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And here is the monologue for your benefit!
Tive uma experiência engraçada no posto de gasolina, e tenho certeza de que você vai extrair uma lição disso.
Ando de carro sempre que posso. Dirijo muito por conta do trabalho, para levar a esposa para lá e para cá, buscar os filhos na escola e para chegar ao trabalho. Tudo muito bonito e tal, mas também meu carro bebe gasolina que é uma beleza, e por isso tenho que abastecer dia sim, dia não.
Naquele dia, fui a um posto conhecido. Costumava comprar coisas na loja de conveniência lá. Eu já era freguês: sabia o nome dos frentistas de cor e salteado, e eles sabiam que eu sempre mandava completar. Mas, naquele dia, o frentista era novo.
— O que o senhor manda, chefe? — Ele perguntou, indo para a bomba de gasolina. Com um aperto no coração, e esses preços subindo em disparada, pedi: “complete com gasolina, por favor.”
O frentista ficou me encarando. Dei a ele a chave. Ele foi para a traseira do carro, tirou a tampa do bocal do tanque, pegou a mangueira da bomba e começou a abastecer.
— Quer que eu limpe o para-brisa?
Ele já estava com o rodo na mão enquanto abastecia. Fazia tudo isso e não parava de me encarar.
— Por favor — eu disse, meio constrangido. Achava que ele não tinha ido com a minha cara, para me encarar tanto.
Quando ele acabou, peguei minha carteira que estava no assoalho. O frentista não tirava os olhos de mim.
— Qual a forma de pagamento?
Mesmo espantado com o valor, paguei no débito.
Quando ia manobrando o carro para sair, o frentista olhou para mim e disse:
— Elson, não está me reconhecendo?
Respondi com um sorriso amarelo que não tinha certeza.
— Sério? Sou o Pedro, o Pedroca, do Liceu Estadual, não lembra?
Fiz que não com a cabeça.
— Sério? — ele disse mais uma vez, incrédulo. Muito sem jeito, dei a partida no carro e pisei fundo.
Se eu tinha me esquecido dele? Que nada! Lembrava muito bem do Pedroca e sabia que ele era um chato grudento.