
Sign up to save your podcasts
Or


Maria é mãe da Igreja e portanto nossa mãe. A maternidade de Maria porém é diferente, ela nos é dada não no seu ventre, mas aos pés da cruz.
Nos diz o próprio evangelho:
"Mulher, este é o teu filho".
Depois disse ao discípulo:
"Esta é a tua mãe".
Daquela hora em diante,
o discípulo a acolheu consigo.
“Tem confiança. Assim como tu deste testemunho de mim em Jerusalém, é preciso que tu sejas também minha testemunha em Roma”, diz o Senhor Paulo.
Quem, vendo essa relação tão íntima de Deus com Paulo, não a deseja também? Essa intimidade, essa escuta de Deus assim, tão clara, e tão pessoal…
Deus quer nos dar essa relação! Ele quer falar a nós muito mais do que nós queremos ouvir. Se desejamos muito escutá-lo, imagina quanto Ele quer nos falar. Deus quer se revelar aos seus amigos.
Falamos muito que queremos ouvir a Vontade de Deus, mas Ele não nos mostra, não nos revela… Acho que não é bem assim.
Na verdade, o Senhor se revela na nossa medida. Isso também depende da abertura da nossa vida ao Espírito Santo.
Uma santa de relação com Jesus, mesmo que tenha vivido em uma “noite escura”, que compriu sua missão e se configurou a Jesus de uma forma que se confundiam:
“Sou apenas um lápis na mão de Deus. É ele quem me escreve.” Santa Madre Teresa de Caucutá
Paulo continua seu discurso para partir para Jerusalém, hoje é comovente, “todos prorrompem em grande pranto” pois amavam Paulo e não queriam perde-lo. Jesus continua a interceder ao Pai pelos seus que também tem um tom de partida, Ele vai para o Pai, mas os “seus permanecem”.
Vemos uma forte paralelo entre esse “Sermão de Mileto” e a “Oração Sacerdotal” que vimos no evangelho e que continua hoje.
Paulo e Jesus parecem se confundir em um mesmo personagem. Daria até para dizermos (se omitíssemos os nomes e contextos) que são a mesma pessoa. Na verdade nos dois discursos existe uma marca, própria da ação do Espírito Santo: não sem importam consigo mesmos, mas estão pensando no “outro”, nesse caso “nos seus”, naqueles que o Pai os confiou.
São Paulo pede que cuidem do rebanho e Jesus pede ao Pai que os guarde do Maligno. A salvação das almas!
Na preparação para o Pentecostes gostaríamos então de avançar nessa consequência da ação do Espírito Santo em nós: a CONFIGURAÇÃO A CRISTO.
Continuamos a seguir o movimento do Espírito que conduz os apóstolos e - hoje - especialmente Paulo pelos seus caminhos. O “Evangelho do Espírito Santo” mostra hoje o personagem que se define como um “prisioneiro do Espírito”.
SUPLICAR O ESPÍRITO É TAMBÉM QUESTÃO DE CORAGEM!
O Evangelho nos apresenta a oração sacerdotal de Jesus, João 17. Sacerdotal porque Jesus, intercede pelos seus, pede ao Pai que cuide dos seus para que nenhum de perca.
É o Espírito o fruto da intercessão do Filho. O Filho pede ao Pai e ele manda o Espírito sobre o seus.
O Espírito é o presente do Pai, é o dom que o Filho pede sobre aqueles que o seguem. Precisamos desejar. Desejar de verdade o Espírito Santo…
São Paulo é um dos seus, que recebe de coração aberto o Espírito Santo.
E hoje damos um passo a mais na compreensão a ação do Espírito Santo em nós. Pedi-lo é comprometer a nossa vida no seguimento de Jesus.]
::::::::::::::::
O efeito que Espírito causa em nós e que queremos refletir hoje é esse: O Espírito Santo compromete a nossa vida. E nasce um santo. Porque em um santo a própria vida não é mais “preciosa” que a missão, a Vontade de Deus.
Que o Senhor nos dê coragem de receber o Espírito Santo!
Então Paulo, já tendo recebido a Espírito Santo, impôs as mãos e “sobre eles desceu o Espírito Santo.”
Dois frutos imediatos do Espírito: “Começaram então a falar em línguas e a profetizar”
E o que isso significa?
As línguas simbolizam uma relação nova com Deus. Como diria São Paulo: “o Espírito vem em auxílio a nossa fraqueza [...] o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis”
Uma qualidade de relação com Jesus Ressuscitado que não é simplesmente de ouvir falar, nem de cumprir uma lei, ou de realizar atos bons. É uma relação transformante que parte de dentro e que permite que se expressem o desejos mais profundos do nosso coração que nós não sabemos dizer, e por isso se expressam com “gemidos”, o Espírito reza em nós.
