Conta-se que um rico fazendeiro procurou um sábio para reclamar da vida.
Dizia ele que não era bem aceito pelos vizinhos…
E não entendia o motivo.
O sábio então respondeu:
— Vou lhe contar uma história.
E começou:
Certo dia, o porco foi reclamar com a vaca.
Disse ele:
— Eu não entendo…
Eu entrego tudo aos homens.
Minha carne os alimenta, meus pelos são aproveitados, meus ossos também.
Dou tudo o que tenho…
E, ainda assim, ninguém me admira.
Já você, que oferece apenas leite, é tratada com carinho e reverência.
A vaca ouviu em silêncio…
E então respondeu:
— Talvez seja porque eu ofereço um pouco de mim todos os dias…
Enquanto estou viva.
Você… só pode ser útil depois que morre.
O fazendeiro ouviu aquilo…
Agradeceu a lição…
E saiu em silêncio, refletindo.
E nós?
O que temos oferecido ao mundo enquanto ainda estamos a caminho?
Há quem espere o momento ideal para fazer o bem.
Quem diga que vai ajudar quando tiver mais tempo…
Mais dinheiro…
Mais tranquilidade…
Mas a verdade é simples:
A necessidade não espera.
As pessoas precisam de nós agora.
Não depois.
Não quando sobrar tempo.
Não quando for conveniente.
Seja útil enquanto vive.
Doe atenção.
Doe presença.
Doe bondade.
Doe aquilo que você pode — hoje.
Porque os dias só valem a pena quando deixam algo bom por onde passam.