As chuvas voltaram e, mais uma vez, deixaram um rastro de destruição que já não pode ser tratado como surpresa. Em Minas Gerais, temporais atingiram cidades como Juiz de Fora e Ubá, com mortos e desaparecidos. No Rio de Janeiro, deslizamentos provocaram mortes em Angra dos Reis e colocaram municípios como Paraty em alerta máximo.
Em 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou a maior tragédia climática de sua história: 147 mortos e mais de 2 milhões de pessoas afetadas. Os alertas existiam. Os mapas de risco estavam prontos. Então por que a chuva continua se transformando em desastre?
Neste episódio do JR 15 Minutos, discutimos como a urbanização acelerada, a ocupação de áreas vulneráveis e a ausência de políticas permanentes de prevenção ampliam os impactos da crise climática no Brasil. A conversa é com Jeferson Tavares, professor do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, que analisa os erros históricos no planejamento das cidades e aponta caminhos para evitar novas tragédias anunciadas.