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neste episódio sem filtro e sem edição, eu, Kito Kiese, ensaio sobre minha jornada de minimalismo digital, enquanto brasileiro e sobre a capacidade disto enquanto política pública.
o q eu fiz até então
parar de usar coisas do google
Pesquisador — DuckDuckGo ou Ecosia
Gmail — Tuta Nota
Usar o F-Droid
Google Photos — colocar acervo em pendrives e quando tiver dinheiro imprimir
Chrome — Firefox
de meta
WhatsApp — signal/ e-mail/ligação ou sms
Discord — matrix
outros:
LibreOffice
tudo da Fossify
Zoom - Jitsi
Fontes:
Sociedade do Cansaço – Byung-Chul Han
Attention Span: A Groundbreaking Way to Restore Balance, Happiness and Productivity
Colonialismo digital — de Deivison Faustino e Walter Lippold [não terminei de ler]
O que é o Giro dos Povos
O Giro dos Povos é um boletim jornalístico independente fundado em 2023 por Kito Kiese, comunicador estratégico, pessoa de terreiro e militante do movimento de povos e comunidades tradicionais do Brasil.
Toda semana, sem parar, o Giro acompanha o que acontece nos seis biomas e no sistema costeiro-marinho brasileiro, trazendo notícias que importam para os 28 segmentos de Povos e Comunidades Tradicionais reconhecidos pelo Decreto Federal nº 6.040/2007: povos indígenas, quilombolas, comunidades de terreiro, pescadores artesanais, extrativistas, geraizeiros, vazanteiros, ciganos, benzedeiras, ribeirinhos e todos os outros que a grande mídia sistematicamente ignora.
Aqui cabem denúncias urgentes, histórias de resistência, atualizações sobre leis e políticas públicas, biodiversidade, cultura, afeto e relatos que chegam direto dos territórios e maretórios. Da Amazônia ao Pampa. Do Cerrado à Caatinga. Da Mata Atlântica ao Pantanal.
Mais de dois anos de publicações semanais ininterruptas. Sem equivalente no jornalismo brasileiro.
Por que apoiar
Jornalismo independente sobre povos tradicionais não existe sem quem o sustente. O Giro não tem patrocínio corporativo, não vende anúncios e não pertence a nenhum grupo de comunicação. Existe porque foi construído do zero, semana a semana, com trabalho e comprometimento com os territórios que cobre.
O território que não aparece na mídia é o território mais vulnerável.
Cada apoio mensal garante que mais uma edição chegue a mais pessoas, que mais uma denúncia ganhe visibilidade, que mais uma história de resistência não seja apagada.
O que você financia com seu apoio
Produção editorial semanal cobrindo 28 segmentos de PCTs nos seis biomas brasileiros, curadoria de notícias de fontes institucionais e comunitárias, comunicação digital ética com prioridade a ferramentas de código aberto e sem uso de inteligência artificial generativa no tratamento de dados sensíveis de comunidades, e expansão da cobertura para novos territórios e formatos.
O Giro dos Povos não é um projeto paralelo. É um compromisso.
Nas primeiras páginas de O Pacto da Branquitude, a psicóloga e pesquisadora Cida Bento faz questão de nos avisar: esses pactos não nascem em esconderijos, não têm ritual, não precisam de capuz nem de senha sussurrada na calada da noite. Nascem de algo bem menos cinematográfico: o silêncio. Um silêncio repetido, geração após geração, por pessoas que nunca precisaram dizer nada em voz alta para estar na melhor condição.
É quase um alívio esse aviso. Afasta os caçadores de conspiração, aqueles que preferem um vilão de capa a um sistema complexo. Mas os números ainda incomodam.
Pretos, pardos e indígenas somam mais de 56% do Brasil. E no Congresso eleito em 2022, essa maioria vira minoria: quase 3 em cada 4 parlamentares não são brancos. Entre os 513 deputados federais, só 5 se autodeclaram indígenas — o maior número da história do país. Ainda assim, quase nada.
Esses números perseguem, ficam ali atrás da nuca. É um incômodo, porque... e se o Pacto da Branquitude não precisasse de sexta-feira 13, nem de túnica, nem de lua cheia? E se ele acontecesse todo dia, de sol a sol? Por pessoas que têm motorista esperando num sedã com placa oficial, numa escala de trabalho 3x4. E se o verdadeiro pacto é, na verdade, feito à luz do dia, no meio do Congresso Nacional?
Fomos atrás dessas respostas e passamos uma tarde inteira conversando com Vic Martins (@victormat1ns), doutoranda em Direito pela UnB, pesquisadora de branquitude, criminologia e relações raciais, e autora do livro CPI do MST: Criminalização dos Movimentos Sociais na Democracia.
Pesquisa, texto e imagem de capa: Kito Kiese (@kitokiese)
Produção de áudio e mixagem: Said (@io_said)
Sobre a convidada: Vic Martins é doutoranda em Direito pela Universidade de Brasília e graduada em Direito pela Universidade Federal da Paraíba. É pesquisadora vinculada ao Grupo de Estudos de Cultura Jurídica e Atlântico Negro – Maré.
Livro CPI do MST: Criminalização dos Movimentos Sociais na Democracia, publicado pela Editora Dialética em 2026 (@cpidomst_livro)
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Nesse áudio, você vai descobrir as "Sementes dos Saberes", que são histórias de sucesso de povos e comunidades tradicionais. Elas são exemplos de conquistas que podem inspirar outras comunidades.
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Nesse áudio, você vai descobrir as diversas possibilidades oferecidas pela Plataforma. Além do cadastro, você pode acessar um canal para compartilhar notícias sobre sua comunidade. E tem uma Sala de Atendimento ao Cidadão (SAC) para fazer sugestões diretamente ao Ministério Público Federal.
Nesse áudio, você vai entender o que acontece após ter feito o cadastro. As informações serão analisadas e se o cadastro de território for aprovado, ele é inserido no banco de dados da Plataforma de Territórios Tradicionais.
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