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Compacto de entrevista com a abordagem de temas pertinentes à comunidade do Vale do Rio Pardo e Taquari. A cada edição um tema relevante ou algum assunto específico de ampla repercussão
Por um minuto, feche os olhos e pense no que quiser…
E se você descobrisse que o tempo que lhe resta é apenas mais um minuto? Exatos sessenta segundos: nem mais, nem menos.
Certo seria que, ao tomar conhecimento de tal fato, as coisas mudassem de dimensão.
O dinheiro, antes indispensável, nesse instante se tornaria insignificante. E nem toda a riqueza do mundo seria capaz de modificar esse quadro.
As velhas mágoas acumuladas, as frustrações, as decepções tantas, as reclamações diárias, diante dessa situação tão peculiar, se tornariam vazias, quase sem sentido.
As brigas de família, a teimosia do marido, a impaciência da esposa, a desobediência dos filhos, nesse minuto final, ao invés de causarem irritação, trariam um sentimento de nostalgia e saudade.
Por outro lado, as coisas simples, os pequenos gestos que demonstram afetividade, carinho, gentileza, seriam infinitamente engrandecidos, nesse derradeiro minuto.
Um beijo, um abraço apertado, uma declaração de amor, uma troca de olhares, um pedido de desculpas se tornariam aquilo que de mais precioso existe no mundo.
Um toque, um sorriso, mãos que se encontram, um sincero eu te amo: os tesouros escondidos por trás da simplicidade.
Você já havia parado para pensar no quanto pode ser feito em um minuto? Ou melhor, você já parou um minuto para pensar?
Sem dúvidas, não se pode fazer tudo o que se deseja em sessenta segundos. Mas um minuto é tempo suficiente para se mudar tudo para sempre.
Um minuto é o tempo necessário para se optar entre a ofensa e o perdão, entre o ódio e o amor, entre a violência e a paz.
É o necessário para declararmos nosso amor por alguém, para oferecermos pão a quem tem fome, consolo a quem perdeu as esperanças, para compartilharmos um sorriso.
Em apenas um minuto podemos acalentar corações, levarmos alegria, escrevermos um bilhete de ternura a alguém especial.
Um minuto é o suficiente para irradiarmos luz aos nossos familiares, aos nossos amigos, àqueles que partiram para a eternidade, àqueles que passam pelas provas da vida, através da oração.
Um minuto é tempo mais do que suficiente para se ser feliz.
Você se permitiu ser feliz neste exato minuto?
Deixe para lá as dores do passado. Foque no presente. Acredite na força do perdão. Lembre-se de que ora acertamos, ora nos equivocamos em nossas escolhas. Tenha paciência com as faltas alheias como você tem com as suas próprias falhas.
Tenha como norte a fé, a esperança e a caridade. Assim, por mais escura que se faça a noite, seus passos sempre o levarão em direção à felicidade, ao amor e à paz.
Permita-se renovar: é preciso um minuto, não mais do que um minuto.
Pense nisso. Aproveite o próximo minuto.
Compacto de entrevista com a abordagem de temas pertinentes à comunidade do Vale do Rio Pardo e Taquari. A cada edição um tema relevante ou algum assunto específico de ampla repercussão
Radiojornal, produzido pelas redações integradas da Rádio, Portal e Jornal Arauto. Uma equipe de repórteres focada em apresentar as notícias mais importantes da região, estado, país e mundo
Inesperados ou imprevistos acontecem quando algo atrapalha a execução de nossos planos.
É a chuva, engarrafamento, gripe, súbita mudança de planos, acidente ou qualquer fator que muda as circunstâncias do planejamento feito tanto em nossas mentes para enfrentar uma situação quanto na realidade, quando preparamos um evento, projeto profissional, trabalha acadêmico, entre outros.
A resposta da maioria das pessoas aos eventos inesperados é a frustração, segundo psicólogos. Cria-se uma expectativa ao redor de uma situação ou um relacionamento e, quando ela não é cumprida, o que sobra é a sensação de dever não cumprido. Ela também pode ser acompanhada pela raiva, ansiedade ou tristeza, dependendo da maneira como a pessoa reage à frustração.
A capacidade de lidar com imprevistos pode ser descrita como a capacidade de administrar o estresse e a ansiedade provocados por acontecimentos inesperados de maneira resiliente.
É uma competência socioemocional de pessoas emocionalmente inteligentes, mas não exclusiva delas. Qualquer pessoa pode trabalhar as próprias aptidões emocionais para ter respostas mais saudáveis aos imprevistos!
Em vez de se exaltar ou entrar em pânico quando algo não sai conforme o planejado, a pessoa emocionalmente inteligente consegue tirar um momento para se acalmar e refletir sobre a situação.
