Nada anda.
Nada flui.
Aquilo que antes fazia sentido… de repente perde o gosto.
Na natureza existe algo muito parecido com isso.
A lagarta passa a vida rastejando, comendo folhas, vivendo sua rotina simples.
Até que chega um momento em que ela para.
Para de comer.
Para de subir.
Para tudo.
Então ela se recolhe e constrói um casulo.
É como se colocasse uma placa dizendo:
“Fechado para balanço.”
E ali dentro acontece um milagre silencioso.
A lagarta abre mão da forma que tinha…
E a natureza começa a reconstruí-la.
Dias depois, o que sai daquele casulo não é mais uma lagarta.
É uma borboleta.
A mesma vida…
Mas transformada.
A que antes rastejava agora voa.
A que antes apenas consumia folhas agora ajuda a espalhar flores.
Talvez por isso exista uma lição tão bonita escondida nessa história:
Nem toda crise é o fim.
Às vezes, ela é apenas o casulo daquilo que estamos nos tornando.
Pense nisso.