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Foi publicada no Diário Oficial da União, a portaria n° 256 do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Essa portaria autoriza o emprego da Força Nacional de Segurança para auxiliar a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) a combater o cerco nas terras Yanomami, que é alvo frequente de ataques de criminosos fortemente armados. Essas ações armadas se intensificaram no início do ano de 2021, e nem mesmo a presença da Polícia Federal foi capaz de intimidar os criminosos. No dia 10 de maio, um grupo fortemente armado desceu de lancha pelo rio Uraricoera e disparou diversos tiros contra os Yanomami, no dia 16 do mesmo mês, outro ataque foi registrado na aldeia Palimiu, em que além dos tiros foram também lançadas bombas de gás lacrimogêneo. Os Povos da Floresta pedem socorro, mas o governo federal se omite da questão, deixando prevalecer a barbárie de grupos interessados em minério, madeira e rotas de tráfico de drogas e armas. Depois de meses de ataques violentos, enfim o Ministério da Justiça autorizou o uso da Força Nacional de Segurança por 90 dias, para auxiliar os trabalhos da FUNAI e assim tentar conter a onda de violência e terror que assola a Terra Indígena Yanomami.
Mais uma vida ceifada pelo Estado, mais um dos milhares de assassinatos cometidos pela polícia racista brasileira. A design de interiores Kathlen Romeu de 24 anos, foi vítima de um tiro de fuzil no peito disparado pela polícia carioca no bairro do Lins. A repercussão do caso foi ainda maior, pois a jovem estava grávida de 14 semanas. Depois desse trágico evento, a loja que Kathlen trabalhava disponibilizou seu código de vendedora, afirmando que toda a comissão de compras feita com o código da vendedora seria destinada para a família de Katlhen. A proposta da empresa criou ainda mais revolta, pois, demonstrou a exploração da mão de obra, mesmo depois da morte da trabalhadora.
O líder do Partido Democrata americano, Chuck Schumer, está empenhado em aprovar o projeto bipartidário que prevê a liberação de 52 bilhões de dólares para o desenvolvimento da indústria de chips e semicondutores. Desde 2019 os Estados Unidos da América enfrenta dificuldades para atender a demanda por esses produtos e a situação se agravou em função da pandemia da covid-19, dando início ao que ficou conhecido como a Crise dos Chips. O país é responsável por 12% da produção mundial desses itens, número bem inferior se comparado à década de 1990, quando detinha cerca de 37% da produção mundial.
Após diversas tentativas de garantir a vacinação dos e das profissionais de limpeza urbana, a categoria decidiu entrar em greve exigindo que fosse feita a imunização do grupo. Desde o início da pandemia o serviço de limpeza urbana foi considerado essencial e não foram interrompidas suas atividades em nenhum momento, mesmo nos períodos mais críticos da pandemia. Em resposta, o governo do estado de São Paulo acionou a justiça, exigindo a ilegalidade da greve através de um mandado de segurança. A alegação do governo paulista é de que estão seguindo o Plano Nacional de Imunização e que a falta de vacina é o motivo de garis e motoristas ainda não receberem o imunizante.
O Comandante do Exército, o general Paulo Sérgio Nogueira, decidiu não estabelecer qualquer punição para a transgressão disciplinar do General Eduardo Pazuello. O regulamento disciplinar do Exército não permite que militares da ativa se manifestem politicamente, a não ser que expressamente autorizado pela instituição. O ex ministro da saúde Eduardo Pazuello, general da ativa do Exército Brasileiro participou de uma manifestação ao lado do presidente da República Jair Messias Bolsonaro dois dias após seu depoimento na CPI da Pandemia, naquele evento, Pazuello chegou até mesmo a fazer um breve discurso em completa afronta tanto à CPI, quanto aos princípios de disciplina e hierarquia das Forças Armadas.
Com os depoimentos de Mayra Pinheiro, conhecida como Capitã Cloroquina, e Nise Yamaguchi, a CPI da pandemia contribuiu para mostrar como a ideologia bolsonarista conseguiu contaminar as mais diversas áreas do conhecimento e ampliar o impacto do negacionismo na realidade brasileira. Defensoras irrevogáveis do tratamento precoce, ambas utilizaram mentiras e distorções de dados para responder aos questionamentos dos senadores e das senadoras. Contudo, a fratura é ainda mais grave quando percebemos que a manipulação de informações científicas é um dos pilares da letalidade da Covid-19 no Brasil, que já deixa a marca de mais de 460 mil mortes.
Em Goiânia, em meio aos protestos contra Jair Bolsonaro, o professor Arquidones Bites foi preso pela polícia militar ao se recusar a retirar os adesivos de seu carro que diziam Fora Bolsonaro Genocida. Um policial deu a voz de prisão citando artigo da Lei de Segurança Nacional, no entanto, a Polícia Federal afirmou não haver indícios de crime na manifestação de pensamento. Em São Paulo, Kássio Souza foi vítima de racismo e lesão corporal também promovido pela Polícia Militar do estado. Ambos os casos mostram o método de atuação das polícias brasileiras e seu compromisso ideológico com a repressão e o racismo. Os eventos não são atos isolados, mas sim parte da rotina de violência policial no Brasil.
No último sábado, as ruas brasileiras foram tomadas por manifestantes nas mais diversas regiões. 21 capitais tiveram atos e a adesão às manifestações demonstram o descontentamento generalizado contra o projeto político de Jair Bolsonaro. Em declínio, o presidente perde apoio popular, tanto nas redes quanto nas ruas. Apesar de incentivar aglomerações, espalhar fakenews e tentar promover sua imagem utilizando recursos públicos e o aparelho do Estado, Bolsonaro não está conseguindo enganar o povo; com quase 15 milhões de desempregados e mais de 450 mil mortos pela covid-19, o governo vê a insatisfação tomar forma e depois de 1 ano de clausura devido à necessidade do isolamento físico a esquerda volta às ruas para pressionar por mudanças na condução da política brasileira.
Nesta semana, dois países europeus reconheceram suas responsabilidades em genocídios cometidos contra outras nações no continente africano. A França reconheceu suas responsabilidades no massacre de Ruanda, em que foram assassinadas 800 mil pessoas entre abril e junho de 1994 e a Alemanha admitiu o genocídio de dezenas de milhares de pessoas na Namíbia entre os anos de 1904 e 1908. Ambas declarações aconteceram na expectativa de trazer justiça e paz. As declarações oficiais das duas potencias não são suficientes para reparar os efeitos negativos dos eventos, entretanto, é um primeiro passo para reparação histórica.
O Presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, André Ceciliano do Partido dos Trabalhadores, rejeitou a proposta legislativa que pretendia fechar a Universidade Estadual do Rio de Janeiro. De acordo com Ceciliano, o projeto é claramente inconstitucional, e pelo absurdo da proposta, ele ainda declarou que a votação de um projeto dessa natureza jamais será pautada.
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