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Pesquisa Quaest divulgada ontem mostra Lula (PT) na liderança do primeiro turno da corrida presidencial, com 39% das intenções de voto, contra 30% de Flávio Bolsonaro (PL). Em julho, Lula tinha 40% e Flávio, 28%, reduzindo a diferença entre os dois de 12 para nove pontos. Indecisos somam 10% e brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar representam 8%.
Segundo o levantamento, 69% dos entrevistados consideram definitiva a escolha do candidato, enquanto 31% ainda podem mudar de voto. Lula lidera todos os cenários de segundo turno, com índices entre 44% e 46%. A aprovação do governo é de 48%, contra 47% de desaprovação, enquanto 55% dizem que Lula não merece um novo mandato e 41% afirmam que merece continuar.
Encomendada pela Genial Investimentos, a pesquisa ouviu presencialmente 2.004 eleitores entre 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o número BR-06591/2026.
Representantes do governo brasileiro se reúnem hoje para alinhar a resposta à decisão dos Estados Unidos de revogar o visto diplomático da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti. O Palácio do Planalto confirmou que adotará o princípio de reciprocidade, mas ainda avalia se a reação ocorrerá por meio de vistos ou outras sanções diplomáticas.
A Presidência repudiou a medida e acusou o governo de Donald Trump de promover uma escalada de ações hostis por razões ideológicas e de tentar interferir no processo eleitoral brasileiro. O Departamento de Estado dos EUA cancelou o visto sem aviso prévio ao Itamaraty e alegou demora do Brasil na concessão do agrément ao indicado americano Daniel Perez.
O Ministério das Relações Exteriores classificou os argumentos como falsos. A crise ocorre dez dias após o Brasil negar vistos a dois diplomatas americanos apontados como integrantes de articulações para questionar o sistema eleitoral brasileiro. O Planalto afirmou que considera inaceitável qualquer tentativa de ingerência e que continuará priorizando o diálogo diplomático.
A Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um terceiro inquérito para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O pedido foi distribuído por sorteio ao ministro Flávio Dino e apura suspeitas de tráfico de influência para verificar se ele teria usado a condição de filho do presidente Lula para favorecer empresas junto ao governo federal.
O novo pedido ocorre após o ministro André Mendonça autorizar outros dois inquéritos envolvendo Lulinha: um sobre negócios relacionados à cannabis medicinal no Ministério da Saúde e outro sobre suposto tráfico de influência junto à Dataprev.
A defesa de Lulinha criticou a atuação da PF e classificou as apurações como uma “pesca probatória” com finalidades político-eleitorais. O advogado Marco Aurélio de Carvalho afirmou que buscará providências no Ministério da Justiça, enquanto a defesa não descarta o retorno de Lulinha ao Brasil para prestar depoimentos.
Faltando dois dias para o fim do prazo das convenções partidárias, seis nomes já foram confirmados para disputar a Presidência da República nas eleições de outubro. Foram oficializados Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Samara Martins (Unidade Popular).
O registro das candidaturas deve ser feito até o dia 15. Nesta segunda-feira, o Avante deve lançar oficialmente Augusto Cury.
Durante a convenção nacional do PT, Lula foi oficializado para disputar a reeleição. O presidente apresentou propostas voltadas a mulheres e idosos e afirmou que pretende atuar junto ao Congresso em relação às emendas parlamentares.
O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça autorizou a abertura de inquérito para investigar Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, após pedido da Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de tráfico de influência e corrupção em negociações envolvendo o Ministério da Saúde.
Segundo a PF, Lulinha teria atuado em benefício do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", investigado na Operação Sem Desconto por suposto esquema de desvios em aposentadorias e pensões.
Ao comentar o caso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o filho será tratado "como o filho de qualquer pessoa", sem privilégios, e que, caso seja investigado e julgado, deverá responder à Justiça e provar sua inocência.
