A gente passa boa parte da vida tentando dar conta de tudo.
Ser produtivo.
Ser forte.
Ser disponível.
E quase nunca se pergunta se está inteiro.
O corpo até aguenta bastante coisa.
A mente também.
Mas a alma… a alma avisa cedo quando algo está fora de lugar.
Só que nem sempre a gente escuta.
Equilíbrio não é fazer tudo certo.
É perceber quando algo começou a pesar demais.
Tem dias em que o corpo pede treino.
Em outros, ele pede pausa.
Tem momentos em que pensar ajuda.
Em outros, pensar demais só atrapalha.
Maturidade é isso:
parar de brigar com os sinais
e começar a respeitar o próprio ritmo.
Nem tudo que cansa é esforço físico.
Às vezes o que mais esgota é insistir em situações, relações, rotinas que já não conversam mais com quem a gente se tornou.
E não tem fórmula pronta.
Tem escolha diária.
No que a gente consome.
No que a gente aceita.
No que a gente deixa entrar.
Quando corpo, mente e alma caminham desalinhados, a vida vira ruído.
Quando eles começam a andar juntos, mesmo com imperfeições, tudo fica mais simples.
Não fácil.
Mas simples.
E talvez seja isso que tanta gente anda procurando:
menos controle, mais clareza.
Menos pressa, mais presença.
Construir esse equilíbrio leva tempo.
Mas começa com uma pergunta honesta, feita em silêncio:
“Do jeito que estou vivendo… isso está me fazendo bem?”
Às vezes, só essa pergunta já muda o caminho.