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Grupo Arauto episodes

  • A lição do cavalo Caramelo

    Nos últimos dias nos deparamos com inúmeras publicações em homenagem à resistência do cavalo Caramelo - que passou quatro dias em cima de um telhado com fome, sede e frio mas resistindo bravamente ao desejo de pular na água pois ele sabia institivamente que poderia morrer afogado,

    tornou-se para todos um símbolo de RESILIÊNCIA.

    Mas que virtude é essa, e qual a vantagem de nós, seres humanos sermos resilientes ?

    Na teia complexa da nossa existência, gente querida, onde as adversidades espreitam a cada esquina e os desafios se erguem como muralhas intransponíveis, surge uma palavra de significado profundo e poder transcendente: resiliência.

    É como uma árvore esguia que se dobra, mas não se quebra diante dos vendavais da vida; é como o riacho que, mesmo diante das rochas, encontra seu caminho para o mar.

    A resistência do cavalo Caramelo, encontra-se no âmago dessa jornada épica que é a vida.

    Durante quatro dias, Caramelo permaneceu no topo de um telhado, desafiando a fome, a sede e o frio.

    Sua tenacidade, sua obstinação em não sucumbir ao impulso de pular na água, tornou-se uma alegoria vívida de resiliência, um hino silencioso à capacidade de resistir, mesmo quando tudo parece conspirar contra nós.

    A resiliência é como uma chama ardente dentro de nós, uma força que nos impulsiona a enfrentar as tormentas da vida com coragem e determinação.

    É a capacidade de se curvar diante das tempestades, mas jamais perder a esperança de que o sol voltará a brilhar.

    É como o ferreiro que forja o aço no calor das chamas, tornando-o mais forte e resistente a cada golpe.

    No entanto, a verdadeira magia da resiliência reside em sua capacidade de transformar o sofrimento em crescimento, a dor em aprendizado.

    Assim como o diamante é lapidado pela pressão extrema, nós, seres humanos, somos lapidados pelas adversidades que enfrentamos.

    Cada obstáculo superado, cada queda levantada, nos torna mais fortes, mais sábios, mais resilientes.

    Em um mundo repleto de incertezas e desafios, a resiliência é o nosso escudo, a nossa armadura contra as agruras da vida.

    É o que nos permite seguir em frente, mesmo quando tudo parece perdido.


    Como disse o poeta Charles Bukowski: "O que importa é encontrar a coragem de levantar-se e seguir em frente, não importa quantas vezes a vida nos derrube".

    Portanto, que possamos abraçar a resiliência como uma bússola que nos guia através das tempestades, como uma estrela guia que brilha mesmo nas noites mais escuras.

    Pois é na adversidade que encontramos a nossa verdadeira força, é na resiliência que encontramos a nossa verdadeira essência.

    E assim, como o cavalo Caramelo, possamos resistir bravamente às provações da vida, erguendo-nos sempre, mais fortes e mais resilientes do que nunca.

    Inspirado no texto de Vera Lucia Lopes Dias

    6 min
  • ARAUTO REPÓRTER UNISC 14 de Maio de 2024

    No Arauto Repórter de hoje, você confere:

    ➡️ Iniciativa vai garantir segunda via de documentos a vítimas da enchente em Santa Cruz.
    ➡️ Rua João Werlang é interditada pela Defesa Civil por alto risco de deslizamentos.
    ➡️ Prefeitura de Santa Cruz prorroga pagamento da tarifa de água no interior.
    ➡️ Em destaque na área policial: homem mata companheira e tira a própria vida e ainda, casal é preso por tráfico de drogas.

    18 min
  • Faxina interior

    Tudo aquilo que está em nosso meio pode dizer muito de como está o nosso coração. Também somos responsáveis pelo ambiente que nos cerca. Existe um clima em torno de nós, que é somatório dos aspectos emocionais - compostos de bons sentimentos e tensões - e dos aspectos materiais, ou seja, a disposição dos objetos e impressão visual deles.

