
Sign up to save your podcasts
Or


É legítimo lutar por amor?
Experimentamos uma sensação dolorosa de humilhação quando a pessoa que está nos interessando não dá sinais de ter achado tanta graça em nós quanto nós nela; ou então não se mostra tão disponível por estar vivenciando algum outro vínculo amoroso. Mais grave ainda é a sensação de rejeição, quebra do elo amoroso associado à humilhação – ofensa grave à vaidade – quando se é abandonado e “trocado” por outra pessoa. Surge, em boa parte das criaturas, o desejo de reaver aquela relação a qualquer custo. As pessoas gostam de dizer que estão lutando para reaver o parceiro amado. Porém, penso que se trata de algo bastante diferente: o resgate do vínculo corresponderia a uma espécie de vitória sobre eventuais rivais e, em certo sentido, o fim da sensação de humilhação.
A luta para tentar reaver o parceiro “amado” aparece, para muitos, como uma causa justa e nobre em nome da qual vale tudo. O amor justifica que o rejeitado se humilhe e pressione com todas as forças aquele que quis se separar, valendo-se inclusive de mentiras e chantagens sentimentais de todo o tipo. Ouço essas histórias com bastante frequência e sempre me fica a clara sensação de que o amor, esse apego por aquela pessoa que nos provoca aconchego, pode até existir, mas não é a força motriz principal de todas essas ações. Elas parecem, mais que tudo, determinadas pela vaidade, o anseio de sair como vencedor e de se livrar da dor derivada da humilhação de ter sido abandonado.
Quando se luta para reconquistar o parceiro, o amor aparece como o sentimento que estaria dando dignidade a condutas moralmente duvidosas. Quem ama cuida do amado, quer o melhor para ele e não o obriga a fazer ou agir de uma forma contrária à sua vontade. Quem ama de verdade não acha que esse sentimento justifica todo e qualquer ato. Não acha que é válido lutar por amor, entendendo-se por “lutar” o esforço de fazer prevalecer a própria vontade de manter o vínculo quando não é essa a disposição daquele que supostamente é o amado. A única luta válida por amor é aquela ligada ao empenho de preservar o relacionamento através de cuidados, paparicos e todo o tipo de dedicação possível ao amado; e tudo isso na vigência do namoro – e com a devida anuência do namorado.
Aqueles que se acham no direito de lutar para reaver o elo que se rompeu são justamente os que lidam mal com frustrações e dores psíquicas em geral. É fato que a dor de amor é muito intensa e a ela dedicaremos um espaço maior quando tratarmos das rupturas amorosas. O mais importante aqui é registrar de modo enfático que aqueles que acham válido lutar por amor quando são abandonados costumam ser os que cuidam mal do relacionamento durante sua vigência. Não é raro que sejam pessoas mais egoístas, menos capazes de amar e mais competentes para reivindicar, cobrar e exigir atenção e carinho do que para se dedicar ao parceiro.
A palavra “cobrar” é uma das que mais provoca minha indignação. Não creio que tenhamos o direito de cobrar nada de ninguém, muito menos de nossos parceiros sentimentais. É claro que todos temos expectativas em relação às pessoas com as quais convivemos: esperamos algum tipo de cuidado, atenção, carinho. Porém, isso não nos autoriza a exigir que eles satisfaçam nossos desejos; eles deveriam estar bem informados de tudo o que gostaríamos de receber. Se não estão dispostos a dar, quem está com problema somos nós, pois teremos que decidir se aceitamos essa situação ou se tomamos algum tipo de atitude, que pode variar desde pararmos de nos dedicar tanto até a ruptura do relacionamento – isso na dependência da natureza de cada um e também do estado geral em que se encontra aquele dado elo amoroso.
Link do texto completo => https://www.facebook.com/notes/fl%C3%A1vio-gikovate/%C3%A9-leg%C3%ADtimo-lutar-por-amor/1346237998740126
"Como existem pessoas perdendo o precioso tempo de vida em vigiar os movimentos do outro, fiscalizar as ações alheias, estabelecer julgamentos, semear intrigas, fofocas e maledicências, condenar possíveis atitudes que sejam diferentes das chamadas normais e aceitas pela sociedade e ainda por cima se sentir superior. Um aviso importante aos possíveis espectadores da existência alheia: quem muito vigia, fala e critica é porque tem a alma vazia, oca e e estéril. Preencha o tempo de si mesmo, com certeza, o que te falta é tomar conta da própria vida."
