
Sign up to save your podcasts
Or


Isadora Gonçalves de Menezes chegou a receber um diagnóstico de um médio de que não sobreviveria após nascer com ictiose e asma severa. Sobreviveu e sempre teve uma trajetória de luta e muita dedicação. Nutricionista por formação, chegou ao seu limite para entender que algo em sua vida precisava mudar radicalmente. Ela trabalhava em dois hospitais, com plantões de 24 horas, deslocamentos para outra cidade e uma carga que chegava a até 72 horas semanais. Tinha apenas três dias de folga por mês, enfrentou assédio moral, atraso de salário, baixa remuneração e o medo constante de ser desligada. Até que veio o burnout.Em 2021, desempregada e ansiosa por causa da pandemia, começou a estudar para concursos. No início, estudar era uma fuga. Depois, virou um plano de mudança de vida.Quando voltou a trabalhar, a rotina ficou ainda mais difícil. Ela estudava no horário do almoço, no metrô, no ônibus, ao chegar em casa, acordava mais cedo para revisar e aproveitava cada brecha que aparecia. Em 2023, veio a primeira aprovação. Em 2024, outras três. Na Prefeitura de Salvador, foram 426 candidatos por vaga. Isadora ficou em 7º lugar na classificação geral, 4° lugar nas cotas e foi nomeada em 2026.Hoje, trabalha em uma UBS, 30 horas por semana, sem perder noites, finais de semana ou feriados e recebendo muito mais do que recebia quando trabalhava até 72 horas por semana.E temos o imenso prazer de dizer que ela se preparou para esses concursos por meio dos materiais do Gran.
Ainda criança, Rodrigo começou a trabalhar na roça, ao lado do avô, no interior do Ceará. Aos 15 anos, perdeu a mãe e abandonou os estudos para poder trabalhar ainda mais.Alguns anos depois, veio para Brasília com os irmãos em busca de melhores oportunidades. Chegou já com uma vaga em um restaurante e começou uma trajetória de 12 anos trabalhando como garçom. Ali, ouviu falar, pela primeira vez, sobre concursos públicos.Chegou a se inscrever para um concurso do Tribunal de Contas da União. Conseguiu uma apostila antiga, começou a estudar e foi fazer a prova. Só descobriu naquele dia que precisava ser formado em Direito. Rodrigo não tinha sequer concluído o ensino médio.Depois daquela experiência, voltou para a escola. Concluiu o ensino médio pelo EJA e entrou na faculdade. Mas, em 2020, veio a pandemia. Rodrigo ficou desempregado, sua esposa estava grávida e ele precisou trancar a faculdade. Durante esse período, fez bicos em padarias e lanchonetes para ajudar a esposa a manter as despesas da casa.Depois, voltou ao trabalho e aos estudos. Trabalhava das 10 da manhã às 10 da noite e estudava nos intervalos e nas folgas. Muitas vezes, chegava em casa e continuava estudando de madrugada, com o filho no colo. Houve dias em que o cansaço foi tanto que ele chorou.Quando o filho tinha dois anos, veio o diagnóstico de autismo. Aquilo fortaleceu ainda mais o desejo de conquistar estabilidade e poder oferecer melhores condições para a família.Por meio do Gran, encontrou uma forma de organizar os estudos, passou a seguir um cronograma e uma sequência de conteúdos. Começou a transformar aquele esforço em aprovações. E foram seis. Entre elas, a da Polícia Militar do Distrito Federal.Hoje, há dez meses, o aluno Gran Rodrigo Vieira vive aquilo que um dia parecia tão distante.
