Dono de uma memória prodigiosa, sobretudo por armazenar detalhes de uma jornada tão longa quanto intensa, o prefeito Iris Rezende invariavelmente começa alguma reminiscência fazendo menção ao ano de 1958. Foi quando elegeu-se para o primeiro cargo público, de vereador da capital.
Dali, sem grande obsessão em hierarquizar o que viveu, discorre cronologicamente sobre fatos de uma carreira política que, se valer o que foi dito, se encerra agora, nesse atípico 2020.
A retirada de um homem público cuja presença se dá não só pela longevidade, mas também impacto que teve nos rumos do Estado, impõe um novo jeito de contar a política goiana. É sobre esse momento de inflexão que Caio Henrique Salgado e Marcos Carreiro se debruçam nesse episódio do Giro 360.
Com o perdão do clichê, o novo normal sem Iris já está aí para ser interpretado.