O trabalho doméstico remunerado ainda é caracterizado por uma atividade precária, com baixos rendimentos, baixa proteção social, discriminação e assédio. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) informa que são mais de 6 milhões de brasileiros que se dedicam a esses serviços. Desse total, 92% são mulheres – em sua maioria negras, de baixa escolaridade e oriundas de famílias de baixa renda. Além disso, cerca de 70% da categoria não tem Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) assinada. E, embora o Ministério Público do Trabalho (MPT) e entidades representativas da classe, como a Federação Nacional de Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad), tenham feito um apelo para que os empregadores liberassem as domésticas de cumprir expediente na pandemia, sem cortar salários, isso não ocorreu na prática. Pelo que se tem registro, cerca de 70% dos contratos foram suspensos, conforme a Fenatrad. No entanto, sabemos que não tem como ter acesso aos números totais, pois grande parte das trabalhadoras domésticas trabalham na informalidade.
Para tratar do assunto, entramos em contato com Leidiane Pereira (mãe solo de dois filhos, empregada doméstica e estudante de Ciências Sociais) e Lorrayne Santos (mestranda em Sociologia, com pesquisa sobre o papel da branquitude e da pretitude na relação empregadores/trabalhadoras).
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Roteiro e Produção: Alice Souza/
Locução e Edição de Áudio: Letícia Feitosa/
Arte da capa: Leíssa Feitosa