Justiça Eleitoral intensificou a fiscalização sobre o uso de inteligência artificial e a propaganda eleitoral ao analisar casos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador do Paraná, Ratinho Junior. As decisões reforçam a aplicação das normas estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para garantir equilíbrio e transparência durante o processo eleitoral.
Com a aproximação do prazo final para as convenções, em 5 de agosto, o Partido Liberal avalia disputar a Presidência com uma chapa formada exclusivamente por integrantes da própria legenda. A possibilidade ganhou força diante das dificuldades para atrair partidos de centro para a candidatura do senador Flávio Bolsonaro.
Inicialmente, o PL pretendia usar a vaga de vice como instrumento para negociar alianças e ampliar o tempo de televisão e a presença da candidatura entre eleitores moderados. As negociações, porém, enfrentaram resistências e foram prejudicadas pelo cenário político envolvendo o candidato.
União Brasil e PP indicam tendência de neutralidade na disputa presidencial, enquanto integrantes do Podemos também sinalizam a mesma posição. O Republicanos, que era considerado o partido preferido para indicar a vice, ainda depende de sua convenção para definir o posicionamento.
O calendário eleitoral estabelece 5 de agosto como prazo para definição das alianças e candidaturas em convenção. O registro das candidaturas termina em 15 de agosto, e a propaganda eleitoral começa oficialmente em 16 de agosto.
A convenção nacional do PL exibiu um vídeo criado com inteligência artificial que simulava o ex-presidente Jair Bolsonaro pedindo votos para Flávio Bolsonaro, o que provocou repercussão política e jurídica.
O caso ganhou destaque porque Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e está proibido pelo STF de fazer manifestações político-eleitorais. Além disso, as regras do TSE estabelecem restrições ao uso de deepfakes em campanhas.
Após a repercussão, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que o uso de inteligência artificial em campanhas é permitido, desde que respeite os limites legais e éticos.
Segundo o magistrado, a tecnologia pode ser utilizada, mas não para difamar, ofender ou prejudicar candidatos, autoridades ou adversários políticos.
A tensão diplomática entre Brasil, Argentina e Estados Unidos ganhou novos capítulos nos últimos dias. O governo brasileiro reagiu às declarações do presidente argentino Javier Milei durante a convenção do PL, em São Paulo, quando ele fez ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro do STF Alexandre de Moraes. Como resposta, o Itamaraty convocou o embaixador brasileiro em Buenos Aires para consultas e chamou o representante argentino em Brasília para prestar esclarecimentos, classificando o episódio como uma grave quebra dos protocolos diplomáticos.
Ao mesmo tempo, o Departamento de Estado dos Estados Unidos negou que uma missão de diplomatas ao Brasil tivesse como objetivo interferir nas eleições de outubro, classificando essa versão como “uma mentira sem fundamento”. A manifestação ocorreu após o Itamaraty negar vistos aos enviados americanos. O TSE informou que foi procurado pela Embaixada dos EUA, mas a reunião não foi realizada por falta de informações sobre a pauta e por causa do recesso do Judiciário. A Corte já anunciou um encontro com representantes diplomáticos, em agosto, para apresentar detalhes sobre a segurança do sistema eleitoral brasileiro.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a Polícia Federal a abrir um inquérito para investigar os repasses financeiros feitos por Daniel Vorcaro para a produção do filme Dark Horse, que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão atende a um pedido da PF, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República.
A investigação vai apurar se houve alguma irregularidade no destino dos recursos destinados ao longa. O caso ganhou repercussão após reportagens apontarem que o senador Flávio Bolsonaro teria solicitado apoio financeiro de Vorcaro para viabilizar a produção do filme.
Flávio Bolsonaro já negou qualquer irregularidade e afirmou que os recursos foram pedidos exclusivamente para financiar a obra cinematográfica. Já Eduardo Bolsonaro também contestou as suspeitas levantadas sobre o caso.
Com a autorização de Mendonça, a Polícia Federal dará início às diligências para esclarecer o destino dos valores e verificar se há elementos que justifiquem o avanço das investigações.
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