Fábio Figueiredo
Eu estive lendo uma história.
Um dia Jesus estava fugindo de uma cidade. Um camponês o viu correndo e lhe perguntou:
– O que houve? Para onde o senhor está indo?
Mas Jesus estava com tanta pressa que foi adiante sem responder. Então o camponês o seguiu, conseguiu pará-lo por um instante e disse:
– Por favor, me diga, pois fiquei muito curioso. Se não me disser, vou segui-lo sem parar. Por que está correndo? Para onde? De quem o senhor está fugindo?
Jesus respondeu-lhe:
– De um tolo.
O camponês começou a rir e disse:
– O que o senhor está dizendo!? Eu sei que o senhor já curou gente cega, já curou gente estava morrendo. Já ouvi até dizer que o senhor curou gente que estava morta! O senhor não pode curar um tolo?
E Jesus respondeu:
– Não. Eu tentei, mas não posso, porque ele é um tolo e não acredita. Já curei todos os tipos de doença e nunca falhei, mas com esse tolo não foi possível. Ele vive o tempo todo atrás de mim dizendo: “Cure-me!” Tentei de todas as formas possíveis mas não adianta. É por isso que estou fugindo da cidade.
Um tolo não pode ser curado… e um tolo não pode ser hipnotizado. De modo geral, acredita-se que as pessoas muito inteligentes não podem ser hipnotizadas. Isso é absolutamente errado. Somente os tolos, os idiotas, os loucos, não podem sem hipnotizados. Quanto maior é a inteligência, maior é a possibilidade de ir fundo na hipnose – porque na hipnose sua confiança é necessária; o requisito básico é a sua confiança, o requisito básico é a sua cooperação, e um idiota, um louco, não coopera e não confia.
Jesus podia fazer milagres. Esses milagres eram simples; aconteciam porque as pessoas confiavam. Se você confia, o interior da mente começa a funcionar, espalha-se por todo o corpo e muda tudo. Mas se você não confia, então nada acontece. Até mesmo a medicina comum o ajuda porque você confia nela. Já observou que, sempre que um novo medicamento é criado, ele funciona muito bem de seis meses a dois anos – as pessoas são afetadas por ele. Mas depois de seis, oito, dez meses, ele não funciona tão bem. Os médicos têm se interrogado: “o que acontece?”
Sempre que um novo remédio é inventado, você acredita nele mais do que no velho medicamento. Agora você sabe que a panacéia está ali e “ela vai resolver”. E ela resolve!
A confiança num novo medicamento, numa nova descoberta, ajuda. Eles falam sobre o medicamento nó rádio, na TV, nos jornais, e cria-se um clima de confiança e esperança. Mas depois de alguns meses, depois que muitos já tomaram aquele remédio – e alguns tolos também o tomaram e não puderam ser ajudados -, a suspeita surge, “porque aquele homem tomou o remédio e nada aconteceu!”. Esses tolos, então, criam o anticlímax, e depois de algum tempo o remédio perde seu efeito.
Ainda mais do que o remédio, o médico ajuda se você confia nele. Você já observou que quando está doente e o médico chega, se você confia nele, sente um alívio só com a sua chegada? Ele ainda não lhe deu nenhum remédio, apenas examinou o seu corpo – tirou a pressão, isso e aquilo – e você já se sente 50% melhor. Chegou um homem em quem você confia. Agora você não precisa carregar o peso sozinho; pode deixá-lo com ele e ele verá o que fazer. Se você não confiar no médico, ele não poderá fazer nada.
Na medicina, eles dão o nome de placebo a um certo remédio. É só água, farinha, ou algo que não tem nada a ver com a doença. Mas se ele for dado a você por um médico em quem você confia, aquilo ajuda tanto quanto o remédio real; não há diferença.
A mente é mais poderosa do que a matéria; a mente é mais poderosa do que o corpo.
Osho
O amor existe, mas não querem que você acredite - Selvagens à procura de lei
Como um velho boiadeiro
Eu te protejo contra você mesmo
O mundo pode ser perigoso, eu sei
Você precisa tomar cuidado, cuidar de si
Nós mudamos quando crescemos
Distraídos venceremos
Quase Nada - Zeca Baleiro
De você sei quase nada
Será um atalho
Noite alta que revele
De você sei quase nada
Será um atalho
Um prato fundo
O progresso - Roberto Carlos e Erasmo Carlos
Eu queria poder afagar uma fera terrível
Eu queria não ver tantas nuvens escuras nos ares
Eu queria não ver todo o verde da Terra morrendo
Eu não posso aceitar certas coisas que eu não entendo
Não sou contra o progresso
Link do texto "A história das invenções" => www.legal.adv.br/20140328/involucao-humana/
Não vou me adaptar - Nando Reis e Arnaldo Antunes
Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia,
Será que eu falei o que ninguém ouvia?
