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O senador Jaques Wagner (PT-BA) confirmou que deixará a liderança do governo no Senado Federal. O anúncio foi feito por meio de suas redes sociais após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Wagner ocupava uma das principais funções de articulação política do governo na Casa Alta do Congresso Nacional e era considerado um dos interlocutores mais próximos do presidente.
A permanência do senador no cargo vinha sendo questionada após ele ser citado na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga o chamado Caso Master.
Apesar da saída da liderança, o parlamentar seguirá exercendo seu mandato no Senado. O governo ainda deverá definir quem assumirá a função nos próximos dias.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro formalizou um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a prorrogação de sua prisão domiciliar humanitária. O benefício havia sido concedido inicialmente em 24 de março.
O requerimento foi protocolado sob o argumento de que o quadro clínico do ex-presidente ainda necessita de assistência especializada. Os advogados apontam que o monitoramento contínuo é indispensável no atual momento de sua recuperação.
Segundo os defensores, apesar de o paciente apresentar uma evolução médica considerada favorável nos últimos meses, persistem fatores de saúde que justificam a manutenção da medida. Bolsonaro continua em acompanhamento, realiza fisioterapia e toma medicação contínua.
No documento enviado ao STF, a defesa cita que novos exames adicionais foram solicitados pela equipe médica responsável. A lista de procedimentos inclui tomografias, endoscopia e exames voltados à investigação de problemas gastrointestinais e respiratórios.
A defesa do senador Jaques Wagner protocolou recurso no Supremo Tribunal Federal para tentar anular a decisão que autorizou buscas em sua residência durante a Operação Compliance Zero.
A investigação da Polícia Federal apura suspeitas de atuação em favor de interesses do Banco Master no Congresso em troca de vantagens indevidas. O senador nega irregularidades.
No recurso, os advogados apontam falhas na fundamentação da operação e sustentam que os valores apreendidos possuem origem lícita e comprovada.
Paralelamente, Wagner articula sua saída da liderança do governo no Senado para reduzir os impactos políticos do caso sobre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Termina na próxima quinta-feira, 25 de junho, o período de 90 dias de prisão domiciliar temporária concedido ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Caberá ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, decidir sobre a prorrogação da medida ou o retorno ao regime fechado.
A defesa pediu autorização para que Bolsonaro realize novos exames médicos em um hospital particular de Brasília. Relatórios apontam agravamento de episódios de soluços crônicos e pneumonia broncoaspirativa.
Durante a prisão domiciliar, o ex-presidente utiliza tornozeleira eletrônica e está sujeito a restrições como proibição de celulares, redes sociais, manifestações públicas e visitas de políticos.
O caso ganhou novos desdobramentos após a apreensão de uma pistola Glock 9 mm ligada ao ex-presidente durante uma blitz. Moraes solicitou esclarecimentos da defesa antes de decidir sobre a continuidade do benefício.
A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, na nona fase da Operação Compliance Zero.
A investigação apura suposta atuação do parlamentar em propostas de interesse do Banco Master e possíveis contrapartidas, incluindo a aquisição de um imóvel de luxo e movimentações financeiras sob análise.
Durante a operação, foram apreendidos 49 mil dólares em espécie em endereço ligado ao senador. O ministro André Mendonça autorizou as buscas, mas negou diligências em gabinetes institucionais.
O caso amplia a repercussão política das investigações envolvendo o Banco Master e gera pressão sobre a permanência de Wagner na liderança do governo no Senado.
Durante a cúpula do G7, na França, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou à diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, que nunca se considerou um político de esquerda, destacando sua trajetória ligada ao movimento sindical.
Em outro momento do encontro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou a situação política brasileira e classificou o país como “complicado” e “perigoso politicamente”. Ao abordar o tema, fez referência ao caso envolvendo Eduardo Bolsonaro, mas citou equivocadamente o nome de Flávio Bolsonaro.
Em resposta, Lula afirmou que Trump não tem o direito de interferir ou comentar o processo eleitoral brasileiro, independentemente de suas preferências políticas.
A troca de declarações marcou um dos momentos de maior repercussão política da reunião do G7.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou de forma unânime o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão. A decisão foi motivada pelo crime de coação no curso do processo, com a pena devendo ser cumprida inicialmente em regime semiaberto. O voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, foi acompanhado integralmente pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.
Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o ex-parlamentar atuou para influenciar o governo dos Estados Unidos a aplicar sanções e tarifas contra o Brasil e autoridades do Judiciário. A manobra tinha como objetivo principal frear e atrapalhar o andamento do processo no STF sobre a tentativa de golpe de Estado, ação esta que resultou na condenação do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em 2025.
Ao proferir seu voto, Alexandre de Moraes ressaltou que atuar como lobista no exterior contra o próprio país não é função de um deputado federal e que tal atitude não está acobertada pela imunidade parlamentar. Além do período de reclusão, a sentença do Supremo também estabeleceu o pagamento de uma multa e a perda do cargo público efetivo de Eduardo Bolsonaro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitará a participação na cúpula do G7, na França, para realizar reuniões com líderes internacionais e discutir temas econômicos e diplomáticos.
A agenda inclui negociações comerciais, fortalecimento das relações internacionais e debates sobre conflitos recentes envolvendo Irã e Ucrânia.
Apesar da expectativa de interlocução com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não há encontro bilateral oficial previsto entre os dois chefes de Estado.
O encontro ocorre em meio a um cenário internacional complexo e após os Estados Unidos classificarem formalmente as facções PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas.
Estados Unidos e Irã anunciaram um acordo para encerrar hostilidades e restabelecer a navegação no Estreito de Ormuz. O entendimento teve mediação do Paquistão e deverá ser formalizado nos próximos dias.
O pacto estabelece um cronograma de 60 dias para discutir temas como o programa nuclear iraniano e questões de segurança regional. O presidente Donald Trump confirmou a suspensão do bloqueio naval aos portos iranianos.
Após o anúncio, o mercado reagiu com queda de cerca de 4% no preço do petróleo Brent, refletindo expectativas de redução das tensões na região.
Embora os detalhes do documento ainda não tenham sido divulgados oficialmente, Israel criticou as negociações, enquanto veículos internacionais apontam que o acordo inclui cessar-fogo, flexibilização gradual de sanções e exigências relacionadas ao programa nuclear do Irã.
A Polícia Federal rejeitou a segunda proposta de delação premiada apresentada pela defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, preso em Brasília.
Segundo os investigadores, o material entregue não trouxe informações relevantes em relação às provas já reunidas pela corporação e pela Procuradoria-Geral da República.
A análise de aparelhos eletrônicos apreendidos aponta possíveis ramificações que vão além das fraudes financeiras, incluindo indícios de corrupção, organização criminosa e uso de milícia privada.
Vorcaro permanece custodiado na Superintendência da Polícia Federal, enquanto as investigações prosseguem e as negociações para eventual colaboração seguem sem acordo.
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