Olá, seja bem-vindo ao Fechamento de Mercado da Levante de 4ª. feira, dia 16, comigo Flávio Conde. O Ibovespa subiu 0,31% a 115.181, enquanto nos EUA o Nasdaq -0,10% e Dow Jones -0,16% com a ata do Fed menos hawkish duro do que o esperado por parte do mercado, enquanto as tensões geopolíticas na Ucrânia seguiam no radar.
Destaques de alta: Asai +7,3% com expectativa de crescer mais que Carrefour, CVC +6%, CRFB +5% +8%. O Carrefour Brasil trouxe boas notícias junto com seu resultado e a principal das razões para alta não foi diretamente ligada ao resultado, mas sim com relação às sinergias, com a revisão das estimativas das sinergias do Grupo BIG em 15%, para no mínimo R$ 2 bilhões (de R$ 1,7 bilhão antes) até 2025, com a maior parte delas vindo de compras, despesas operacionais e maior produtividade das lojas.
Destaques de baixa: WEGE -4,8%, JBS -3,9% câmbio e ALPA4 -3,2% follow-on.
WEG os números vieram bons, com destaque positivo para o desempenho surpreendente da receita da companhia. Porém, a queda nas margens tanto bruta como operacional foi algo notável, na visão dos analistas, “fazendo preço” nos ativos. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) avançou 14,7% na comparação anual, registrando R$ 1,1 bilhão, mas a margem Ebitda (Ebitda sobre receita líquida) foi de 17,2%, queda de 2,9 pontos percentuais ano contra ano e de 1,3 ponto percentual na base trimestral. A piora na margem é explicada pelo Custo do Produto Vendido (CPV), cujos materiais representam mais de 70% da sua composição, explica a Levante. O aumento no preço dos principais insumos – como o aço e o cobre – e uma piora no mix de vendas, culminaram na queda de 5 pontos percentuais na margem bruta ano contra ano (27,6% contra 32,6%).
Destaque dos assinantes da LVNT: BTG +2,1% Os resultados do 4T21 do BTG foram fortes em todas as áreas de negócios e apresentaram crescimento versus o 4T20. Entretanto, ao comparar os resultados aos do 3T21, houve retração e isso pode fazer com que os investidores diminuam posições nas units do BTG, com receio de que no 1T22 os resultados continuem recuando. Opinião: não concordamos com essa visão. Continuamos confiantes nos resultados do banco e na performance das ações acima do Ibovespa. As units do BTG estão cotadas a R$ 24,77 (15/2/22), o que resulta em um P/L de 14,6x versus média histórica de 18,3x que implicaria em um preço-alvo de R$ 31, com potencial de valorização de 25% até dezembro/22.