Precisamos de falar mais e mais honestamente sobre descriminação, colonialismo e racismo e precisamos de uma melhor representatividade na literatura. É nisso que a Hannah, através dos seus estudos e do seu clube literário, se concentra e foram esses os temas que discutimos neste episódio. Hannah cresceu no Brasil, chegou a estudar em Dublin e mais tarde, em 2015, acabou por se mudar para Portugal com o seu marido. Atualmente é estudante de Estudos Portugueses na Universidade do Minho, onde integra o Grupo de Estudos Brasileiros em perspectiva decolonial, é curadora e coordenadora do Mulheres do Atlântico, um clube de leitura direcionado às literaturas africanas e afrodiaspóricas produzidas exclusivamente por mulheres e é produtora cultural. Como se a lista de atividades já não fosse suficientemente grande, escreve e lançou em setembro deste ano o seu primeiro conto, "papas de aveia", publicado no volume de prosa da coleção de antologias VOLTA para tua terra ( da Editora Urutau). Não bastando: É investigadora autónoma no campo dos estudos decoloniais, latino-americanos e afrocentrados e é, com orgulho, uma mulher negra latino-americana.