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Ao longo dos últimos 20 anos, a indústria dos espetáculos ao vivo teve um crescimento esplendoroso no nosso país. Falamos da dança, da música e do teatro - disciplinas que habitam normalmente um palco. Neste episódio, conversámos Fátima Alçada, diretora artística da régie cooperativa Oficina, responsável pelo Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, para percebermos qual a importância dos espaços que dão abrigo às artes performativas.
Este é o terceiro capítulo da série “Até onde chega a cultura?” - uma série em que exploramos o alcance dos equipamentos culturais em Portugal.
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O cinema é mágico. Os sortudos que alguma vez entraram numa daquelas salas certamente se lembrarão do primeiro filme que viram no grande ecrã. Apesar de parecer estar cada vez mais perto, em 2020 o cinema continua longe de uma boa parte da população portuguesa.
Uma conversa com José Pedro Pinto, Técnico de Atividades Culturais e Artísticas do Cine Clube Viseu.
Este é o segundo capítulo da série “Até onde chega a cultura?” - uma série em que exploramos o alcance dos equipamentos culturais em Portugal.
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As bibliotecas resistem hoje enquanto equipamento público gratuito, disponibilizando livros, lazer e conhecimento a quem quiser lá entrar. Mas à medida que a nossa sociedade se vai digitalizando, qual o papel da biblioteca? Por que razão devemos investir nestes equipamentos? E como se gere o pós-pandemia?
Uma conversa com Bruno Duarte Eiras, Diretor de Serviços de Bibliotecas da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas.
Este é o primeiro capítulo da série “Até onde chega a cultura?” - uma série em que exploramos o alcance dos equipamentos culturais em Portugal.
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Às vezes é preciso vermos os outros mudarem o mundo para sabermos que também somos capazes.
O Interruptor é, sobretudo, fruto da inspiração de outros – daqueles que nos últimos anos têm tido um papel crucial no desenvolvimento de um pequeno, mas firme, sector de órgãos de comunicação social independentes e de orientação comunitária. Falo especificamente do Shifter, do Jornal Mapa, do Gerador, do Fumaça e do Divergente. Não são os únicos que têm forçado a mudança neste universo, mas são aqueles que, de facto, têm cumprido as promessas de evolução e de inovação que os media tradicionais tendem a apregoar, mas que rápida e sucessivamente se esquecem de implementar.
Por aqui, não temos a intenção de noticiar. O fio infinito de títulos de última e de outras horas já está entregue. Pretendemos ocupar um lugar que ainda está vago - um lugar onde se repensa a cultura com calma, mas também com criatividade. Sem trincheiras nem elitismos, e com preocupações contextuais, queremos despoletar novas narrativas, usando a tecnologia como aliada destes contos originais. A nossa causa maior é a promoção das literacias digital e mediática com a cultura como pano de fundo. Acreditamos que a informação de qualidade, aberta e plural, é fundamental numa sociedade democrática. E que a sua negação é um obstáculo real ao exercício da cidadania que se materializa sobre os mais vulneráveis. Num país onde, sem transferências sociais, quase 45% da população vive em risco de pobreza, a existência de locais onde o acesso ao conhecimento se mantém livre pode ser um precioso aliado na mitigação do fosso entre os que já têm possibilidades e os que ficaram sem elas ou nunca as viram sequer. Sem conteúdos fechados, o Interruptor será mais um destes redutos em Portugal.
Queremos ligar as boas ideias privilegiando os formatos longos, os podcasts, o documentário, a arte, a ciência e a experimentação. Exploramos dados, disponibilizamos código e pensamos continuamente sobre como podemos revolucionar estas coisas que são contar estórias e levar o conhecimento mais longe - sempre em português. O que publicamos é feito para ser partilhado e reinventado.
Neste arranque, além de testarmos algoritmos para percebermos se conseguem diferenciar os heterónimos de Fernando Pessoa, inaugurámos duas séries que serão desenvolvidas ao longo dos próximos tempos.
Em “Estamos a ouvir mais música portuguesa?” a proposta é clara. Para começar, fizemos um enquadramento histórico da amplificação da música portuguesa nos órgãos de comunicação social na viragem do milénio. Depois, mergulhámos na estatística. Em “Jogar à tabela para chegar mais longe”, examinámos dezasseis anos de contagens dos álbuns mais vendidos em Portugal, e principiámos a construção da nossa resposta.
Para rematar este capítulo inicial, lançámo-nos na demanda de percorrer vários mapas para desvendar até onde chega a cultura no nosso país. O primeiro fascículo é sobre bibliotecas e chegará via podcast.
Os artigos, fica o aviso, são longos, mas nós acreditamos que valem a pena até ao fim.
Antes de me despedir, gostaria ainda de deixar uma nota de particular agradecimento a algumas pessoas cujo apoio foi inestimável para o nascimento do Interruptor. À Blink, pelo logotipo e pela imagem gráfica; e ao Jorge Kimbamba, que nos emprestou a sua voz para darmos vida a cada episódio.
O Interruptor é mantido por uma pequena equipa de três pessoas. Eu produzo os artigos, o Ricardo Correia trata da sonoplastia e fotografia, e o Ciaran Edwards programa o nosso site. Esperamos que gostem do nosso trabalho - que o leiam, ouçam, partilhem e apoiem.
Sejam muito bem-vindos.
Rute Correia,
co-fundadora do Interruptor
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