitido de seu emprego por insubordinação. Ficando incapaz de arrumar outro emprego fixo, veio a se tornar, mais tarde, uma atração em um Circo no Chile.
Seu caso clínico, virou matéria de pesquisa para a Neurociência,
sendo considerado como uma das primeiras comprovações científicas
que sinalizavam que a lesão nos lóbulos frontais do cérebro
poderiam alterar a personalidade, as emoções e a capacidade de
interação social. Antes disso, os lóbulos frontais, eram
consideradas estruturas sem função e sem relação direta alguma
com o nosso comportamento.
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