E a profecia. A vida que se transforma para anunciar Jesus. A profecia não é uma capacidade de falar coisas bonitas, ou simplesmente de se tornar como que um “microfone” para Deus. A profecia não se desassocia da vida jamais. A profecia nasce do Espírito que gera conversão - e a conversão, o testemunho de vida é já profecia - e autoridade para falar o que vem da parte de Deus.
O Espírito Santo nos converte progressivamente a medida que permitimos a sua ação.
DIANTE DESSES DOIS FRUTOS DO ESPÍRITO:
Diga-me se não é isso o que mais queremos. Se esse não é isso o que mais desejamos no fundo do coração. Nos relacionar com Deus e sermos santos!
Poisé. É o Espírito que age em nós! Precisamos pedir, suplicar, clamar e esperar com paciência e fervor a sua vinda.
Quanto tempo foi necessário para que chegasse esse dia. O dia a Ascenção do Senhor. E o que isso significa?
A ascensão é também a certeza de que existe um lugar preparado para nós. A nossa humanidade é elevada, o Filho, tendo descido à terra e se rebaixado, tomando a nossa natureza humana, a redime e agora a eleva aos céus. Ele volta ao seio da Trindade levando a nossa humanidade. De alguma forma ele torna “comum” na trindade a natureza humana, torna “normal” a presença da nossa humanidade, a humanidade restaurada e redimida.
[....]
O céu não nos deve paralizar na terra, não é para que fiquemos em extase eterno…
Papa Francisco, Gaudete et Exultate: 96. “Deste modo, ser santo não significa revirar os olhos num suposto êxtase. Dizia São João Paulo II que, «se verdadeiramente partimos da contemplação de Cristo, devemos saber vê-Lo sobretudo no rosto daqueles com quem Ele mesmo Se quis identificar».
A relação entre os judeus e os pagãos nos Atos dos Apóstolos me leva sempre a questionar-me sobre a abertura do meu coração para o acolhimento da Promessa de Deus.
Paulo chega a Corinto, e com a ajuda e Silas e Timóteo, se dedica inteiramente aos judeus. Pensemos nos judeus como os destinatários da promessa, é para eles primeiro, dissera Jesus “eu vim primeiramente para as ovelhas perdidas da casa de Israel”.
Mas Paulo não suporta dureza do coração desse povo. São os destinatário da promessa, mas não acolhem a mensagem da Boa Nova. O que é impressionante é que no fundamento religioso estava a espera do Messias. Ele veio, mas não conseguiam acolher.
Mas, por causa da resistência e blasfêmias deles,
Paulo sacudiu as vestes e disse:
'Vós sois responsáveis pelo que acontecer.
Eu não tenho culpa;
de agora em diante, vou dirigir-me aos pagãos.'
#Paciência #Fervor #ClamaroEspíritoSanto
Para nos salvar O Senhor vai nos ensinando, gasta tempo conosco, pacientemente, já dizia o papa Emérito Bento XVI: “O Mundo é redimido pela paciência de Deus e destruído pela impaciência dos homens.” Nós queremos logo... mas não é possível, não íriamos compreender.
O Evangelho mostra isso: “Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de compreender agora”. Jesus, passa três anos com seus discípulos fazendo um caminho com eles, é um processo de revelação - como o foi a revelação de Deus ao longo do AT para chegar até o Filho - que precisa ser gradual, ou então eles (nós) não iríamos suportar.
É o Espírito Santo, o Espírito da Verdade que nos conduzirá a Verdade Plena. Por isso estamos fazendo esse caminho para nos preparar para receber o Espírito Santo….
[...]
Essa Liturgia nos ilumina muito. A maioria daqueles que buscam todos os dias o Senhor querem logo conhecer tudo, tem uma sede, leem livros, buscam direção Espiritual, confissão, tudo… para conhecer a verdade toda. Mas é um processo…
Deus se revela através da intimidade com ele. Deus se revela através do Espírito Santo progressivamente a medida que podemos suportar.
Como uma criança que nasce a mãe não pode dar logo um pedaço de carne… Os dentes precisam ainda nascer, o organismo precisa ainda se desenvolver, isso exige tempo.
A fé que nos faz acreditar naquilo que o Senhor mesmo nos disse: "É bom para vós que eu parta"
From the publisher's feed