Sem dúvida, o mundo precisa do que foi concedido a nós em Cristo. O que torna
muito importante o que temos não é alguma coisa que esteja em nós mesmos.
Ao contrário, somente o que recebemos de Cristo justifica nosso dever de ir
em busca de outros. É precisamente porque nos foi dada uma grande bênção que
somos chamados a alcançar os que não têm isso. “De graça recebestes, de graça
dai” (Mt 10:8).
6. Leia Filipenses 2:12-15. Quais princípios devemos praticar ao cumprir o chamado
para alcançar as pessoas e ao mesmo tempo evitar a apostasia?
Temos que tomar cuidado com a atitude de procurar nos proteger do mundo
de tal maneira que nunca entremos em contato com as pessoas que estão nele.
É muito fácil permanecer em nossa própria zona de conforto espiritual e teológica,
e nos tornarmos espiritualmente introvertidos. Essa introversão pode se transformar
numa religião egocêntrica. Por exemplo, com que frequência nossas igrejas
passam mais tempo discutindo por causa de estilos de adoração ou por causa de
doutrina do que evangelizando um mundo que está perecendo?
Robert Linthicum, em seu livro Empowering the Poor [Capacitando os Pobres],
p. 21-30, descreve três tipos de igrejas. (1) A igreja na cidade (comunidade). Essa
igreja não tem, virtualmente, nenhum contato com as pessoas da localidade. Sua
grande ênfase está em atender às necessidades de seus membros; (2) a igreja para
a cidade (comunidade). Essa igreja sabe que precisa se envolver no ministério em
favor da população local. Imagina o que a comunidade precisa, sem ter consultado
as pessoas da região a quem ela serve, e então apresenta programas para os
moradores da localidade. O ministério dessa igreja corre o risco de ser irrelevante,
quando ela negligencia sua responsabilidade para com a sociedade; (3) a igreja
com a cidade (comunidade). Essa igreja faz uma análise demográfica para entender
a coletividade à qual ela serve. Os membros se misturam com os líderes e os
moradores da localidade, perguntando a eles quais são suas verdadeiras necessidades.
O serviço dessa igreja em favor dos cidadãos tem maior probabilidade de
ser relevante e bem recebido, porque eles já deram seu parecer e confiam no processo.
Essa igreja se une à comunidade na luta para decidir qual tipo de realidade
seus membros desejam, e é uma parceira da sociedade para conseguir a realização
desse objetivo. Essa igreja se envolve com as organizações comunitárias e pode
ajudar a população a acrescentar os serviços que estão faltando, se necessário. Há
mútua responsabilidade e ajuda nessa parceria a fim de atender às verdadeiras necessidades
da comunidade.