Atualmente devido o avanço significativo da COVID-19, o Brasil e diversos outros países estão enfrentando uma severa crise econômica nas gestões comerciais visto que a pandemia pode trazer repercussões globais extremamente graves pela existência de dependência das empresas em tecnologias, viagens, produtividade e principalmente funcionários e clientes que estarão totalmente comprometidos pelo fácil contágio do vírus, sendo as empresas aéreas uns dos setores mais prejudicados economicamente.
Em decorrência da preocupante pandemia que se alastra perigosamente mundo à fora, diversos países, como o Brasil, estão enfrentando uma severa crise econômica nas gestões comerciais mediante o avanço significativo do coronavírus. O aumento de casos obteve altos impactos negativos economicamente que sucederam a redução de expectativas de crescimento de muitos países. O Brasil sendo um deles, divulgou que baixou a projeção para o PIB deste ano de 2,4% para 2,1%.
Dados divulgados pela Unctad apontam que o mundo sofrerá um golpe de até US$ 2 trilhões, com um impacto de mais de US$ 220 bilhões aos países emergentes, se coronavírus não for contido.
O surto em um único país pode haver repercussões globais extremamente graves visto que existe a dependência das empresas em tecnologias, viagens, produtividade e principalmente funcionários e clientes que estarão comprometidos pelo fácil contágio da COVID-19.
Um dos serviços mundiais afetados pelo vírus foram as companhias aéreas onde prejuízos globais para o setor neste ano, segundo a (IATA) Associação Internacional de Transporte Aéreo, podem ser entre US$ 63 bilhões e US$ 113 bilhões de dólares.
Companhias aéreas de todo mundo têm anunciado medidas para conter a crise, que inclui corte de salários de executivos, redução de bônus, licenças não remuneradas de tripulantes, suspensão de voos, renegociação de contratos com fornecedores e uso de aviões menores e mais baratos.
"A guinada dos eventos resultante da COVID-19 é quase sem precedentes", disse o chefe da IATA, Alexandre de Juniac, após uma reunião da associação em Singapura.
"Em apenas dois meses, as perspectivas para a indústria na maior parte do mundo pioraram", acrescentou.
Diante dessas perspectivas sombrias, as companhias aéreas esperam ser resgatadas pelas autoridades, assim como os bancos foram resgatados durante a crise global de 2008.
As companhias aéreas dos EUA, que tiveram que suspender milhões de voos e rotas transatlânticas, precisam urgentemente de US$ 25 bilhões e a mesma quantia em créditos de curto e médio prazo.
O transporte aéreo é, contudo, um ator econômico importante e vital para setores como o turismo e da indústria da aviação porém o mercado por si só é um dos mais voláteis financeiramente, o que explica o fato de suas ações serem as líderes em queda na bolsa com a pandemia de coronavírus.
No Brasil, as companhias aéreas se encontram relativamente protegidas por estarem mais expostas ao mercado doméstico do que ao internacional. Ainda assim, as ações aéreas já estavam entre as mais penalizadas na bolsa brasileira. Até o começo de março a ação da Gol havia caído 65% no acumulado de 2020. As ações da Azul caíram 58% e as da Latam, 47%.
Antes da crise, havia 400 aeronaves comerciais rodando sobre o Brasil, apenas para os voos domésticos, e a expectativa é que esse total seja reduzido a 40, diante do atual fluxo de viagens.
Em decorrência da crise, as companhias aéreas entraram em um processo de conversação com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para buscar a forma mais eficiente de operar. O diálogo é permanente no atual momento devido às grandes variáveis que o país enfrenta, sendo assim, a possibilidade de haver uma recessão é quase inevitável para alguns economistas, com altas chances de acontecer ainda neste ano de 2020.