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Talvez você tenha aberto os olhos sobre a cama esta manhã, despertando-se do sono mal dormido da noite, e pensado: “Que noite horrível! Será que eu vou aguentar mais esse dia pela frente, meu Deus?” Digo a você: A exemplo daquele criminoso lá na cruz, o seu dia poderá terminar bem, muito melhor do que você é capaz de pedir ou imaginar, e tudo será por causa do poder da vida e da obra de Jesus Cristo. O Senhor poderá te perdoar. A paz com Deus e a paz de Deus poderá se tornar a letra, o tom e a melodia da canção do céu no coração. Sim, as consequências do seu pecado poderão perdurar, talvez até o fim da vida, mas o perdão pelos seus pecados e o poder para você prosseguir com fé, esperança e amor até o dia que o SENHOR for te receber em glória, Jesus poderá sim te oferecer, hoje, aqui e agora. Salvação para a sua alma, você pode sim, em Jesus, agora, receber!
O sábado judaico se estende do pôr do sol de sexta-feira ao pôr do sol de sábado. Nada se sabe sobre o paradeiro dos discípulos no dia seguinte ao Dia da Paixão. Muito provavelmente, eles se esconderam por medo das autoridades judaicas, que pediram (os principais sacerdotes e fariseus pediram) permissão a Pilatos para proteger o túmulo de Jesus. Argumentaram o seguinte, Mateus 27.63-66: “Senhor, lembramos que, quando ainda vivia, aquele mentiroso disse: ‘Depois de três dias ressuscitarei’. Por isso, pedimos que lacre o túmulo até o terceiro dia. Isso impedirá que seus discípulos roubem o corpo e depois digam a todos que ele ressuscitou. Se isso acontecer, estaremos em pior situação que antes”. Pilatos respondeu: “Levem soldados e guardem o túmulo como acharem melhor”. Então eles lacraram o túmulo e puseram guardas para protegê-lo.
A sexta-feira foi o dia mais doloroso de Jesus, em todos os sentidos: fisicamente, emocionalmente, mas especialmente por ter provado o abandono do Pai lá na cruz. Começou assim: Depois do anoitecer, ainda no Getsêmani, Cristo foi traído com um beijo de Judas, preso pelos soldados e depois submetido a julgamentos perante as autoridades judaica e romana. Pressionado pelos líderes judeus, Pôncio Pilatos, o governador romano da Judeia, pronunciou o veredito: “Culpado!”, e em seguida, soltou o criminoso Barrabás no lugar de Jesus. Pior: Pilatos sabia, lá no fundo, que Jesus era inocente! – Enquanto isso, Pedro negava Jesus diante dos homens. – Pela Via Dolorosa, que foi seu peregrinar pelas ruas de Jerusalém até o Gólgota, local da crucificação, que ficava localizado fora dos portões da cidade, e ao chegar para a crucificação, Jesus sofreu terrível e covardemente nas mãos de homens perversos – verdadeiros animais, sem mencionar as palavras de zombaria e escárnio de partirem o coração. Finalmente, foi crucificado. Morreu. Foi sepultado. – Que dia! O dia mais terrível da história! Nunca houve e jamais haverá algo ao menos parecido em algum dia da existência humana.
A última quinta-feira de Jesus foi um dia cheio: ele e os discípulos se prepararam para a festa da Páscoa judaica, celebraram a última Ceia – na qual Cristo instituiu a nova aliança que seria selada com seu sangue na cruz – e lavou os pés dos apóstolos. Na sequência, fez o seu discurso de despedida, predisse as vezes que Pedro o negaria, viu Judas deixa-los e ir embora para trai-lo, ensinou algumas coisas práticas aos seus seguidores e mais tarde, lá no Getsêmani, agonizou profundamente até à morte diante da realidade da crucificação que estava adiante dele a apenas algumas horas, na sexta-feira que se aproximava.
Jesus Cristo tinha dito muita coisa vital durante seus três curtos anos de ministério na terra — aliás, tudo o que ele disse foi e continua sendo vital. Todavia, antes de morrer, o Senhor da vida julgou ser importante dizer mais algumas coisas, e as proferiu lá da cruz — seu “leito” de morte. Graças a Deus que seus discípulos, guiados e inspirados pelo Espírito Santo, tomaram notas destas palavras e as registraram para nós nos Evangelhos! Jesus fez da cruz o seu púlpito e de lá pronunciou palavras de vida. Lá da cruz, momentos antes de morrer, ele pronunciou algumas de suas mais importantes palavras. Apesar de breves e ditas com bastante dificuldade, devido ao rigor do sofrimento da crucificação, elas servem como estradas que nos levam para uma maravilhosa jornada no interior do coração de Jesus. A primeira das últimas palavra de Jesus é PALAVRA DE PERDÃO.
Pouco se sabe sobre o paradeiro de Jesus no meio da semana. As narrativas dos Evangelhos mencionam apenas o enredo das autoridades judaicas contra Jesus, tramando às escondidas. Aquele silêncio não passava da calmaria da tempestade que estava se formando e que em breve chegaria como furacão e ceifaria a sua vida na cruz.
Jesus ensinou seus seguidores uma lição sobre a figueira que ele amaldiçoou no dia anterior. Ele continuou a ensinar no complexo do templo e se envolveu em várias controvérsias com os líderes judeus. Ele também predisse o futuro em seu discurso no Monte das Oliveiras, apresentando os sinais que precederão seu retorno no dia do SENHOR.
Domingo, 29 de março de 33 d.C. – Jesus entrou triunfalmente na cidade de Jerusalém, montado humildemente em um jumentinho, de acordo com a profecia. Mais tarde daquele mesmo dia, ele predisse sua morte iminente e ensinou no templo. Segunda-feira, 30 de março de 33 d.C. – Jesus amaldiçoou uma figueira, simbolizando Israel espiritualmente estéril, e limpou o Templo de Jerusalém, possivelmente pela segunda vez, demonstrando sua indignação com a perversão da fé e da esperança messiânica de Israel. Ele, portanto, agiu como aquele que veio para restaurar a adoração verdadeira, substituindo e cumprindo em si mesmo o propósito de Deus para o Templo.
A ira completa de Deus é revelada em dois pontos da história: no julgamento final, descrito por Joel e por outros autores bíblicos, e na cruz de Cristo, onde ela já foi derramada como propiciação no sangue de Cristo para todo aquele que nele crer (Rm 3.25; Hb 2.17; 1Jo 2.1-2; Jo 3.16). Se você esperar até o julgamento final, você o enfrentará sozinho e será condenado pelo SENHOR. Se você se refugiar em Cristo agora, com arrependimento e fé, Cristo já terá enfrentado o seu julgamento por você. A Bíblia é clara ao dizer: “Agora, portanto, já não há nenhuma condenação para os que estão em Cristo Jesus.” (Rm 8.1). Que alívio isto traz ao coração do crente!
Aqueles que provaram da restauração do SENHOR, ficarão satisfeitos, louvarão o SENHOR, viverão livres da vergonha do pecado e do passado e nutrirão íntima comunhão com o seu Deus e Salvador Jesus Cristo, Deus conosco. Ah! A abundância da restauração do SENHOR! Que alegria traz ao coração.
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