Regularmente ou em permanência, os Açores lideram – quase sempre a nível nacional, mas em alguns casos até a nível europeu – todas as piores estatísticas nos domínios da educação, da economia, da violência contra as pessoas ou da saúde. Também por isso os açorianos morrem, em média, três a quatro anos mais cedo do que a generalidade dos portugueses, madeirenses incluídos. Que espécie de impacto isso tem na avaliação de um dos grandes médicos de saúde pública portugueses, agora residente na Terceira?
----------------------------------------------------------
AUTORIA E APRESENTAÇÃO: Joel Neto. GENÉRICO: Guesswho. PÓS-PRODUÇÃO: Joel Neto. UMA PARCERIA Lar Doce Livro/Rádio Voz dos Açores.
----------------------------------------------------------
Rui Gentil de Portugal e Vasconcelos Fernandes nasceu em Espinho, em 1963, e é licenciado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Especialista mais do que reconhecido em saúde pública, foi administrador hospitalar, membro dos conselhos de administração de toda a sorte de organismos de saúde, sub-director geral de saúde e é, neste momento, delegado de saúde da Praia da Vitória.
Professor universitário com passagens pelas mais variadas instituições – onde aliás continua a dar aulas, viajando semanalmente entre a Terceira e Lisboa –, tornou-se especialmente conhecido dos portugueses durante a pandemia da covid-19, ao longo da qual chegou a substituir a directora-geral Graça Freitas (na altura em tratamentos oncológicos) e propôs soluções inesperadas como os pequenos-almoços de Natal ou a oferta de compotas entre familiares.
Viveu em Londres e também em Chapel Hill, na Carolina do Norte (Estados Unidos), e foi o primeiro presidente da Delegação Portuguesa dos Médicos do Mundo, de que foi também membro fundador. Casado com uma colega médica, Rita, tem cinco filhos que visitam frequentemente a Terceira.