    As coisas que possuímos ou utilizamos ficam impregnadas com a nossa marca, são como uma extensão nossa. Por exemplo: alguém que apresenta um

    desleixo com seus pertences e com sua apresentação pode dar um indicativo de que está deixando de acreditar em si e de gostar de si mesmo. Um dos sintomas da depressão é a pessoa não reagir e não se importar muito com nada que a circunda.

    Então, a via inversa também pode ser um meio de começar a organizar o interior. Se estamos desanimados, se chegamos à conclusão de que necessitamos de uma mudança interior, podemos começar pelas coisas exteriores.

    Arrumar a cama, pintar a casa, desfazer-se de roupas que não mais usamos, tirar papéis velhos da gaveta, criar a coragem de jogar fora fotos de relacionamentos passados e que não nos fizeram bem, desentulhar as coisas que estão naquele cômodo dos fundos, e claro, o cuidado consigo mesmo, são o pontapé inicial para muitas mudanças no todo da vida e um gesto concreto e material de renunciar aos desacertos.

    Há muitas coisas guardadas em nossas casas, no escritório, na garagem, que correspondem a tralhas antigas no coração. Algumas têm ligação direta, são lembrancinhas para um saudosismo, mas, outras coisas significarão somente a vontade de uma vida nova, de mudança.

    Faça hoje sua reflexão! O que tenho comigo que não me faz crescer?

    Ainda que num primeiro momento tenhamos que fazer um grande esforço para começarmos a faxina da alma (pois somos apegados até mesmo aos males sofridos) o resultado será compensador.

    Quando nos dermos conta, até mesmo sensações feridas e a autoestima podem melhorar e muito.

    Com toda certeza, não é modificando o exterior que preencheremos de sentido a nossa alma.

    Mas é um bom começo mudar as coisas de fora para transformar as de dentro da gente.

    6 min
  • ARAUTO REPÓRTER UNISC 13 de Maio de 2024

     

    No Arauto Repórter de hoje, você confere:

    ➡️ Região soma 220 milímetros de chuva nos últimos três dias.
    ➡️ Comunidade de Candelária realiza protesto para pedir a recuperação da ponte da RSC-287.
    ➡️ Rede Municipal de Santa Cruz retoma as aulas HOJE.
    ➡️ Moradora de Rio Pardo testemunhou enchente de 1941 e de 2024.

     

    19 min
  • Quando a tempestade passar

    Quando a tempestade passar,

    as estradas se amansarem,

    E formos sobreviventes

    de um naufrágio coletivo,

    Com o coração choroso

    e o destino abençoado

    Nós nos sentiremos bem-aventurados

    Só por estarmos vivos.

    E nós daremos um abraço

    ao primeiro desconhecido

    E elogiaremos a sorte

    de manter um amigo.

    E aí nós vamos lembrar tudo aquilo que perdemos

    e de uma vez aprenderemos

    tudo o que não aprendemos.

    Não teremos mais inveja

    pois todos sofreram.

    Não teremos mais o coração endurecido

    Seremos todos mais compassivos.

    Valerá mais o que é de todos

    do que o que eu nunca consegui.

    Seremos mais generosos

    E muito mais comprometidos

    Nós entenderemos o quão frágeis somos,

    e o que significa estarmos vivos!

    Vamos sentir empatia por quem está

    e por quem se foi.

    Sentiremos falta do velho que pedia esmola no mercado, que nós nunca soubemos o nome e sempre esteve ao nosso lado.

    E talvez o velho pobre fosse Deus disfarçado...

    Mas você nunca perguntou o nome dele

    Porque estava com pressa...

    E tudo será milagre!

    E tudo será um legado

    E a vida que ganhamos será respeitada!

    Quando a tempestade passar

    Eu te peço Deus, com tristeza ,

    Que você nos torne melhores.

    como você "nos" sonhou.

    4 min
  • ARAUTO REPÓRTER UNISC 10 de Maio de 2024

    No Arauto Repórter de hoje, você confere:

    ➡️ Solidariedade ganha Movimento em campanha lançada pelo Grupo Arauto.
    ➡️ Prefeitura de Santa Cruz lança plano para reconstruir o município após tragédia.
    ➡️ Obra na RSC-287 em Venâncio Aires deve iniciar neste final de semana.
    ➡️ Em destaque na área policial: corpos são encontrados em Venâncio Aires.

