
Sign up to save your podcasts
Or


Compacto de entrevista com a abordagem de temas pertinentes à comunidade do Vale do Rio Pardo e Taquari. A cada edição um tema relevante ou algum assunto específico de ampla repercussão
Entrevista de emprego, novos desafios no trabalho, problemas pessoais, entre outros, são alguns motivos de ansiedade e medo nas pessoas. Ela pode aparecer de diversas formas: pode ser um simples roer de unhas, uma perda de foco ou até uma explosão de nervos. A ansiedade tem o potencial de prejudicar nossa produtividade no trabalho e nossos relacionamentos.
Pode parecer exagero, mas quem sofre com ansiedade tem muitos desafios e dificuldades em seu dia a dia. Questões que impedem, em muitos momentos, de viver de forma plena, com paz e tranquilidade.
Você se considera uma pessoa ansiosa? De acordo com o dicionário Michaelis, a ansiedade é um “sentimento e sensação de intranquilidade, medo ou receio”. Trata-se de um mecanismo de defesa do organismo, que nos faz ficar alerta diante de situações importantes ou de perigo. Todos nós somos um pouco ansiosos. O problema surge quando a ansiedade se torna um grande mal-estar físico e psíquico; uma aflição e uma agonia incontroláveis, que praticamente nos paralisam.
Fechando o dicionário agora e, para deixar claro, a ansiedade pode se tornar um transtorno. Esse problema pode aparecer em diversas fases da vida, sendo marcadas, geralmente, por transições, experiências traumáticas e complicações de diversos tipos.
Muitas vezes as crises de ansiedade surgem porque nós temos a incrível capacidade de criar problemas em nossa mente que nem sempre são reais. Nós damos um peso tão grande a algumas situações pelas quais passamos em nosso dia a dia, que acabamos sofrendo por antecipação. Tudo pelo simples fato de não conseguirmos separar o real do imaginário.
Neste sentido, quando você perceber que a crise está querendo se manifestar, pare por um momento e comece a pensar de forma racional. Pergunte a si mesmo se realmente faz sentido estar se sentindo assim. Trata-se de um problema que existe ou é fruto do seu medo? As consequências que vocês tanto teme, realmente se concretizarão?
Fazer essa reflexão é importante para reduzir o poder que a sua imaginação tem sobre a forma como se sente.
Pode parecer besteira ou clichê, mas respirar fundo e contar até dez é um modo eficiente de se acalmar. É uma maneira simples de parar e refletir sobre o que está acontecendo antes de agir impulsivamente ou entrar em uma crise de nervosismo.
Pare de se cobrar tanto
Quem é ansioso costuma se cobrar muito. Antes mesmo de uma situação sair do controle e dar errado, a pessoa ansiosa já está nervosa e trazendo toda a culpa para si. A dica é simples: mentalize diariamente que nem tudo o que acontece ao seu redor é sua culpa ou sua responsabilidade.
Foque a energia em ajudar o próximo. São tantos afazeres no trabalho e na vida pessoal, não é mesmo? Muitas vezes, o jeito é doar um pouco do seu tempo e/ou dinheiro para ajudar outra pessoa que está precisando. Focar sua mente em fazer o bem irá ocupar seu tempo de forma positiva e deixar sua mente mais tranquila.
É essencial também que você procure ajuda especializada. Pode ser um psicólogo ou um psiquiatra, para que seja feita uma avaliação do tipo de ansiedade que você tem. O especialista em saúde mental irá verificar se é necessário tomar medicamentos, que vão lhe ajudar a lidar melhor com ela e com o medo em sua vida.
Esses profissionais contribuem de forma significativa com o tratamento do transtorno de ansiedade, pois estão verdadeiramente prontos e preparados. Eles ouvirão suas queixas, suas dúvidas, anseios, medos, lhe ajudando a compreender melhor de onde cada um deles vem. Também te ajudarão a encontrar mecanismos para lidar com a ansiedade e a combatê-la para que não tenha mais poder de te paralisar e para que você tenha acesso a uma vida plena e feliz.
Radiojornal, produzido pelas redações integradas da Rádio, Portal e Jornal Arauto. Uma equipe de repórteres focada em apresentar as notícias mais importantes da região, estado, país e mundo.
Há alguns anos eu trabalhei como garçom em um hotel na Irlanda. Quando vi a vaga em um anúncio, me interessei muito, afinal de contas, além do valor do meu salário, sabia que certamente iria receber gorjetas polpudas e, por isso, me esforcei para ir bem na entrevista. Deu certo.
No exterior, os garçons dobram ou triplicam seus ganhos em função das gorjetas. É diferente do Brasil. A grande questão foi que, na entrevista, fui informado que seria garçom do café da manhã, ao invés de jantares e almoços. Automaticamente, imaginei que as gorjetas não viriam como pensei. Como precisava de trabalho, resolvi encarar mesmo assim.
No primeiro dia, já fui perguntando para todos os membros da equipe de garçons se recebiam gorjetas ali, naquele horário, e as respostas foram unanimes: “NÃO”. Aquilo até me desanimou um pouco, mas lembrei que para muitas coisas na vida querer é poder, e temos que fazer por merecer. Então, comecei uma campanha imensa para conseguir tirar leite de pedra, conseguir uma boa remuneração extra no café da manhã.