Hoje, você vai conhecer a história de Guilherme, 26 anos, de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul. Criado pela mãe, Angela, que trabalhou no comércio e depois como manicure, e pela avó, Abigail, costureira, Guilherme teve uma infância simples.Aos 11 anos, sua vida mudou completamente. Diagnosticado com leucemia mieloide aguda, passou por meses de tratamento, quimioterapia e complicações graves, incluindo hemorragia pulmonar, coma induzido e uma parada cardíaca. Mesmo internado, continuou estudando, com aulas adaptadas dentro do hospital.Depois de cerca de um ano e meio afastado, voltou para a escola e enfrentou a reintegração, o bullying e o preconceito por causa das mudanças provocadas pelo tratamento. Foi nos estudos que encontrou um ponto de apoio.Essa relação com o aprendizado o acompanhou até a faculdade de Ciências Contábeis e durante a pandemia. Entre 2020 e parte de 2022, conseguiu se dedicar exclusivamente aos estudos com o auxílio emergencial, auxílios da universidade e, depois, um empréstimo para garantir suas despesas básicas.No fim de 2021, sem perspectiva de trabalho, prestou seu primeiro concurso: técnico em contabilidade na UFGD. Estudou por cerca de três meses, com aulas do Gran, sistema de questões e milhares de exercícios. Foi primeiro lugar no primeiro concurso.Desde então, são sete aprovações em primeiro lugar, cinco posses em cargos efetivos e mais de 26 mil questões resolvidas. Entre elas, o 9º lugar para Auditor de Controle Externo do TCE-MS e o 1º lugar para Analista Técnico Administrativo II da Secretaria de Educação de Santa Catarina. Hoje, Guilherme é Analista de Serviços Públicos em Mundo Novo e continua estudando.Mas sua maior conquista não está em uma classificação. Em 2024, comprou um terreno e construiu uma casa em Ponta Porã, onde sua mãe mora. Vamos conhecer os detalhes desta incrível jornada do aluno Gran Guilherme Silvesso Silva.
Letícia Pinto Oliveira tem 45 anos e é natural de Tubarão, Santa Catarina. Filha de uma professora que trabalhava em três turnos para sustentar os três filhos, cresceu na casa dos avós maternos, em uma família simples. Aos 15 anos, começou a trabalhar e, muito jovem, ainda adolescente, tornou-se mãe de Vinícius e Arthur.Depois da separação e com o apoio da família, retomou os estudos. Trabalhando e estudando à noite, formou-se em Letras, em 2010, e, anos depois, voltou à universidade para cursar Pedagogia, concluída em 2023. Há 15 anos atua na educação e conciliou auma jornada de 60 horas semanais com o sonho de conquistar uma carreira pública efetiva.Em 2022, depois de uma reprovação, mudou sua forma de estudar. Encontrou o Gran e passou a estudar em qualquer brecha da rotina: no horário de almoço, dentro do carro e nos intervalos entre as aulas. Em 2026, foi aprovada em três concursos da Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina, ficando entre os 10 primeiros lugares em todos.E ela já saiu da primeira prova acreditando no resultado. No intervalo para as provas da tarde, comprou o vestido que usará na posse. Alguns dias depois, enquanto comemorava o Dia dos Namorados em Florianópolis em um show do Zé Ramalho, começaram a chegar as mensagens: Letícia havia sido classificada nas três áreas. Ela e George, seu namorado, se abraçaram, pularam e choraram juntos.Agora, a aluna Gran aguarda a nomeação para assumir um cargo efetivo na educação pública depois de 15 anos como professora temporária, sempre preocupada se um dia poderia não dar certo.
Aos 42 anos, depois de mais de 25 anos de carreira na iniciativa privada, 13 deles em posições de liderança, Natércia Fonseca decidiu recomeçar. Carioca, filha de uma professora e de um servidor público, cresceu em uma família simples onde a educação sempre foi prioridade. Formou-se em Administração, casou-se, teve dois filhos e construiu uma carreira sólida.Mas vivia em um ambiente de desvalorização que a adoecia e passou a buscar uma nova carreira e um novo propósito. Quando o marido, que já era servidor público, decidiu voltar a estudar para concursos, ela disse: “Eu vou estudar com você.”O medo era não conseguir. E, se conseguisse, quanto tempo levaria? Aos 42, precisava conciliar os estudos com o trabalho, a casa e os dois filhos.O recomeço ainda veio acompanhado de uma grave crise de saúde: burnout, nove cirurgias em um ano, 18 dias no CTI e cerca de dez meses acamada. Foi nesse período que os estudos se tornaram sua principal terapia. As videoaulas do Gran deram propósito aos dias de recuperação.Desde abril de 2023, foram 25 provas. Vieram reprovações, aprovações e resultados cada vez melhores. O 4º lugar no CISBAF foi a confirmação de que estava no caminho certo. Depois, veio a aprovação no CNU 2 e a nomeação, aos 45 anos, para Analista Técnico-Executiva do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.Hoje, Natércia é servidora pública federal. A estabilidade que buscava também trouxe mais segurança para continuar seu tratamento de saúde e cuidar de si com mais qualidade.
