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Grupo Arauto episodes

  • Xícara de café

    Tu vais andando com a tua xícara de café e de repente alguém te empurra fazendo com que tu derrames café por todo o lado. Por que tu derramaste o café? “Porque alguém me empurrou”, respondes.

    Resposta errada!

    Derramaste o café porque tu tinhas café na caneca. Se tu tivesse chá terias derramado chá. O que tu tiveres na xícara é o que vai se derramar. Portanto, quando a vida te sacudir tu vais derramar o que tiveres dentro de ti.

    Tu podes ir pela vida fingindo que a tua caneca é cheia de virtudes, mas quando a vida te empurrar, tu vais derramar o que na verdade existir no teu interior.

    Sempre sai a verdade à luz.

    Então, terás que perguntar a si mesmo. O que há na minha caneca? Quando a vida ficar difícil o que eu vou derramar? Alegria, paciência, amor, perdão, paz, bondade, humildade?

    Ou raiva, amargura, impaciência, ódio, palavras duras?

    Tu escolhes!

    Trabalhe em encher a tua caneca com coisas boas... Porque a vida sacode. Às vezes sacode forte. Sacode mais vezes do que podemos imaginar... Mas tu serás responsável pelo que será derramado. Não dá pra mudar as sacudidas da vida, mas o que derramar da tua caneca é da tua responsabilidade.

    3 min
  • Cabe todo mundo no mundo!

    Imagine-se por um momento em um mundo onde cada passo e cada porta aberta são desafios a serem superados. Para milhões de pessoas com deficiência, essa é a realidade diária. Cada degrau numa calçada pode ser uma montanha, e uma simples conversa, um labirinto sem fim. Mas o mais importante não são as barreiras físicas – são as barreiras no coração das pessoas, aquelas que nos impedem de ver o outro com empatia e compreensão.

    Pensar nos nossos amigos, familiares e vizinhos com deficiência não é apenas uma questão de fazer o que é correto; é uma questão de calor humano, de estender a mão e de construir pontes onde antes havia abismos. É sobre reconhecer que, no fundo, todos queremos as mesmas coisas: ser aceitos, ter oportunidades e poder compartilhar nossos talentos e sonhos com o mundo.

    Quando uma criança com deficiência pode brincar no parquinho porque ele é acessível, seus risos são a música mais bonita. E quando um jovem consegue o emprego dos seus sonhos porque a empresa vê o seu valor, além das suas limitações, isso é uma vitória para todos nós.

    Devemos, juntos, transformar escadas em rampas, sussurros em diálogos claros e medos em esperanças. A inclusão é um abraço que diz: "Estou aqui com você". É a força que nos une, a gentileza que nos define e o amor que nos faz humanos.

    Um mundo inclusivo é um mundo onde o coração não conhece limites e onde a empatia é a língua universal. Não é apenas sobre ajudar os outros; é sobre tecer uma teia de vidas onde cada um de nós é um fio essencial. Ao nos preocuparmos com a inclusão, estamos escolhendo um mundo onde o amor não conhece barreiras, e cada vida é uma história de valor incalculável.

    Cabe todo mundo no mundo!

    3 min
  • O preço de ser pai

    Neste começo de ano, já foram a rematrícula, os novos materiais, uniformes que caibam nas crianças sem deixar a barriga aparecendo, como estava acontecendo no final do ano passado. Separei uma grana pro lanche, comprei uma mochila nova depois de um ano ouvindo lamúrias. Falta o transporte escolar, o livro de inglês que ainda não chegou, as aulas extras que a pequena quer fazer. Está caríssimo ser pai.

    Multiplique esses gastos todos, mais presentes de natal e os desejos da adolescência, por cerca de vinte e poucos anos em que elas viverão comigo e teremos calculado o custo de ter filhos, que deve ser de alguns milhões de reais, e não estou colocando aí nenhum casamento chique nem os gastos com a lataria do meu carro, nos primeiros anos aprendendo a dirigir.

    São milhões de reais que estou investindo para ser acordado de madrugada porque as meninas estão com medo do escuro. Estou pagando pra pegar trânsito na saída da escola. Estou pagando caro para ver apresentações desordenadas de final de ano. Estou pagando por desenhos feitos só com uma cor, onde apareço sem nariz.

    Estou pagando esta dinheirama para ser chamado de herói quando mato uma barata. Estou pagando essa pequena fortuna para pegar a bola que caiu no terreno do vizinho e ser aplaudido pelas pequenas. Estou pagando para saber tudo, sobre todas as coisas, e ter respostas para todas as perguntas. Estou pagando até barato por isso.

    Estou pagando uma pechincha por abraços carinhosos. Cada abraço de uma menina de três anos me economiza uma fortuna que eu gastaria com psiquiatras. Cada beijo de boa noite me alivia a conta do cardiologista. Cada "eu te amo" me afasta do hospital. É um achado o que estou pagando por tudo isso. Que sorte ter achado essa barbada. Que pechincha maravilhosa essa de ser pai.

    3 min

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