    22 min
  • Você já envergonhou a sua mãe?

    Em 2012, durante uma maratona na Espanha, Ian Fernandez Anaya surpreendeu o mundo.

    Ele era o segundo colocado da prova, quando viu o queniano, Abel Mutai, que liderava com folga, diminuir o ritmo a poucos metros da vitória, por achar que já havia cruzado a linha de chegada. Abel Mutai, não entendeu a sinalização e achou que havia vencido a maratona.

    O que fez o Espanhol Fernandez?

    Invés de aproveitar a oportunidade e vencer a corrida, ele alertou o queniano e o empurrou até a vitória.

    O público presente não acreditava no que estava vendo. Talvez, muitos de nós, estaria chamando o espanhol de tolo...Como pode perder uma oportunidade dessa? Poderia se consagrar campeão e embolsar uma quantia bem maior do prêmio.

    Em entrevista coletiva o jornalista perguntou: - por que você fez o que fez?

    E o maratonista espanhol disse: -“ fiz o que?”,,,

    Ele não compreendeu a pergunta. Ele tem valores e conduta que essa pergunta não faz sentido;

    O jornalista insistiu na pergunta -“Mas por que você fez isso?

    -Isso o que? – devolveu a pergunta. O corredor espanhol, não achou que tinha outra coisa a fazer do que aquilo que ele houvera feito.

    O jornalista retruca –“Você deixou o queniano ganhar!

    Fernandez disse – Eu não deixei ele ganhar. Ele ia ganhar.

    Sim, mas ele estava distraído.

    -Então, se eu ganhasse desta forma, qual seria o mérito da minha vitória? –e continuo – O que eu iria pensar de mim mesmo?

    E o atleta disse algo mais interessante ainda:

    - Se eu subisse no lugar mais alto do pódio, qual seria a honra da minha vitória? Qual seria a dignidade do meu feito?

    E agora vem, o que talvez seja a frase de maior impacto do atleta.

    Disse ele: - Se eu fizesse isso, o que eu iria falar pra minha mãe?

    A figura da mãe é o último reduto que não queremos envergonhar.

    Seja a nossa mãe quem for, se essa pessoa que nos trouxe ao mundo se envergonhar de nós, é por que há algo de muito errado em nosso caráter.

    Se a nossa se envergonha das nossas atitudes, tenha certeza, não prestamos para ser um gestor público ou privado,

    Não prestamos pra sermos um professor, bom marido ou esposa,

    Não prestamos para sermos um bom amigo ou amiga.

    A mãe é o último reduto da nossa redenção.

    Pode parecer romântico, mas a vergonha tem uma fonte matricial, que é o mais profundo do seu “eu”, que é aquilo que te gerou.

    Não estamos falando ou fazendo um elogio barato para a questão da maternidade em sí. Estamos falando de outra coisa; estamos falando daquilo que você não quer envergonhar.

    O filosofo alemão Immanuel Kant, que viveu no século 18 disse: ”Tudo que não puder contar como fez, não faça”.

    Não estamos falando aqui sobre sigilos e privacidades, mas sim daquelas coisas que fazemos e que podemos nos envergonhar, e pior, envergonhar a nossa mãe.

    No livro sagrado dos cristãos, a bíblia, existe umas das expressões mais fortes com respeito à ética. Está em uma das cartas do apostolo Paulo aos Coríntios – capitulo seis, versículo 12, que diz: “tudo me é lícito, mas nem tudo me convém”.

    Sim, somos livres para fazer qualquer coisa, mas também não devemos fazer tudo que nos dá vontade.

    O que não devemos fazer?

    Não devemos fazer aquilo que manche a nossa história, aquilo que agrida a nossa comunidade, que envergonhe a nós mesmos...que entristeçam e envergonhem as nossas mães.

    E você, (pequena pausa) já envergonhou a sua mãe?

    Pense Nisso, mas pense agora.

    8 min

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