Hoje eu converso com o aluno Gran Gustavo Pessoas, o Guga. Filho de pais que, mesmo com dificuldades financeiras, escolheram investir na formação dos filhos e cujo pai morreu sem ter uma casa própria, Guga tornou-se professor universitário, fez mestrado, ocupou cargos de gestão, casou-se e construiu uma família com a esposa e dois filhos.Aos 35 anos, decidiu voltar para a faculdade. Terminou Administração aos 39, justamente quando a instituição onde trabalhava enfrentava uma fase financeira difícil. Foi quando decidiu voltar aos concursos.Os primeiros dois anos foram de erros. Estudava errado, fazia provas sem preparação consistente e perdeu oportunidades. Até entender que precisava aprender a estudar. A partir daí, vieram as renúncias: trabalho, aulas, esposa, filhos e estudo madrugada adentro. A família precisou se adaptar àquela rotina.E então veio o TSE. Depois de quase um ano de preparação, Guga foi desclassificado porque entrou na sala com uma garrafa que ainda tinha rótulo. Chorou, teve uma crise de pânico e precisou decidir se continuaria. Continuou.Mudou o método, encontrou sua área, respondeu mais de 32 mil questões e acumulou mais de 1.600 horas de estudo e as aprovações começaram a chegar. Aos 44 anos, o resultado mais aguardado: 2º lugar geral para Auditor de Controle Externo do TCE-RN.Hoje, Guga vem ao Imparável contar o que aconteceu entre aquele recomeço aos 35 e a aprovação que mudou sua carreira.
Hoje eu converso com a aluna Gran Maria Eduarda Almeida Silva. Ela nasceu prematura, aos seis meses de gestação, e desenvolveu retinopatia da prematuridade, uma deficiência visual que fez com que convivesse com limitações desde a infância. Depois do ensino médio, descobriu nos concursos públicos a possibilidade de conquistar estabilidade, independência financeira e uma carreira com mais acessibilidade. Formou-se em Fisioterapia em 2024 e, quando perguntavam o que faria depois da faculdade, respondia: “quero fazer concurso.”Ela já havia tentado Banco do Brasil, Caixa Econômica e TRT, sem aprovação. Até que surgiu o CNU2, com uma vaga para Fisioterapia. Aquela oportunidade parecia uma resposta às tantas vezes em que havia pedido a Deus por uma chance. Mas ela não se sentia preparada. Então, voltou aos estudos e passou a dedicar de sete a oito horas por dia à preparação, de segunda a sexta. No dia da prova, estava nervosa. Mas, no final, saiu feliz. Meses depois, veio a aprovação no CNU2 para Analista do Seguro Social, com formação em Fisioterapia, no INSS.Hoje, cerca de três meses depois da posse, Maria Eduarda deixou Petrolina, em Pernambuco, para morar em Umuarama, no Paraná. E encontrou no serviço público aquilo que buscava: acessibilidade, respeito e estabilidade.
Lukas Silva Leite cresceu na periferia de Brasília, em uma família simples. Na infância, chegou a morar em um barraco de fundo, e houve períodos em que a família precisou contar com cestas básicas e programas de distribuição de alimentos.Mesmo com pouco, os pais sempre acreditaram que o estudo poderia mudar aquela realidade. Foi o pai de Lukas quem, com muito esforço, pagou um curso de informática para o filho. Aos 15 anos, ele começou a trabalhar como professor de informática, ganhando cerca de 230 reais por mês. Para economizar no transporte e ajudar em casa, caminhava seis quilômetros por dia.Depois, trabalhou como técnico de suporte de TI e chegou à Justiça Federal. Foi ali, convivendo com servidores e magistrados, que começou a enxergar o serviço público como uma possibilidade concreta de mudar de vida. Mas o caminho até as aprovações não foi linear. Vieram reprovações, inclusive na PMDF, que acabaria se tornando um dos maiores pontos de virada da sua trajetória. Depois vieram aprovações na PMMG, PMSC onde ficou por 4 anos, PPGO, e a PPDF - aprovação que permitiu seu retorno a Brasília e, finalmente, a realização de um sonho que carregava desde o ensino médio: cursar Direito.E, em 2026, mesmo trabalhando e estudando Direito, Lukas acordava às quatro da manhã para se preparar para um novo desafio: o concurso para Policial Legislativo Federal. Na prova discursiva, conquistou o primeiro lugar e saltou da 140ª para a 19ª colocação na lista de cotas, seguindo para as fases finais.Em todos os certames, Lukas se preparou com os materiais do Gran. E é sobre tudo o que aconteceu antes desse resultado que vamos conversar agora.
