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Grupo Arauto episodes

  • Quem tem raízes fortes continua de pé

    Há muitos anos, um menino passava as férias na casa do avô.


    No meio do jardim, havia uma árvore diferente das outras.


    O tronco era torto. A casca, cheia de marcas. Alguns galhos pareciam ter crescido sem direção.


    Havia árvores mais bonitas por perto.


    Mas era daquela que o avô cuidava com mais carinho.


    Certa manhã, depois de uma noite de vento forte, o menino encontrou o jardim cheio de folhas e alguns galhos quebrados.


    Olhou para a árvore e perguntou:


    — Vô, por que o senhor continua cuidando dela? Não seria melhor cortar e plantar outra?


    O avô ficou alguns segundos em silêncio.


    Então respondeu:


    — Porque você está olhando para o que aparece. Eu estou olhando para o que não aparece.


    O menino ficou sem entender.


    E o avô explicou:


    — Os galhos podem quebrar. As folhas podem cair. Mas existe uma parte dessa árvore que você não consegue enxergar. E é justamente ela que faz com que continue de pé.


    Anos se passaram.


    Aquele menino cresceu.


    E descobriu que a vida também tem seus ventos fortes.


    Vieram as responsabilidades.


    As decisões difíceis.


    Os dias de acerto.


    E aqueles dias em que quase tudo parece sair diferente do que imaginamos.


    Vieram contas para pagar. Pessoas para cuidar. Uma família para manter de pé. Planos que deram certo. Outros que precisaram ser refeitos.


    E, então, ele finalmente entendeu o que o avô queria dizer.


    As pessoas veem os galhos.


    Poucas imaginam as raízes.


    Quem olha uma empresa de fora vê os resultados.


    Mas quase nunca vê as decisões difíceis, as preocupações, os valores e o esforço de quem acorda todos os dias disposto a continuar.


    Dentro de uma família também é assim.


    Muitas vezes, existe alguém sustentando muita coisa em silêncio.


    Cuidando.


    Acreditando.


    Seguindo em frente.


    Por isso, a força de uma empresa está muito além daquilo que aparece para o cliente.


    Ela está nos princípios de quem a conduz.


    E a força de uma família vai muito além da aparência de que tudo está perfeito.


    Ela está nos valores.


    No amor.


    Na presença.


    No cuidado.


    Naquilo que continua firme, mesmo quando os ventos chegam.


    Porque os ventos sempre chegam.


    Os planos mudam.


    O cenário se transforma.


    O dinheiro pode apertar.


    Pessoas podem partir.


    E algumas folhas realmente ficam pelo caminho.


    Mas quem conhece suas raízes consegue se adaptar sem perder aquilo que realmente importa.


    Muitos anos depois, aquele menino voltou à casa do avô.


    E a árvore ainda estava lá.


    Mais velha.


    Marcada pelo tempo.


    Com alguns galhos novos.


    E outros que nunca mais cresceram.


    Foi então que ele entendeu completamente.


    O avô nunca esteve preocupado em manter aquela árvore bonita.


    Ele estava preocupado em mantê-la viva.


    E talvez essa seja uma boa lembrança para todos nós.


    Para quem hoje sustenta um negócio.


    Lidera uma equipe.


    Cuida de uma casa.


    Protege uma família.


    Ou simplesmente está enfrentando um tempo de ventos fortes.


    Nem todos os dias precisam ser perfeitos.


    O importante é continuar cuidando daquilo que sustenta tudo.


    Porque quem tem raízes fortes pode até perder algumas folhas pelo caminho.


    Mas continua de pé.


    Continua crescendo.


    E sempre pode encontrar uma nova estação pela frente.

    6 min
  • Antes de julgar, olhe o seu pacote de biscoitos

    Uma mulher estava no aeroporto esperando seu voo. Como ainda faltava bastante tempo, ela resolveu comprar um livro e um pacote de biscoitos. Sentou num banco e começou a ler. Ao lado dela havia um homem e entre os dois estava um pacote de biscoitos. Depois de alguns minutos, ela pegou um biscoito. O homem pegou também. Ela achou estranho, mas não falou nada. Pegou outro e ele também. E aquilo começou a incomodá-la. Mas que homem folgado, está comendo meus biscoitos e nem me pediu um. Mas para não criar confusão, ela continuou lendo. Ela pegava um, ele pegava um. E a cada biscoito ela ficava mais indignada com a falta da educação daquele desconhecido. Até que restou apenas um. Ela parou e ficou esperando. Vamos ver o que ele vai fazer. O homem pegou o último biscoito, sorriu, quebrou no meio. Comeu uma metade e ofereceu a outra pra ela. Aquilo foi o limite. Irritada, ela pegou as coisas dela e saiu correndo. Você também ficaria irritado também, né? Pois muito que bem. Já dentro do avião, ela resolveu abrir a bolsa, procurando alguma coisa e congelou. O pacote de biscoitos estava ali, fechado, lacrado, intacto. Durante todo aquele tempo, ela achou que aquele homem estava comendo os biscoitos dela, quando na verdade era ela quem estava comendo os biscoitos dele. E sabe o que mais me pega nessa história? Ela tinha certeza que ela estava certa. Certeza que aquele homem era um homem folgado, mal-educado, sem noção. E nós, ouvindo essa história, provavelmente pensamos a mesma coisa. Até ela abrir a bolsa. Quantas vezes a gente faz isso na vida? Eu julgo uma atitude, crio uma versão inteira sobre alguém e reage como se conhecesse todos os fatos. Quando na verdade pode existir um pacote de biscoitos dentro da bolsa que a gente ainda não viu. Então, antes de julgar alguém, lembra dessa história. Nem tudo é exatamente como parece. E, às vezes, enquanto tu acredita que alguém tá tirando alguma coisa de ti, essa pessoa pode estar até dividindo algo contigo. Que Deus abençoe o teu dia.

    6 min

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