
Sign up to save your podcasts
Or


Jesus não passou, exatamente porque soube passar! A frase pode soar confusa, mas foi a passagem dele da morte para a vida que faz com que Jesus não passe nunca, nem Ele nem as suas palavras. A vida é páscoa-passagem do bem para o mal e do mal para o bem, de um lado para outro, de igreja para igreja, de estado para estado e de vida para vida.
Poucas pessoas ficam na mesma situação. Mudam para a verdade ou para o erro, para pior ou para melhor. Para o ser humano as coisas mudam desde quando nasce até o seu ultimo dia. Algumas mudanças ele mesmo escolhe. Outras ele tem que assimilar porque independem de sua escolha. Os judeus celebravam a passagem do mar vermelho, como quem venceu o período da escravidão e superou a dominação; era a passagem da vida na opressão, para a vida em liberdade. Não se trata, portanto, só de atravessar o mar ou atravessar o rio, ou de fazer uma mudança física. Trata-se de uma mudança profunda que faz toda a diferença: de escravos para homens livres, construindo sua própria pátria e sem ninguém, exceto Deus, a mandar neles.
Para nós a Páscoa é a de um homem torturado, morto e sepultado, para um homem ressuscitado, provando que ele era quem disse ser: Filho de Deus. Ele predisse e cumpriu. Para nós a festa da páscoa é vitória sobre a morte, sobre o pecado, sobre a escravidão. É festa de libertação de todos, festa de quem celebra o Senhor Jesus, como certeza de que a humanidade sobreviverá ao terrorismo que sob todas as formas a ameaça. Haverá um céu, um novo céu, e haverá uma Terra renovada e em paz. Crer na ressurreição de Jesus Cristo e, portanto, na Páscoa – a passagem – é crer que o homem tem conserto. Não está tudo perdido, Jesus ressuscitou.
Páscoa da ressurreição são dois substantivos que a Igreja costuma colocar juntos, porque sabe que existem outras páscoas; a da infância para a adolescência; da adolescência para a juventude, da vida de solteiro para a união do matrimônio, da tristeza para a alegria. Todas as passagens de um estado de vida para outro, de uma situação de vida para outra, do pecado para a conversão, são páscoas. Quando a Igreja acrescenta o substantivo páscoa da ressurreição, está falando da passagem de Cristo da morte para a vida. É a passagem das passagens.
A Páscoa lembra que um dia será a nossa vez, de morrer e ressuscitar. São Paulo magistralmente analisa este acontecimento dizendo que, um dia, nós também ressuscitaremos com Cristo. É tudo meio obscuro, mas um dia vai ficar claro, só que teremos que fazer essa passagem e Paulo diz, com outras palavras: “Não quero que vocês fiquem tristes, se lamentando pela morte. Porque nós somos chamados a uma vida eterna”. Para ele, a morte é apenas uma passagem, um túnel escuro, mas que pode ser iluminado pelas luzes da fé que, certamente, vai nos conduzir para o outro lado dessa mesma estrada que é a vida.
É profundo o pensamento de que, da ressurreição de Jesus nós derivamos a nossa ressurreição e da passagem de Jesus derivamos a nossa passagem. Um cristão não deve ter medo da morte. São Francisco a chamava de “irmã morte”. Também não se deve procurá-la. Quando ela vier será um momento de libertação. Seguro de que ele não vai cair num nirvana ou no aniquilamento, o cristão sabe que vai encontrar o seu Salvador Jesus Cristo e viverá nele e no Pai para sempre. Deus nos cria uma vez e para todo o sempre. Não voltaremos ao nada, até porque não viemos do nada; viemos de Deus. Isso é a Páscoa.
Padre Zezinho
Radiojornal, produzido pelas redações integradas da Rádio, Portal e Jornal Arauto. Uma equipe de repórteres focada em apresentar as notícias mais importantes da região, estado, país e mundo
Compacto de entrevista com a abordagem de temas pertinentes à comunidade do Vale do Rio Pardo e Taquari. A cada edição um tema relevante ou algum assunto específico de ampla repercussão
À medida em que os anos vão passando, a bagagem da vida vai aumentando…Porque existem muitas coisas que você recolhe pelo caminho, coisas que você pensa que são importantes. Há um determinado ponto do caminho que começa a ficar insuportável carregar tantas coisas, pesa demais… Então você pode escolher: ficar sentado à beira do caminho, esperando que alguém o ajude, o que é difícil, pois todos que passarem por ali já terão sua própria bagagem... Você pode ficar a vida inteira esperando, até que seus dias acabem. Ou pode aliviar o peso, esvaziar a mala. Mas, o que tirar?
Você começa tirando tudo para fora. Veja o que tem dentro: amor, amizade… Nossa! Isso tem bastante e, curioso, não pesa nada. Tem algo pesado, você faz força para tirar… Era a raiva, como ela pesa!
Aí você começa a tirar, tirar e aparecem o medo, o pessimismo. Nesse momento, o desânimo quase te puxa pra dentro da mala. Mas você o puxa para fora com toda a força e, no fundo, aparece um sorriso, sufocado no fundo da bagagem. Pula para fora outro sorriso e mais outro, e aí sai a felicidade.
Então, você coloca as mãos dentro da mala de novo e tira pra fora a tristeza.
Agora, você vai ter que procurar a paciência dentro da mala, pois vai precisar bastante.
Procure, então, o resto: a força, esperança, coragem, entusiasmo, equilíbrio, responsabilidade, tolerância e o bom e velho humor.
Tire a preocupação também. Deixe-a de lado, depois você pensa o que fazer com ela.
Bem, sua bagagem está pronta para ser arrumada de novo.
