Não foi só a rotina das cidades que foi devastada pelo novo coronavírus.
O micro-organismo de velocidade estonteante também abalou uma relação que se mostrava sólida, embora já trincada.
Pavimentada no combate à esquerda simbolizada pelo PT, a cumplicidade entre o governador Ronaldo Caiado e o presidente Jair Bolsonaro se solidificou após o sucesso eleitoral de ambos, em 2018.
Mas dois episódios azedariam a parceria.
Primeiro, o secretário de Desestatização do governo Bolsonaro, Salim Mattar, brecou a ímpeto de abertura de capital da Saneago, o que vinha sendo urdido com entusiasmo no Palácio das Esmeraldas.
Por fim, diante da postura um tanto desdenhosa do presidente diante do rigor sanitário exigido pelo avanço do Covid-19, Caiado teve sua paciência dilacerada, muito pelo fato de ser médico. Vale a pena ouvir aqui como Marcos Carreiro e Caio Henrique Salgado avaliam esse estremecimento.