A vacinação contra a Covid-19 já começou em países como Reino Unido e Estados Unidos. No Brasil, segue objeto de celeumas políticas. No Governo Federal, resiste-se à vacina Coronavac, em parceria com a chinesa Sinovac com o Butantan. Para além disso, há desafios logísticos, como a falta de refrigeradores para a vacina da americana Pfizer. Falta de seringas e algodão. A questão da "vacina chinesa" confronta o presidente Jair Bolsonaro ao governador paulista João Doria (PSDB), este sem esconder intenção de disputar a cadeira no Palácio do Planalto.
A disputa política e os questionamentos à vacina feita na parceria São Paulo-China levam a um movimento de resistência às vacinas. A ponto de o Datafolha ter mostrado que, de agosto para cá, saltou de 9% para 22% o percentual de pessoas que não pretendem tomar vacina contra uma pandemia que matou mais de 180 mil pessoas. Enquanto isso, governadores fazem movimento paralelo. No Ceará, Camilo Santana (PT) procura antecipar a vacinação.
Quando a vacina, já aplicada em alguns países, estará disponível no Brasil. Quem serão os primeiros vacinados?
Os jornalistas do O POVO debatem a disputa política em torno da vacina, quem ganha e quem perde - sobretudo a população. Participam do Jogo Político #112 a repórter de Cidades Ana Rute Ramires, o editor e colunista Guálter George, o repórter e colunista de Política Carlos Mazza e o editor e colunista Érico Firmo.