Nesta aula sobre a História de Roma discutiremos os fasces, o símbolo do poder do Estado Romano e do Imperium e as origens do poder coercitivo de um magistrado. O uso dos fasces e dos litores pelos magistrados. Saberemos o porquê do uso dos fasces como símbolo e nome de regimes totalitários e porque é inadequado esse uso dos fasces como símbolo de um estado moderno. Também, veremos sobre a soberania popular na Roma Antiga e a tecnologia como meio de poder. Discutiremos conceitos das Leis de Platão e o Poder de Bertrand de Jouvenel.
Ninguém sabe direito como os fasces se originaram. Rômulo estabeleceu a sua guarda de honra, os litores, com 12 homens carregando os fasces.
Porém a historiografia da Roma Antiga tinha por hábito jogar as instituições republicanas na monarquia. Alguns dizem que os fasces tinham origem etrusca. Outros dizem que os 12 fasces do rei de Roma se referiam aos 12 corvos que Rômulo viu.
O Fasce era um conjunto de bastões, 12 ao todo, enrolados e amarrados com uma fita vermelha. O bastão do meio era o maior e o litor o segurava por baixo. Em latim a palavra significa feixe. A mesma palavra deu origem à palavra faxina, porque as vassouras eram feitas com feixes. E se faz faxina com vassouras.
Os fasces significam a unidade. Várias varas não quebram. Deste modo, eles representam o IMPERIUM. Apenas os magistrados com IMPERIUM carregavam os fasces.
E o Machado? O Machado representava o poder de vida e morte, o poder de matar do Estado e seus magistrados. Dentro de Roma Antiga, por causa do direito, os fasces não tinham machado, não era permitido matar um cidadão romano sem o devido processo legal. Mas o machado era usado nos fasces nas províncias e no exército, porque o Imperium era ilimitado.
Por fim, os fasces eram o símbolo do poder coercitivo do Estado. Quando foi proclamada a República Romana, os cônsules passaram a andar com os doze fasces do rei. Porém, eles se revezavam, os dois cônsules não poderiam ter 12 fasces cada um, porque simbolizaria a duplicação do poder do Estado, o que era odioso ao povo. Uma das criticas do povo à República é que com dois consules, passaram a ter dois mandando, não só um rei. A solução de revezar os fasces foi uma maneira de dizer "dois governam, mas só um manda a cada momento".
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Quem eram os etrucos? Veja neste vídeo a resposta: https://youtu.be/aepj8-3LAVQ
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00:00 Introdução
01:08 Imperium, o poder coercitivo do magistrado
01:26 O que eram os fasces
02:39 O uso do símbolo dos fasces por regimes totalitários
3:38 O uso do símbolo dos fasces por regimes democráticos
4:01 É errado um estado moderno usar os fasces como símbolo
4:41 A dura vida na Antiguidade
6:14 As Leis, de Platão
7:29 As instituições brasileiras inspiradas na Antiguidade
8:25 O Poder, de Bertrand de Jouvenel
8:59 A tecnologia como meio do poder do estado moderno
9:20 Soberania popular como meio de poder do estado moderno
10:23 A soberania popular na República Romana
11:04 O número de fasces por magistrados romanos
11:28 Limitações ao uso dos segures
12:12 Litores
12:31 Fasces triunfais
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