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Neste episódio, entrevistamos Sindri Tatiana González Ipuana, do povo Wayuu.
Caminhos de Abya Yala - Intelectuais Indígenas do Continente Americano, Projeto de Extensão fruto de uma parceria com o projeto Prodocência Descolonizando o Conhecimento e o Laboratório de Pesquisa e Práticas de Ensino em História (LPPE), ambos do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, busca, a partir de entrevistas com um grupo diverso de intelectuais indígenas, questionar as formas como o continente americano e, especialmente, os povos indígenas têm sido retratados na chamada história "universal". Caminhos de Abya Yala pretende tornar visíveis as ideias, lutas, histórias e propostas epistêmicas dos povos indígenas das Américas, assim como construir pontes entre a academia e o pensamento indígena, fomentando a comunicação entre os modos de existência e as práticas de conhecimento presentes nos mundos indígenas e ocidental.
[Caminhos de Abya Yala es un Proyecto de Extensión, fruto de una colaboración con el proyecto Prodocência Descolonizando o Conhecimento (@descolonizandoconhecimentouerj ) y el Laboratorio de Pesquisa e Práticas de Ensino em História (@lppeuerj ), ambos del Instituto de Filosofía y Ciencias Humanas de la UERJ. Caminhos de Abya Yala pretende visibilizar las ideas, luchas, historias y propuestas epistémicas de los pueblos indígenas de las Américas, así como tender puentes entre la academia y el pensamiento indígena, fomentando la comunicación entre modos de existencia y prácticas de conocimiento presentes en los mundos indígena y occidental.]
Entrevista realizada em 24 de maio de 2023, por Fidel Rodriguez Velásquez.
Edição: Pétrin Martins Ribeiro
Arte da capa: Patrick Dansa
Arte do projeto: Elnikasio Ñanku Maulen Leal
Vinheta de abertura: Leonardo Pereira
Legendamento da entrevista para a língua espanhola: Barbara Cunha
Coordenação do Projeto de Extensão Caminhos de Abya Yala - Intelectuais no Continente Americano: Profa. Alessandra Seixlack
Equipe do projeto: Fidel Rodríguez Velásquez / Jacqueline Ventapane / Flaviano Isolan / Angela Roberti / Marcos Gabriel Pita da Costa / Pétrin Martins Ribeiro / Alícia Bastos / Patrick Dansa / Rafael Xucuru-Kariri / Natalia Caniguan / Julia Paula do Nascimento Moraes / Bernardo Barreto Mattos
Bem-vindes ao episódio 4 da Série Contrafogos
Os últimos anos têm tornado mais visíveis alguns processos sensíveis no campo da cultura, da universidade e, sobretudo, das ciências humanas. A emergência de variadas modalidades de negacionismo, anti-intelectualismos de distintas vertentes e críticas públicas ao discurso professoral, contudo, não são fenômenos recentes, apesar de que tenham se combinado de maneira específica na atualidade. Afirmar que eles não são recentes significa assumir que essas dinâmicas têm sua própria história e, menos e mais do que serem apenas epifenômenos de uma “hostilidade ao conhecimento” ou manifestações de ignorância em sentido estrito, essas tendências comportam e se articulam com projetos políticos específicos. Não surgem espontaneamente, portanto, e demandam uma atenção histórica que contemple não apenas sua gênese mas também seu funcionamento social e as posições que ajuda a consolidar no campo das ciências. Por isso, reconhecemos que é importante entender de que maneira a crítica da universidade, por exemplo, se articula historicamente com o próprio processo de institucionalização do conhecimento que lhe dá origem. Da mesma forma, consideramos fundamental compreender de que maneira os anti-intelectualismos contemporâneos se articulam a uma visão específica do sentido da atuação intelectual, definida e redefinida constantemente ao longo do século XX.
