O governo federal anunciou um novo aumento no preço mínimo do cigarro no país, que vai passar de R$ 6,50 para R$ 7,50. No entanto, o valor ainda é visto por especialistas como insuficiente para conter um cenário alarmante: pela primeira vez em duas décadas, o número de fumantes voltou a crescer no Brasil. E mais: hoje, o país tem o 3° menor preço para o cigarro de toda a América do Sul.
O Brasil tinha uma política que previa que, anualmente, o preço mínimo do cigarro deveria subir acima da inflação, justamente como forma de reduzir o número de fumantes, hábito que mata 177 mil pessoas por ano no país.
No entanto, esses reajustes ficaram estacionados de 2017 até 2023, com o valor congelado em R$ 5 — só em 2024 que o governo alterou para R$ 6,50. Agora, em 2026, o cigarro estará R$ 1 mais caro (R$ 7,50) para reduzir o impacto da guerra no Oriente Médio sobre o preço dos combustíveis .
Ainda assim, o que os especialistas explicam é que, caso a política anterior, de reajustes anuais, tivesse sido mantida ao longo de todo o período, o valor mínimo do produto já estaria em torno de R$ 10.
Pesquisa alerta riscos de lavar carne
Uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) apontou que metade dos brasileiros tem o hábito de lavar carnes, como o frango, na pia antes de cozinhar. O principal problema de lavar a carne é o risco de contaminação cruzada.
Segundo O DOCUMENTO, o cozimento já é suficiente para eliminar bactérias nocivas como a Salmonella e a Campylobacter, tornando a lavagem desnecessária e perigosa.
O dado faz parte de um estudo realizado pela Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq/USP) com 5 mil lares no país, que identificou erros comuns no preparo de refeições que podem causar intoxicação alimentar.
Outro ponto de atenção é o consumo de ovos. Segundo a pesquisa, 17% dos brasileiros ainda consomem o alimento cru ou malpassado.
A recomendação da especialista é que o cozimento em água fervente dure no mínimo 12 minutos para garantir que a gema e a clara estejam completamente cozidas, eliminando o risco de contaminação por Salmonella.
SUS não vai oferecer vacina contra Meningite tipo B
O Ministério da Saúde decidiu não incorporar ao Sistema Único de Saúde (SUS) a vacina contra meningite do tipo B para crianças menores de 1 ano. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (17).
Com isso, o imunizante permanece fora do calendário público infantil, apesar de proteger contra o sorogrupo mais frequente da doença meningocócica no país.
Sem a incorporação, famílias que desejarem imunizar seus filhos contra a meningite B terão de recorrer à rede privada.
Cada dose custa, em média, entre R$ 600 e R$ 750. Como o esquema inclui duas a três aplicações no primeiro ano de vida, além de reforço, o valor total pode ultrapassar R$ 2 mil