O trabalho doméstico ainda esconde uma realidade que parece ter ficado no passado: pessoas resgatadas de condições análogas à escravidão. Para ampliar a proteção às vítimas, entrou em vigor uma nova lei que garante prioridade no Bolsa Família, amplia o seguro-desemprego, cria medidas protetivas semelhantes às da Lei Maria da Penha e busca facilitar a reinserção dessas pessoas no mercado de trabalho. Mas, na prática, o que muda? A nova legislação é suficiente para combater esse crime? E quais desafios o Brasil ainda precisa enfrentar? Quem conversa com a gente é Carlos Haddad, juiz federal, professor da Universidade Federal de Minas Gerais e da Enfam, além de coordenador da Clínica de Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas da UFMG.