Somos resultado das escolhas que fazemos ao longo da vida. Colocar a responsabilidade da nossa infelicidade nos outros só nos afasta da chance de crescer. Cada pessoa só consegue oferecer aquilo que tem dentro de si — e, muitas vezes, quem machuca está apenas revelando suas próprias dores, não maldade deliberada.
Quando alguém age de forma destrutiva, normalmente não está em equilíbrio emocional. Quem vive em constante oposição à vida, às relações e ao próprio sentido de existir, na verdade, carrega feridas que o deixam em desordem interna. Ninguém se afasta do bem estando plenamente lúcido. Podemos resistir ao nosso próprio crescimento, atrasar processos, adiar mudanças… mas a vida sempre nos convida de novo. E, cedo ou tarde, todos avançam — cada um no seu tempo.
Não há caminho fora da direção do amor, do aprendizado e do amadurecimento. Os mais revoltados apenas prolongam o sofrimento. Quem insiste em lutar contra o fluxo natural da vida só acumula mais desgaste, porque tudo aquilo que espalhamos retorna para nós mesmos, em intensidade ainda maior.
A verdade é simples: não existe vida plena à margem do próprio propósito. Não existe força paralela que anule a necessidade de evoluir. A existência é guiada por uma lei maior — a do amor, da consciência e do desenvolvimento. E todos nós, um dia, inevitavelmente, nos alinhamos a ela.
Esse é o convite: parar de perder tempo lutando contra o que a vida tenta nos ensinar e começar a caminhar na direção do que nos faz inteiros. Cada passo de lucidez, por menor que seja, já é um movimento real de evolução.