Tendo em mente questões como essas, nós, do LPPE, articulamos o projeto da Série Contrafogos. A ideia passa por entrevistar alguns pesquisadores e pesquisadoras que se dedicam a entender aspectos específicos desse tema mais amplo, tais como a relação entre algoritmos e radicalização política, a construção simbólica do discurso outsider, o conceito de fake news interpretado à luz do debate sobre o conceito de verdade e os desdobramentos climáticos e ambientais que o negacionismo engendra. A série, ainda, dialoga com a pesquisa de Origens Intelectuais do Anti-Intelectualismo, coordenada pela professora Alexandra Tedesco, que procura rastrear alguns desses debates a partir do campo intelectual liberal do pós-guerra. Esperamos, ao fim, compor uma série de entrevistas em formato de vídeo (disponibilizado no canal do Youtube do LPPE-UERJ) e áudio (Podcast História Presente – LPPE) que contribua para o amadurecimento da discussão pública sobre essas temáticas tão importantes em um momento de mudança política como o que vivemos, somando aos esforços de vários colegas uma perspectiva multidisciplinar.
Entrevistador: Alexandra Tedesco e Arthur Teixeira
Entrevistado: Carlos Milani
Ficha técnica:
Coordenação da série: Alexandra Tedesco
Roteiro: Arthur Teixeira, Lucas Couto (bolsista IC) e Alexandra Tedesco
Design: Patrick Dansa
Edição de áudio e vídeo: Arthur Teixeira e Pétrin Ribeiro (bolsistas LPPE)
Divulgação: Alícia Bastos (bolsista LPPE)
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A comemoração do sete de setembro, dia da Independência do Brasil, pode nos proporcionar um bom momento para revisitar o processo de independência do Estado brasileiro sob perspectivas marginalizadas. Nas últimas semanas, a tese sobre o Marco Temporal esteve em voga nas mídias jornalísticas e o debate em torno da demarcação das terras indígenas apresentou, com clareza, os grupos interessados em sua aprovação. As circunstâncias dessa evidência mobilizou várias associações indígenas em posicionamento contrário à aprovação do projeto em disputa no Supremo Tribunal Federal. Tal emergência do tema nos faz relembrar o apagamento sistemático da história indígena como parte da história do Brasil, e no presente episódio, da participação dos povos indígenas no processo de independência do Brasil.
Ficha técnica:
Edição, roteiro e narração: Pétrin Martins Ribeiro (bolsista LPPE);
Design: Patrick Dansa;
Divulgação: Alicia Bastos (bolsista LPPE);
Vinheta: Leonardo Pereira;
Bibliografia:
CANCELA, F. Pela “Santa Causa do Brasil” e contra a “imprudência, o despotismo e a violência dos ouvidores”: a atuação dos índios no contexto da construção do Brasil independente (Vila Verde - Bahia, 1822-1830). Revista Brasileira de História, v. 42, n. 91, p. 147–169, 2022.
CHAVES, J. I. As províncias do Norte. Em: LEAL, B.; CHAVES, J. I. (Eds.). Várias faces da Independência do Brasil. São Paulo: Editora Contexto, 2022. p. 71–97.
COSTA, J. P. P. POVOS INDÍGENAS E A INDEPENDÊNCIA. Disponível em: . Acesso em: 6 set. 2023.
MOREIRA, Vânia Maria Losada. Os povos indígenas no contexto da Independência (Entrevista). In: Café História. Disponível em: https://www.cafehistoria.com.br/entrevista-com-vania-moreira-os-povos-indigenas-e-a-independencia/. Publicado em: 11 out. 2022. ISSN: 2674-5917. Acesso em 8 set. 2023.
MOREL, M. Independência, vida e morte: os contatos com os Botocudo durante o Primeiro Reinado. Dimensões, v. 14, n. 1, p. 92–113, 2002.
PIMENTA, J. P. Preparação e viabilização da Independência. Em: Independência do Brasil. São Paulo: Editora Contexto, 2022. p. 77–101.
SPOSITO, F. Conclusão. Em: Nem cidadão, nem brasileiros. Indígenas na formação do Estado nacional brasileiro e conflitos na província de São Paulo (1822 - 1845). São Paulo: USP, 2006. p. 210–218.
