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Grupo Arauto episodes

  • O tempo também ensina a deixar ir

    Ninguém nos avisa que um dos maiores presentes do tempo é aquilo que, aos poucos, ele nos ensina a deixar ir.


    Com os anos, algumas urgências perdem o sentido. A necessidade de agradar, o medo do julgamento, a pressa de chegar, a obrigação de provar.


    A gente descobre que maturidade talvez seja isso: reconhecer o que pesa e ter coragem de soltar.


    O passo muda. Fica mais sereno. Já não se corre atrás de tudo. Aprende-se a respeitar os próprios limites, a não insistir onde não há espaço e a encerrar ciclos sem transformar despedidas em mágoas.


    Um dia, a juventude fica para trás. E, curiosamente, algumas inseguranças vão com ela.


    No lugar da pressa de ser aceito, nasce uma paz mais silenciosa: a de saber quem se é.


    A gente passa a valorizar menos quem passa e mais quem permanece. Menos a razão, mais a paz. Menos a aparência, mais a verdade.


    Envelhecer é uma arte.


    É perceber que o tempo não leva apenas. Ele também devolve.


    Devolve leveza. Devolve verdade. Devolve a liberdade de ser quem se é, sem precisar explicar tanto.


    E talvez seja essa a beleza de uma vida inteira: chegar mais longe e, ao mesmo tempo, precisar carregar cada vez menos.

    4 min
  • ARAUTO REPÓRTER UNISC 21 de Agosto de 2026


    No Arauto Repórter UNISC de hoje, você confere:


    * Santa Cruz cria comissão para acompanhar e revisar Plano Plurianual 2026-2029

    * Dia D de Vacinação ocorre amanhã em Santa Cruz

    * Estado aumenta recursos para hospitais do Vale do Rio Pardo

    * Em destaque na segurança pública da região: Operação mira adolescentes que praticavam tráfico em escola, em Sobradinho

    20 min
  • De perto, ninguém é perfeito

    Talvez um dos maiores desafios de um relacionamento seja aprender a amar a pessoa real, e não a imagem que criamos dela. No começo, tudo parece mais fácil. Tem encanto, desejo, carinho, novidade. A gente conhece alguém e, quase sempre, enxerga primeiro aquilo que gosta. Com o tempo, a vida vai mostrando o restante. Aparecem as manias, os defeitos, os dias de cansaço, a irritação, as preocupações, as dificuldades, as diferenças de opinião. E aquilo que antes parecia pequeno começa, às vezes, a incomodar. É nesse momento que muita gente se pergunta se o amor acabou. Mas nem sempre acabou. Às vezes, é apenas o momento em que o relacionamento deixa de viver de encanto e começa a viver de escolha. Escolha de conversar. De compreender. De ceder quando for preciso. De reconhecer que o outro tem defeitos, assim como nós temos. Isso não significa aceitar desrespeito, violência ou aquilo que nos machuca. Significa entender que duas pessoas podem se amar e, ainda assim, ter dias difíceis. Nem toda discussão precisa terminar com uma porta batendo. Nem todo problema precisa ser resolvido naquela hora, é melhor respirar, dormir, deixar a cabeça esfriar e conversar no dia seguinte. Amar, talvez, seja justamente isso: conhecer alguém cada vez mais de perto, enxergar aquilo que não é perfeito e, mesmo assim, continuar encontrando motivos para estar ali. De perto, ninguém é perfeito. Quem sabe seja justamente de perto que a gente descubra quem realmente vale a pena.

    5 min

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