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O que define o fantástico? Sua estrutura narrativa, a criação de mundos, o estabelecimento de um fenômeno insólito dentro da trama - ou, talvez, seja o modo de se contar estas estórias.
Neste programa, aceitamos o desafio do @ulisversilva de falar não sobre uma obra em específico, mas sim sobre esse cosmos de narrativas ficcionais que nos encantam, fascinam e amedrontam; que nos fazem rir e chorar e maravilham com suas eras e mitos próprios. Venha conosco nessa singela jornada que passará um pouco por algumas das obras que nos despertaram a paixão pelo cinema e nos lançaram nessa aventura esplêndida de querer escrever fantasia.
De uma toca no chão à Longa Noite; de uma galáxia muito, muito distante ao inconsciente de dois dos maiores artistas europeus de todos os tempos. Pegue sua capa e espada e embarque conosco nesse episódio especial.(editado)
Esta semana, falamos sobre os três filmes de Invocação do Mal - uma trilogia da qual gostamos muito e que pesamos ter uma importância ímpar no cenário do horror contemporâneo. Perpassamos um pouco pelos conceitos de gênero, importância da narrativa e sobre o próprio sentimento que constitui esta forma de expressão.
Com o lançamento de A Ordem do Demônio, temos aqui um capítulo bem diferente dos outros dois da franquia. Abraçando o maneirismo, Michel Chaves propõe uma trama mais episódica e abraça o lúdico de forma bastante pronunciada. Nossas opiniões divergem quanto ao resultado final de tal empreitada e isto está posto no programa.
Nesta semana, nós falamos sobre outro grande filme brasileiro. Este, contudo, e diferente de O Bandido da Luz Vermelha, quase foi perdido na catalogação da história de nosso cinema e só recentemente pôde voltar a ser debatido. E tivemos a felicidade de receber, no episódio, o pesquisador que resgatou esta obra do esquecimento e tem diversos escritos sobre ela, @marblanco76.
A pauta de hoje é o curta-metragem O Parque, produzido durante o Cinema Novo, com influência direta de Alex Viany e David Neves. Um belíssimo projeto que partiu da iniciativa de uma professora de escola pública do Rio de Janeiro e foi realizado por seus alunos.
Durante a conversa, preparamos pela importância do cinema na escola, por como se caracteriza o cinema educativo, como este foi empregado em nosso país e porque a preservação audiovisual é imprescindível para que possamos construir um legado para o cinema brasileiro.
Nós comentamos também sobre a importância de se discutir esta obra. Então, e como prometemos, seguem os links para o filme, no YouTube, e para a obra catalogada no Letterboxd.
https://www.youtube.com/watch?v=uHucfiKSmGI
https://letterboxd.com/film/o-parque/
Esperamos poder continuar conversando sobre O Parque com vocês por lá.
Rogério Sganzerla é um dos maiores nomes do cinema brasileiro. Com uma irreverência construída ao longo de sua formação pela cinefilia, ele solidificou a "boca do lixo" e se tornou o principal expoente do cinema marginal brasileiro. O Bandido da Luz Vermelha, seu filme mais famoso, evidencia grande parte de seus traços estilísticos e narrativos - da sua breguice consciente à sua subversão de modelos consagrados a partir de uma compreensão de como estes funcionam. O protagonista do longa se tornou símbolo de uma cultura e foi um marco tanto para acadêmicos e críticos eruditos quanto para a população da época. Escute esta conversa com o Professor Régis Rasia, que também aceitou participar deste programa e a quem agradecemos muito, especialista no assunto e profundo conhecedor de cinema, no geral.
Emerge das profundezas do inferno mais um episódio. Com o clássico de terror Hellraiser em mente e junto do Prof. Dr. Ramiro Giroldo (@ramirogiroldo), nós vamos discutir como Clive Barker revela as dualidades entre o profano e o gracioso, entre belo e do feio - como, por meio do terror e da fantasia, ele evoca e desenvolve o prazer que existe na heresia. Entre com a gente nesse mundo para encontrar uma discussão sobre como o gore pode revelar o etéreo e de como a busca pelo prazer é recheada de aflição. Para gozar desta conversa, talvez seja necessário se arriscar em um mundo tortuoso e desagradável. Boa sorte!