Equipe do projeto
Fidel Rodríguez Velásquez / Jacqueline Ventapane Freitas / Flaviano Isolan / Angela Roberti / Marcos Gabriel Pita da Costa / Pétrin Martins Ribeiro / Alícia Bastos / Patrick Dansa / Rafael Xucuru-Kariri / Natalia Caniguan / Julia Paula do Nascimento Moraes / Bernardo Barreto Mattos
Os últimos anos têm tornado mais visíveis alguns processos sensíveis no campo da cultura, da universidade e, sobretudo, das ciências humanas. A emergência de variadas modalidades de negacionismo, anti-intelectualismos de distintas vertentes e críticas públicas ao discurso professoral, contudo, não são fenômenos recentes, apesar de que tenham se combinado de maneira específica na atualidade. Afirmar que eles não são recentes significa assumir que essas dinâmicas têm sua própria história e, menos e mais do que serem apenas epifenômenos de uma “hostilidade ao conhecimento” ou manifestações de ignorância em sentido estrito, essas tendências comportam e se articulam com projetos políticos específicos. Não surgem espontaneamente, portanto, e demandam uma atenção histórica que contemple não apenas sua gênese mas também seu funcionamento social e as posições que ajuda a consolidar no campo das ciências. Por isso, reconhecemos que é importante entender de que maneira a crítica da universidade, por exemplo, se articula historicamente com o próprio processo de institucionalização do conhecimento que lhe dá origem. Da mesma forma, consideramos fundamental compreender de que maneira os anti-intelectualismos contemporâneos se articulam a uma visão específica do sentido da atuação intelectual, definida e redefinida constantemente ao longo do século XX.
Tendo em mente questões como essas, nós, do LPPE, articulamos o projeto da Série Contrafogos. A ideia passa por entrevistar alguns pesquisadores e pesquisadoras que se dedicam a entender aspectos específicos desse tema mais amplo, tais como a relação entre algoritmos e radicalização política, a construção simbólica do discurso outsider, o conceito de fake news interpretado à luz do debate sobre o conceito de verdade e os desdobramentos climáticos e ambientais que o negacionismo engendra. A série, ainda, dialoga com a pesquisa de Origens Intelectuais do Anti-Intelectualismo, coordenada pela professora Alexandra Tedesco, que procura rastrear alguns desses debates a partir do campo intelectual liberal do pós-guerra. Esperamos, ao fim, compor uma série de entrevistas em formato de vídeo (disponibilizado no canal do youtube do LPPE-UERJ) e áudio (Podcast História Presente – LPPE) que contribua para o amadurecimento da discussão pública sobre essas temáticas tão importantes em um momento de mudança política como o que vivemos, somando aos esforços de vários colegas uma perspectiva multidisciplinar.
Entrevistador: Arthur Teixeira
Entrevistada: Alexandra Tedesco
Ficha técnica:
Coordenação do projeto: Alexandra Tedesco;
Bolsista: Lucas Couto;
Roteiro: Lucas Couto e Arthur Teixeira;
Design: Patrick Dansa;
Edição: Arthur Teixeira, Pétrin Ribeiro e Alícia Bastos (Bolsistas LPPE);
Divulgação: Alícia Bastos;
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Os últimos anos têm tornado mais visíveis alguns processos sensíveis no campo da cultura, da universidade e, sobretudo, das ciências humanas. A emergência de variadas modalidades de negacionismo, anti-intelectualismos de distintas vertentes e críticas públicas ao discurso professoral, contudo, não são fenômenos recentes, apesar de que tenham se combinado de maneira específica na atualidade. Afirmar que eles não são recentes significa assumir que essas dinâmicas têm sua própria história e, menos e mais do que serem apenas epifenômenos de uma “hostilidade ao conhecimento” ou manifestações de ignorância em sentido estrito, essas tendências comportam e se articulam com projetos políticos específicos. Não surgem espontaneamente, portanto, e demandam uma atenção histórica que contemple não apenas sua gênese mas também seu funcionamento social e as posições que ajuda a consolidar no campo das ciências. Por isso, reconhecemos que é importante entender de que maneira a crítica da universidade, por exemplo, se articula historicamente com o próprio processo de institucionalização do conhecimento que lhe dá origem. Da mesma forma, consideramos fundamental compreender de que maneira os anti-intelectualismos contemporâneos se articulam a uma visão específica do sentido da atuação intelectual, definida e redefinida constantemente ao longo do século XX.