Esse período de reflexão lhe ajuda a encontrar soluções para o problema, o que pode implicar na mudança dos planos iniciais. Sendo assim, além da resiliência, a capacidade de lidar com imprevistos também nasce da flexibilidade.
É preciso ser maleável para encontrar soluções inovadoras e improvisar, desapegando-se da fórmula dada como correta. Quem tem apego demasiado à rotina ou procedimentos às vezes encontra dificuldade para pensar fora da caixa. Consequentemente, as suas reações aos imprevistos tendem a ser mais intensas.
Há quem diga que devemos ser gratos pelos imprevistos. Isso porque existe um valor real nos acontecimentos inesperados, que nos tiram da zona da conforto e nos levam a considerar um caminho ainda inexplorado.
Ninguém gosta de encontrar um imprevisto. Imagine só: você se planeja semanas a fio para um evento e, quando chega o grande dia, sai tudo errado. Ou, você está curtindo um momento de relaxamento na frente da TV após o expediente e, de repente, precisa voltar à vida para resolver um problema inesperado.
Ainda que sejam desagradáveis, a verdade é que os imprevistos nos ajudam a crescer.
As pessoas se acostumam a fazer as coisas sempre da mesma maneira por conta do hábito e por ser mais fácil. Não é preciso pensar ou buscar recursos para concluir uma tarefa que você executa do mesmo jeito há anos.
Os imprevistos têm a capacidade de quebrar esse ciclo de comodismo e, até certo ponto, de falta de criatividade. Eles instigam o pensamento crítico, a tomada de decisão, a flexibilidade e a busca pelo novo.
A princípio, pode ser desagradável precisar se reinventar, mesmo que por alguns segundos, para lidar com um imprevisto. Mas, com a prática e a aceitação da situação, gerenciar inesperados deixa de ser uma missão impossível.
Então, quando se deparar com uma situação inesperada ou um imprevisto que atrapalha os seus planos iniciais, tente mudar a maneira como reage a esses fatores.
Aceite que o inesperado pode acontecer e transformar a sua vida completamente. Seus planos podem mudar, os seus relacionamentos podem mudar e até os seus valores podem mudar. E tudo bem!
Compacto de entrevista com a abordagem de temas pertinentes à comunidade do Vale do Rio Pardo e Taquari. A cada edição um tema relevante ou algum assunto específico de ampla repercussão
Radiojornal, produzido pelas redações integradas da Rádio, Portal e Jornal Arauto. Uma equipe de repórteres focada em apresentar as notícias mais importantes da região, estado, país e mundo
Neste começo de ano, já foram a rematrícula, os novos materiais, uniformes que caibam nas crianças sem deixar a barriga aparecendo, como estava acontecendo no final do ano passado. Separei uma grana pro lanche, comprei uma mochila nova depois de um ano ouvindo lamúrias. Falta o transporte escolar, o livro de inglês que ainda não chegou, as aulas extras que a pequena quer fazer. Está caríssimo ser pai.
Multiplique esses gastos todos, mais presentes de natal e os desejos da adolescência, por cerca de vinte e poucos anos em que elas viverão comigo e teremos calculado o custo de ter filhos, que deve ser de alguns milhões de reais, e não estou colocando aí nenhum casamento chique nem os gastos com a lataria do meu carro, nos primeiros anos aprendendo a dirigir.
São milhões de reais que estou investindo para ser acordado de madrugada porque as meninas estão com medo do escuro. Estou pagando pra pegar trânsito na saída da escola. Estou pagando caro para ver apresentações desordenadas de final de ano. Estou pagando por desenhos feitos só com uma cor, onde apareço sem nariz.
Estou pagando esta dinheirama para ser chamado de herói quando mato uma barata. Estou pagando essa pequena fortuna para pegar a bola que caiu no terreno do vizinho e ser aplaudido pelas pequenas. Estou pagando para saber tudo, sobre todas as coisas, e ter respostas para todas as perguntas. Estou pagando até barato por isso.
Estou pagando uma pechincha por abraços carinhosos. Cada abraço de uma menina de três anos me economiza uma fortuna que eu gastaria com psiquiatras. Cada beijo de boa noite me alivia a conta do cardiologista. Cada "eu te amo" me afasta do hospital. É um achado o que estou pagando por tudo isso. Que sorte ter achado essa barbada. Que pechincha maravilhosa essa de ser pai.
Marcos Piangers
Compacto de entrevista com a abordagem de temas pertinentes à comunidade do Vale do Rio Pardo e Taquari. A cada edição um tema relevante ou algum assunto específico de ampla repercussão
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