O programa de hoje foi gravado há alguns meses, mas, infelizmente, alguns problemas na captação acabaram decorrendo, o que dificultou bastante a mixagem dos áudios. O resultado final, como vocês podem conferir, está longe do nível em que costumamos postar os episódios. Fizemos o máximo para que o acompanhamento geral das falas seguisse da forma mais compreensível possível, mas, ainda assim, alguns trechos apresentam bastante ruído e outros se perderam por completo.
Assim, conversamos com os participantes deste programa, @rodrigo_sombra e @mateusga19, e pedimos autorização para eles, para postar o episódio mesmo assim; não só em respeito ao tempo que eles prontamente nos cederam, mas também pelo conteúdo que eles ajudaram a produzir com as suas presenças – do qual gostamos muito. Pedimos mil desculpas pelo ocorrido e esperamos que entendam. Caso resolvam ouvir o programa mesmo assim, recomendamos que não usem fones.
E vamos de Cruella! Nos acompanhe nessa jornada por um mundo... corrente, habitado por personagens... curiosos e pronto para ser experienciado por quem quer que resolva se aventurar nele. Cheio de referências e com um estilo muito do descolado, essa releitura de Craig Gillespie veio para balançar a nossa semana e nos tirar do sério, digo, nos fazer refletir quanto as suas escolhas narrativas, estéticas, técnicas e de representação. Mas e você, o que achou desta obra?
Estamos de volta! A segunda parte do episódio “Monstros do Cinema” chegou: agora, mais oito filmes contendo criaturas aterradoras se enfrentarão por uma vaga nas próximas fases que, ainda neste programa, definirão o derradeiro vencedor dessa nossa brincadeira.
Uma jornada de redenção pelas margens do Rio Ham vs. uma sátira revitalizadora/homenagem absoluta do/ao subgênero slasher
Uma crítica social embebida no melhor que os zumbis podem oferecer vs. uma fuga incansável de um alienígena invasor e bestial
Uma tragédia de um cientista, apaixonado por seu trabalho e por sua amada, mas enlouquecido por ambos vs. uma presença infernal que assola uma cidade alemã
Uma redefinição do conceito de fé, evocada pelo próprio Diabo vs. um louco-sádico que persegue a sua família dentro de um hotel isolado.
Direto da tumba, de castelos sombrios, mentes nefastas, e do inconsciente de quem os sente. No episódio de hoje, ouça a primeira parte de um duelo de titãs: serão oito filmes de monstro colocados lado a lado, e apenas quatro passarão para a próxima fase (a ser publicada daqui quinze dias).
Uma aventura por uma ilha misteriosa vs. uma crítica ao poder de destruição nuclear concebido pelo homem
Um construto, cujo único desejo era amar vs. bestas advindas do dinheiro de um velho megalomaníaco
Duplos em busca de justiça social vs. um cachorro enlouquecido pelo racismo
Uma mulher-pantera descendente de Satã vs. uma força invisível que aterroriza alguns cinegrafistas no meio da floresta.
Quem merece vencer? Comente aqui em baixo, e não deixe de conferir o próximo programa, em que será declarado o derradeiro vencedor.
Termina mais uma temporada de premiações! Com a cerimônia do Oscar, no último domingo, Nomadland se sagra o grande filme de 2020. Nós, contudo, decidimos nos juntar ao (@esdrasdurks) novamente para nos debruçarmos sobre outra categoria, geralmente pouco agraciada pelo público, mas que é de fundamental interesse a todos que amam cinema - melhor curta-metragem. Acreditamos que, se esses filmes não forem assistidos, o apelo de Jacques Tati feito no César de 77 se torna vazio. Então, deixamos que ele fale por nós, e fazemos uma extensão de seu pedido - assistam a curtas!
“Se vocês querem premiar curtas-metragens... eu peço ao Centro Nacional da Cinematografia, aos distribuidores, e aos operadores de cinema... Eu imploro: deem suporte aos curtas, e permitam que jovens cineastas se expressem! Sem os curtas, nós nunca teríamos Chaplin, Keaton ou Fellini... ou René Clément. Ninguém. [...]”
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