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Sim, coração rasgado dói muito. Mas sem coração rasgado, sem choro de arrependimento de verdade, sem tristeza que resulta em salvação e transformação, ninguém será consolado pela vinda do SENHOR (Mt 5.4). Portanto, deixe a mão de Deus rasgar seu coração, levando-o com arrependimento e lamento para os pés de Cristo. Pode ser que você nunca tivesse chegado ou nunca chegará a Cristo para salvação sem que antes seu coração seja rasgado pelas perdas e danos desta vida. O valor do coração rasgado está em se voltar de coração para nosso Deus e Salvador Jesus Cristo.
Situações de partir o coração atravessam a vida de todo mundo, da criança ao velho, do homem do campo ou empresário aos ministros religiosos, todas essas crises ou dificuldades, os dias dos gafanhotos, têm um único alvo comum: fazer-nos lembrar que o dia do SENHOR se aproxima. Joel 1.15: “O dia do SENHOR está próximo, o dia em que virá destruição da parte do Todo-poderoso; que dia terrível será!” E o que nos cabe fazer em tempos de pandemia ou qualquer outra dor, do joelho ralado ao coração quebrado?
Uma das lições que o panorama do profeta Joel nos ensina atinge em cheio o nosso tempo tão centrado no homem (nas ideologias dos homens, sejam elas “amigas” ou “inimigas”; nas psicologias humanas; nas filosofias humanas; etc.). A lição é a seguinte: de gafanhotos devoradores, passando pelos nossos problemas particulares e pela pandemia do coronavírus, à extinção ou ao desaparecimento de galáxias inteiras seja lá por que motivo for, Deus sempre tem um e único propósito, e ele o alcançará — ser Deus único e todo-valioso aos olhos de todo o mundo.
A mensagem que precisamos é a mensagem do profeta Joel. Eugene Peterson foi cirúrgico ao dizer que a tarefa do profeta é levantar-se na hora da catástrofe e esclarecer quem Deus é e como ele age. Se o profeta for bom — isto é, correto e verdadeiro — , o caos se torna uma alavanca para arrancar as pessoas de seus pecados e libertá-las para Deus através da graça a nós estendida em Cristo. Joel era um dos bons: ele usou um fato contemporâneo em Israel como ilustração a fim de despertar o povo para a realidade de que não se passa um dia sem que estejamos lidando com Deus.
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