leitores: Rodrigo Espírito Santo (1.º C) e Cloé Mestre (4.º C) ~
EB António Matos Fortuna/jun23
Autores: José Jorge Letria e André Letria
A alegria de um menino dá frutos do tamanho do seu RISO
o silêncio é uma música que emudeceu de espanto
A escuridão é o pijama da noite
O FIM É O PRINCÍPIO DO AVESSO
O QUADRO NEGRO NUNCA MUDA DE COR PORQUE O GIZ NÃO DEIXA
um palhaço é um nariz vermelho com uma gargalhada dentro
a paisagem é a imagem de um postal que saltou para dentro da vida
o anão tem sempre algo mais pequeno do que ele dentro da mão
OS GATOS SÓ CONHECEM UM DONO: A LIBERDADE
O VAIDOSO GOSTAVA DE MORAR DENTRO DE UM ESPELHO
o morcego dorme de cabeça para baixo para ver se, assim, o mundo faz sentido
a mentira é a verdade a ver se escapa
o burro é um cavalo que desistiu de acabar o curso
o amor é o que se diz só para confirmar o que se sente
Confúcio fazia uma grande confusão entre a roca e o fuso
O INIMIGO É UM AMIGO DO AVESSO
A LUA EMPALIDECEU DE VEZ QUANDO SE APERCEBEU DO TAMANHO DO UNIVERSO
quando o mar se evaporar, os peixes ganharão asas
a flor do lótus tem o perfume da China em cada pétala
a noite deita-se sempre na cama que o dia faz
o estúpido pensa que a inteligência é um luxo caro
o azul é a pele do céu e as nuvens são as sardas que o salpicam
o relâmpago é o flash da máquina fotográfica da trovoada
os reis nunca ficam pobres porque têm coroas
O POETA É UM FAROL A ELIMINAR AS PALAVRAS QUE AINDA NINGUÉM USOU
o sonho é uma árvore a crescer dentro do sono