Os detratores das ações afirmativas enxergam uma divisão forçada da sociedade, na medida em que, para acessar a política de cotas, as pessoas precisam declarar a cor da própria pele.
Ocorre que essa divisão já está posta na prática, com uma lógica consolidada: quanto mais melanina, menos poder.
Dos 246 prefeitos goianos eleitos em 2016, só seis se dizem pretos.
No Giro 360 dessa semana, Caio Henrique Salgado e Marcos Carreiro dissecam a obrigatoriedade na divisão igualitária de recursos e tempo de propaganda entre candidatos brancos e negros nessa eleição. Quem nos ajuda nessa reflexão é a advogada Thalita Monteiro, do Grupo de Mulheres Negras Malunga.