Mateus Alberto sempre quis ser jogador de futebol. Estudava só o suficiente para passar de ano e continuar treinando, até que, aos 18 anos, foi fazer uma peneira para a Série B do Campeonato Candango. Lá, viu um jogador com mais de 30 anos ainda buscando uma oportunidade, acompanhado pelo pai. Seu pai também estava ali. Na volta, Mateus decidiu: ia abandonar o futebol e começar a estudar.Só que ele não sabia estudar, e sua base era péssima. Na faculdade, uma colega chegou a perguntar: “É sério que você quer estudar para concurso?” Ele não conseguia escrever corretamente nem “último dia útil”. Ao longo da preparação, como aluno do Gran, fez três cursos de Português com o professor Claiton Natal e, anos depois, mais um para a Polícia Legislativa. Chegou a manter um post-it no escritório para não esquecer contas básicas de matemática e que “um” e “uns” são artigos indefinidos.Durante quase três anos de preparação para a Polícia Federal, sofreu um acidente de carro, cuidou da avó durante uma profunda depressão, lesionou a coluna e estudou por meses em meio a dores tão fortes que precisava parar e ficar em posição fetal dentro do carro. Na pandemia, sua mãe foi parar na UTI. Ainda assim, continuou.Aos 21 anos, foi aprovado para agente da Polícia Federal e escrivão da PCDF, sempre tendo o Gran como parceiro na preparação. Anos depois, já na PF, enfrentou nove meses de preparação para a Polícia Legislativa, também com o Gran, enquanto cuidava de um filho de seis meses, passava por uma cirurgia de apendicite, vivia a descoberta de uma nova gravidez, fazia viagens entre estados e conciliava tudo com uma rotina intensa de trabalho. Até que veio a recompensa: a aprovação para a Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados.
Sidney Reges Ferreira, tem 35 anos, filho de pais analfabetos, cresceu em Trombas, Goiás, em uma casa feita de barro, sem água, sem luz, sem portas ou janelas. O chão era de terra, a cama era de palha de bananeira e, em alguns momentos, faltou até comida. Ainda criança, começou a trabalhar para ajudar a família, capinando, plantando milharais, fazendo cercas e carregando todo tipo de material pesado.Até que decidiu ir para Brasília aos 17 anos. Chegou com duas peças de roupa, vinte reais no bolso, uma rapadura e um punhado de amendoim. Em sua trajetória, chegou a dormir no chão, na rua, debaixo de chuva, ao lado de ratos e baratas. Trabalhando como empacotador, um dia perguntou por que trabalhava tanto e ganhava tão pouco, enquanto o gerente ganhava mais. A resposta: “Porque ele estudou.” Sidney decidiu que também estudaria. Sem dinheiro para comprar livros, procurava material no lixo pelas ruas de Brasília.E foi assim que começou a construir uma nova história. Fez cursos profissionalizantes, aprendeu informática desenhando um teclado numa folha de papel, entrou na faculdade e, durante essa caminhada, chegou a fazer uma prova depois de sofrer um grave acidente de moto. Mesmo ferido e sangrando, pediu aos policiais que o levassem até a faculdade porque não podia perder a prova. Foi também nessa fase que conheceu uma professora que se tornaria sua maior incentivadora nos estudos e, mais tarde, sua esposa.Juntos, começaram a estudar para concursos enquanto moravam em uma casa com parte da estrutura coberta por lona. Foram cerca de 100 concursos prestados e 15 aprovações, até a chegada ao Ministério Público Federal e à nomeação, em novembro de 2023. Hoje, Sidney tem casa, dois carros, lote quitado e aguarda a nomeação para auditor-fiscal de atividades urbanas do DF, sem precisar se preocupar se amanhã vai ter como colocar comida na mesa.
From the publisher's feed