Certamente, a maior e mais poderosa manifestação do juízo retributivo será no
fim dos tempos, com a destruição dos ímpios, chamada na Bíblia de “segunda
morte” (Ap 20:14). É claro que essa morte não deve ser confundida com a morte
comum a todos os descendentes de Adão. Essa é a morte da qual o segundo Adão,
Jesus Cristo, poupará os justos no fim dos tempos (1Co 15:26). Por outro lado, a segunda
morte, assim como alguns outros castigos vistos na época do Antigo Testamento,
é o castigo direto de Deus para os pecadores que não se arrependeram
e não receberam a salvação em Jesus.
8. Leia 2 Pedro 3:5-7. O que a Palavra de Deus nos diz sobre o destino dos perdidos?
Assinale verdadeiro (V) ou falso (F):
( ) Sofrerão o tormento eterno, do qual jamais ficarão livres.
( ) Serão totalmente destruídos pelo fogo no juízo final.
“De Deus desce fogo do Céu. A Terra se fende. São retiradas as armas escondidas
em suas profundezas. Chamas devoradoras irrompem de cada abismo imenso.
As próprias rochas estão ardendo. Vindo é o dia que arderá “como forno”
(Ml 4:1). Os elementos fundem-se pelo vivo calor, e também a Terra e as obras que
nela há são queimadas (2Pe 3:10). A superfície da Terra parece uma massa fundida
– um vasto e fervente lago de fogo. É o tempo do juízo e perdição dos homens
maus – “dia da vingança do Senhor, ano de retribuições pela luta de Sião” (Is 34:8;
O Grande Conflito, p. 672, 673).
Embora o pecado possa trazer, como consequência, seu próprio castigo, com
certeza há situações em que o próprio Senhor pune diretamente o pecado e os
pecadores, conforme argumentaram os protagonistas do livro de Jó. É verdade
que todo sofrimento neste mundo veio do pecado. Mas não é verdade que todo
sofrimento é castigo de Deus pelo pecado. Esse certamente não foi o caso de Jó, e
não acontece na maioria das situações. O fato é que estamos envolvidos no grande
conflito, e temos um inimigo que está à solta para nos causar dano. A boa notícia
é que, em meio a tudo isso, podemos ter certeza de que Deus está conosco.
Sejam quais forem as razões para as provações que enfrentamos, ou as atuais consequências
dessas provações, temos a garantia do amor de Deus – um amor tão
grande que Jesus veio e morreu na cruz por nós, um único ato que promete dar
um fim a todo sofrimento.
Como podemos ter certeza de que o sofrimento de alguém é um castigo direto de Deus? Se não
podemos ter certeza, qual é a melhor atitude a tomar para com a pessoa sofredora, ou até mesmo
para com nosso próprio sofrimento?