Alguns dias depois, um homem carrancudo entrou no refeitório. Eu o abordei e o convidei para sentar e ele, nem sequer, responder meu bom dia. Logo em seguida, me pediu algumas coisas, dentre elas um chá. Perguntei se gostaria que eu adoçasse ou não, se queria a xícara cheia ou não. Enfim, vendo aquela cara feia, ao invés de ficar bravo com ele, pensei que ele precisaria um pouco mais de atenção e o fiz com todo carinho do mundo.
Ele foi embora depois de meia hora e nem se despediu de mim, mas tudo bem. Fui limpar sua mesa e, ao levantar seu prato, vi que ele havia ali deixado mais de uma dezena de moedas, elas eram douradas e pareciam tesouro.
Não podia acreditar no que estava vendo! Fiquei muito grato e, naquele dia, um conceito foi plantado em minha cabeça: vejo muitas pessoas dizendo que esperam algo acontecer para fazer o que precisa ser feito, quando, na realidade, devemos fazer o que precisa ser feito para que algo aconteça. Alguns amigos me diziam que quando o cliente chegava com cara feia, eles nem se esforçavam, como quem diz: ele tem que fazer a parte dele primeiro para eu fazer a minha. Um grande erro, porque só quando fazemos a nossa parte as coisas acontecem.
Daquele dia em diante comecei a aprender falar “bom dia” em vários idiomas para fazer um atendimento diferenciado a cada hóspede. Me interessava por fazer com que saíssem do hotel com uma carga extra de energia de manhã, fazia meu melhor, mesmo quando aparentava não ser correspondido.
Depois de algumas semanas, naquele mesmo local onde nunca haviam sido dadas gorjetas, eu recebia muito dinheiro extra dos hóspedes, em retribuição aos meu atendimento. Percebi que algumas pessoas da equipe mudarem sua postura ao ver como eu fazia o atendimento e também começaram a receber.
Lembro de uma lição que ouvi do meu pai: “Mude a atmosfera, saia e vá acima das nuvens onde o céu é sempre azul”. É isso que tento fazer todos os dias e, realmente, os resultados são outros! Tente você também!
Rafael Régis Somera
Compacto de entrevista com a abordagem de temas pertinentes à comunidade do Vale do Rio Pardo e Taquari. A cada edição um tema relevante ou algum assunto específico de ampla repercussão
Compacto de entrevista com a abordagem de temas pertinentes à comunidade do Vale do Rio Pardo e Taquari. A cada edição um tema relevante ou algum assunto específico de ampla repercussão
Radiojornal, produzido pelas redações integradas da Rádio, Portal e Jornal Arauto. Uma equipe de repórteres focada em apresentar as notícias mais importantes da região, estado, país e mundo.
Compacto de entrevista com a abordagem de temas pertinentes à comunidade do Vale do Rio Pardo e Taquari. A cada edição um tema relevante ou algum assunto específico de ampla repercussão
É tão fácil pegar a nossa (tremenda) dificuldade em implementar planos, objetivos e sonhos, e transformá-la em conflitos com outras pessoas.
Se sei que deveria me alimentar melhor, mudar de carreira, ser mais organizada, ou ter mais paciência com um filho, mas não encontro motivação e persistência para isso, é muito mais gostosinho culpar o parceiro, o filho, a colega, o porteiro, mercúrio retrógrado.
Pode reparar.
Grande parte dos problemas de relacionamento do dia a dia acontecem quando arrastamos (ou somos arrastadas) aqueles que estão a nossa volta para dentro do nosso redemoinho de frustrações.
É com uma satisfação imensa que transferimos o peso da autorresponsabilidade para ombros alheios.
São os gritos que escondem uma promessa pessoal que foi (mais uma vez) quebrada.
É a resposta atravessada para cobrir momentaneamente o buraco de uma falta de propósito, que lateja.
O dedo apontado que tira a atenção dos nossos machucados não cuidados.
É o bater a porta, a fofoca, a sobrancelha franzida, o digitar apressado no teclado do telefone.
Quantos formatos diferentes a falta de nos conhecermos melhor pode ter?
Quantas vezes, se nos sentássemos ao lado da raiva por tempo o suficiente, descobriríamos que o nome dela é, na verdade, desequilíbrio?
Vazio. Falta de uma parte importante, que pede para ser preenchida.
Somos seres inteligentes, capazes de resolver situações complicadas.
Mas ficamos atoladas na nossa bagagem, no ego, e em sentimentos em volta do dilema. A solução do problema em si raramente é o problema.
Por isso a mudança nasce na gente.
Comece por você.
Sempre comece por você.
Não há, neste mundo, ato mais revolucionário, prova de amor ou ativismo mais impactante que um adulto que enfia o rabo (e os gritos) entre as pernas e olha pra si.
E que toma consciência para lidar com as próprias questões com a gentileza, responsabilidade e a coragem que a vida pede.
Rafaela Carvalho
Radiojornal, produzido pelas redações integradas da Rádio, Portal e Jornal Arauto. Uma equipe de repórteres focada em apresentar as notícias mais importantes da região, estado, país e mundo.
From the publisher's feed