Parece só uma historinha, né? Mas é real! Chega de carregar bagagem desnecessária. Sente e arrume suas malas de novo pra ter ânimo de continuar a viagem da vida.
Mas pense bem o que vai colocar lá dentro de novo, hein? Agora é com você!
Radiojornal, produzido pelas redações integradas da Rádio, Portal e Jornal Arauto. Uma equipe de repórteres focada em apresentar as notícias mais importantes da região, estado, país e mundo
Não diga as coisas com pressa.Mais vale um silêncio certo que uma palavra errada. Demora naquilo que você precisa dizer. Livre-se da pressa de querer dar ordens ao mundo. É mais fácil a gente se arrepender de uma palavra que de um silêncio. Palavra errada, na hora errada, pode se transformar em ferida naquele que disse, e também naquele que ouviu. Em muitos momentos da vida o silêncio é a resposta mais sábia que podemos dar a alguém. Por isso, prepara bem a palavra que será dita.
Palavras apressadas não combinam com sabedoria. Os sábios preferem o silêncio. E nos seus poucos dizeres está condensada uma fonte inesgotável de sabedoria. Não caia na tentação do discurso banal, da explicação simplória. Queira a profundidade da fala que nos pede calma. Calma para dizer, calma para ouvir. Hoje, neste tempo de palavras muitas, queiramos a beleza dos silêncios poucos.
Pe. Fábio de Melo
Compacto de entrevista com a abordagem de temas pertinentes à comunidade do Vale do Rio Pardo e Taquari. A cada edição um tema relevante ou algum assunto específico de ampla repercussão
Radiojornal, produzido pelas redações integradas da Rádio, Portal e Jornal Arauto. Uma equipe de repórteres focada em apresentar as notícias mais importantes da região, estado, país e mundo
Compacto de entrevista com a abordagem de temas pertinentes à comunidade do Vale do Rio Pardo e Taquari. A cada edição um tema relevante ou algum assunto específico de ampla repercussão
João era um filho que não gostava de morar mais com os pais. Ele se irritava muito com a vigilância do pai, que seguidamente dizia frases como: "Se você não vai usar, desliga o ventilador". "A TV está ligada na sala onde não está ninguém. Desliga isso!". "Feche a porta". "Apaga a luz”. “Saia logo desse banho, não gaste tanta água”.
O filho não gostava que o pai o incomodasse por essas pequenas coisas e sempre repetia: “quando arrumar um trabalho, vou sumir dessa casa e nunca mais voltar”.
O jovem fez 18 anos e foi se candidatar a uma vaga de emprego.
Quando estava saindo para a entrevista na empresa, o pai lhe desejou boa sorte e aconselhou:
- Meu filho, responda às perguntas que lhe forem feitas sem hesitação! E deu-lhe mais dinheiro do que realmente precisava para pagar o transporte até o local.
João chegou à empresa e percebeu que não havia seguranças no portão, que estava aberto. Ele passou e fechou o portão. Foi adentrando pelo pátio da empresa, onde podia ver lindas flores, mas o jardineiro tinha deixado a torneira aberta e a água na mangueira não parava de correr. Ele foi lá e fechou a torneira.
Seguindo o caminho, viu que não havia ninguém na área da recepção, mas um cartaz anunciava que a entrevista seria no primeiro andar.
Subiu lentamente as escadas. A luz ainda estava acesa às 10 da manhã, provavelmente desde a noite anterior... Ele lembrou do aviso do pai: “Por que você está saindo da sala sem apagar a luz?". Parecia que podia ouvi-lo falando.
Mesmo pensando que ele não tinha responsabilidade alguma sobre aquele lugar, João procurou o interruptor e desligou a luz.
Andou mais uns metros e, em um grande salão, viu mais pessoas sentadas, esperando por sua vez na entrevista. Ele olhou para o número de pessoas e ficou imaginando tinha alguma chance de conseguir o emprego.
Na porta, havia um tapete de "Bem-Vindo", mas João percebeu que estava de cabeça para baixo. Endireitou o tapete, sempre lembrando dos conselhos do pai.
Hábitos são difíceis de esquecer.
Quando chegou a sua vez na entrevista, o gerente perguntou diretamente:
- Quando você pode começar a trabalhar?
João ficou confuso, afinal nem haviam pego seu currículo ou feito qualquer pergunta anterior
- No que você está pensando?, perguntou o chefe.
- É que o senhor não me fez pergunta alguma e já vai me contratar?, questionou João.
E o gerente respondeu:
- Não fazemos perguntas a ninguém, pois acreditamos que através delas não poderemos avaliar as verdadeiras habilidades. Portanto, nosso teste é avaliar as atitudes da pessoa.
Fazemos algumas provas baseadas no comportamento dos candidatos e observamos todos através das câmeras de segurança. Nenhum dos que vieram aqui hoje fechou a porta, desligou a torneira e guardou a mangueira, nem desvirou o tapete de boas vindas, tampouco desligou as luzes que estavam funcionando inutilmente. Você foi o único que observou todas essas coisas, por isso decidimos selecionar você para o trabalho.
João ficou profundamente emocionado. Ele sempre se incomodava com a disciplina do pai, mas agora percebera o quanto as cobranças paternas tinham formado o seu caráter e o seu comportamento. Ele havia ganho uma oportunidade de emprego graças à disciplina recebida em casa. O pai, afinal, não era um vilão e, sim, seu melhor educador.
Quantas vezes você reclamou do pai ou da mãe? Mas aí vem a vida e mostra o quanto eles estavam certos. Que privilégio ter um lar que nos ensina, nos educa e nos prepara pra vida.
From the publisher's feed