E aí…
Você piscou… e o calendário já virou pra outubro.
Mais dois meses… e lá vem o Natal.
O cheiro de fim de ano no ar.
Aquele momento em que a gente começa a se perguntar:
onde é que o tempo foi parar?
E eu te pergunto:
Você já colecionou memórias esse ano?
Já sorriu por algo simples?
Já tirou do papel aquele sonho antigo, guardado numa gaveta do coração?
Ou tem deixado tudo pra “quando der”?
Sabe…
A vida é feita de recomeços disfarçados de dias comuns.
Às vezes, ela não pede grandes planos, só pede movimento.
Um passo, um gesto, uma escolha.
Ainda dá tempo de mudar a rota.
De cuidar da alma, do corpo, do coração.
De ligar pra alguém que você ama.
De perdoar quem ficou pra trás, e se perdoar também.
De caminhar ao ar livre e respirar fundo.
De silenciar por dentro e ouvir o que o coração tá tentando dizer.
De agradecer pelo que ficou, e pelo que ainda vem.
De escrever uma nova página, mesmo que seja no fim do caderno.
Porque, no fundo, o tempo não é o inimigo.
Ele é o lembrete.
O lembrete de que cada manhã é uma chance nova de começar.
Então eu te pergunto, de novo:
O que tá faltando pra você se mover?
Pra você se escolher?
Pra você se permitir viver de verdade?
O amanhã pode esperar um pouco…
Mas a vida, a vida acontece agora.
E ainda dá tempo. Sempre dá tempo.