Tradição não é uma palavra que soa bem aos ouvidos do homem e da mulher contemporâneos. Está na moda, como astutamente escreveu o filósofo Luiz Felipe Pondé (no artigo O desprezo pela sabedoria), o termo legado. Mas mesmo este já não significa muita coisa, posto que “tem gente de 16 anos que fala que tem um legado”, observou Pondé.
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A ruptura com o passado ou, quando muito, a busca por uma ressignificação ou releitura deste estilhaçou, despedaçou o sentido para a vida e todas as coisas, deixando-nos à deriva num mar de opiniões pessoais, subjetivas, incomprovadas, insustentáveis e, portanto, impossíveis de nos nortear na solidez tão necessária do terreno da verdade.
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Assim, neste que é o ano do centenário dos Batistas em Goiás, entendemos que, a exemplo do que fizemos com o Pacto da Igreja no ano passado, será importante estudarmos (em cada culto de Ceia, neste e no próximo ano) a tradição batista. Isto implicará em passearmos pelos anais da história Batista, partindo da Reforma Protestante no século XVI (berço dos Batistas) até à chegada dos Batistas a Goiás e ao nascimento da Segunda Igreja Batista em Goiânia, aportando no estudo dos 18 Artigos de Fé sobre os quais se fundamenta a nossa igreja. Confira.