Sabe lá - Catedral
Tenho a voz do meu amor
Sabe lá, sabe lá
É ceder, mais que querer
É poesia e emoção
Sabe lá, sabe lá
Tenho o amor que me dá paz
Sabe lá, sabe lá
Existe realmente algo como um complexo de inferioridade? - Por Osho
Não existe nada como um complexo de inferioridade, tudo o que existe é o fenômeno do ego. E, por causa desse fenômeno, duas coisas são possíveis.
Se você é egoísta, está fadado a comparar a si mesmo com os outros. O ego não pode existir sem a comparação; por isso, se quiser realmente abandonar o ego, pare de comparar. E você ficará surpreso: para onde ele foi? Compare, e ele estará lá; ele existe somente na comparação.
Por exemplo, você está passando por um jardim e encontra árvores muito grandes. Compare: a árvore é tão grande, e você é tão pequeno. Se você não comparar, desfrutará da árvore; não haverá nenhum problema. A árvore é grande, e daí? Deixe-a ser grande! Você não é uma árvore. E existem outras árvores que também não são tão grandes, mas elas não estão sofrendo de nenhum complexo de inferioridade. Eu nunca encontrei uma árvore que sofresse de complexo de inferioridade ou de complexo de superioridade. Mesmo a árvore mais alta, um Cedro-do-Líbano, mesmo essa árvore não sofre de complexo de superioridade, porque a comparação não existe.
O homem cria a comparação porque o ego só pode ser alimentado continuamente pela comparação. Mas então você terá duas alternativas: algumas vezes se sentirá superior, e outras se sentirá inferior. E a possibilidade de se sentir inferior é maior que a de se sentir superior, porque existem milhões de pessoas: alguém é mais bonito que você, alguém é mais alto que você, alguém é mais forte que você, alguém parece ser mais inteligente que você, alguém é mais culto que você, alguém é mais bem sucedido que você, alguém é mais famoso, alguém é isso, alguém é aquilo – se você continuar se comparando a milhões de pessoas, vai acumular um grande complexo de inferioridade.
Isso não existe; é criação sua. Os mais loucos sofrem complexo de superioridade. Eles são tão loucos que, quando comparam, não percebem que existem milhões de pessoas que são diferentes de muitas maneiras e superiores de muitas maneiras. Estão tão obcecados com o ego que permanecem fechados para qualquer coisa que seja superior: eles sempre olham para o inferior.
Dizem que as pessoas gostam de encontrar alguém que é, de alguma maneira, inferior a elas; isso as sustenta. As pessoas gostam que alimentem seu ego. Os mais loucos sofrerão de complexo de superioridade, porque sempre escolherão aquelas coisas que os fazem sentirem-se superiores. Mas eles sabem que estão pregando uma peça. Como enganar a si mesmos? Sabem que escolheram apenas aqueles pontos que os fazem sentir-se superiores; sabem o que não escolheram.
Isso está lá, à margem; e eles estão perfeitamente conscientes disso. Portanto, seu complexo de superioridade é sempre abalado. Está construído sobre a areia; a casa pode desabar a qualquer momento. Eles sofrem de ansiedade porque construíram uma casa sobre a areia.
Jesus diz: não construa sua casa sobre a areia; encontre uma rocha.
Link do texto completo => https://paralemdoagora.wordpress.com/2015/05/20/a-comparacao-e-uma-armadilha-do-ego/
Me Curar de Mim - Flaira Ferro
Sou a maldade em crise
Fiz em mim uma faxina e
Eu quero me curar de mim
O ser humano é esquisito
Vim ao mundo em um só corpo
Eu quero me curar de mim
Vou pequena e pianinho
Pra me encher do que importa
Sou má, sou mentirosa
Sou carente, amostrada
E dói, dói, dói me expor assim
Mas se eu não tiver coragem
Se é que essa cura há de existir
Link do vídeo com a Flaira => www.youtube.com/watch?v=fGx9MW52lbE
“Isso foi muito arrebatador pra mim porque eu vi que através da arte eu estava acessando as pessoas num lugar um pouco mais profundo do que já tinha vivido até então.
Flaira Ferro
From the publisher's feed