Tendo em mente questões como essas, nós, do LPPE, articulamos o projeto da Série Contrafogos. A ideia passa por entrevistar alguns pesquisadores e pesquisadoras que se dedicam a entender aspectos específicos desse tema mais amplo, tais como a relação entre algoritmos e radicalização política, a construção simbólica do discurso outsider, o conceito de fake news interpretado à luz do debate sobre o conceito de verdade e os desdobramentos climáticos e ambientais que o negacionismo engendra. A série, ainda, dialoga com a pesquisa de Origens Intelectuais do Anti-Intelectualismo, coordenada pela professora Alexandra Tedesco, que procura rastrear alguns desses debates a partir do campo intelectual liberal do pós-guerra. Esperamos, ao fim, compor uma série de entrevistas em formato de vídeo (disponibilizado no canal do youtube do LPPE-UERJ) e áudio (Podcast História Presente – LPPE) que contribua para o amadurecimento da discussão pública sobre essas temáticas tão importantes em um momento de mudança política como o que vivemos, somando aos esforços de vários colegas uma perspectiva multidisciplinar.
Entrevistador: Arthur Teixeira
Entrevistada: Alexandra Tedesco
Ficha técnica:
Coordenação do projeto: Alexandra Tedesco;
Bolsista: Lucas Couto;
Roteiro: Lucas Couto e Arthur Teixeira;
Design: Patrick Dansa;
Edição: Arthur Teixeira, Pétrin Ribeiro e Alícia Bastos (Bolsistas LPPE);
Divulgação: Alícia Bastos;
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A série Peles e Prosa retorna ao História Presente, em seu segundo episódio. Desta vez, comentando sobre a história do Cacique Raoni, importante liderança indígena do país.
Coordenação: Angela Roberti.
Pesquisa e narração: Alícia Bastos.
Arte: Patrick Dansa.
Os últimos anos têm tornado mais visíveis alguns processos sensíveis no campo da cultura, da universidade e, sobretudo, das ciências humanas. A emergência de variadas modalidades de negacionismo, anti-intelectualismos de distintas vertentes e críticas públicas ao discurso professoral, contudo, não são fenômenos recentes, apesar de que tenham se combinado de maneira específica na atualidade. Afirmar que eles não são recentes significa assumir que essas dinâmicas têm sua própria história e, menos e mais do que serem apenas epifenômenos de uma “hostilidade ao conhecimento” ou manifestações de ignorância em sentido estrito, essas tendências comportam e se articulam com projetos políticos específicos. Não surgem espontaneamente, portanto, e demandam uma atenção histórica que contemple não apenas sua gênese mas também seu funcionamento social e as posições que ajuda a consolidar no campo das ciências. Por isso, reconhecemos que é importante entender de que maneira a crítica da universidade, por exemplo, se articula historicamente com o próprio processo de institucionalização do conhecimento que lhe dá origem. Da mesma forma, consideramos fundamental compreender de que maneira os anti-intelectualismos contemporâneos se articulam a uma visão específica do sentido da atuação intelectual, definida e redefinida constantemente ao longo do século XX.
Tendo em mente questões como essas, nós, do LPPE, articulamos o projeto da Série Contrafogos. A ideia passa por entrevistar alguns pesquisadores e pesquisadoras que se dedicam a entender aspectos específicos desse tema mais amplo, tais como a relação entre algoritmos e radicalização política, a construção simbólica do discurso outsider, o conceito de fake news interpretado à luz do debate sobre o conceito de verdade e os desdobramentos climáticos e ambientais que o negacionismo engendra. A série, ainda, dialoga com a pesquisa de Origens Intelectuais do Anti-Intelectualismo, coordenada pela professora Alexandra Tedesco, que procura rastrear alguns desses debates a partir do campo intelectual liberal do pós-guerra. Esperamos, ao fim, compor uma série de entrevistas em formato de vídeo (disponibilizado no canal do youtube do LPPE-UERJ) e áudio (Podcast História Presente – LPPE) que contribua para o amadurecimento da discussão pública sobre essas temáticas tão importantes em um momento de mudança política como o que vivemos, somando aos esforços de vários colegas uma perspectiva multidisciplinar.
Entrevistador: Arthur Teixeira
Entrevistada: Alexandra Tedesco
Ficha técnica:
Coordenação do projeto: Alexandra Tedesco;
Bolsista: Lucas Couto;
Roteiro: Lucas Couto e Arthur Teixeira;
Design: Patrick Dansa;
Edição: Arthur Teixeira, Pétrin Ribeiro e Alícia Bastos (Bolsistas LPPE);
Divulgação: Alícia Bastos;
Acompanhe o LPPE nas redes sociais.
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