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Porque o amor é difícil, temos o performativo e o carente, mas o melhor todos é o honesto e cru e feio. Mas se não nos ensinam a amar, como é que sabemos de que forma devemos dar?
Regresso ao Língua Afiada com um segmento que espero fazer todos os meses: o que de melhor foi publicado em cada mês.
A minha opinião vale o que vale, mas estes foram os melhores livros publicados este mês ;)
A lista dos que falo no episódio:
Lágrimas no Mercado
A Casa da Fortuna + O Miniaturista
E se eu Morrer Amanhã?
As Primas
Weyward
Quero Morrer mas também quero comer Tteokbokki
Pança de Burro
Mar Alto
Espero que gostem :)
O que uma mulher tem de fazer para se estabelecer na escrita em Portugal? Fazer uma sex tape? Saltar nua num trampolim à porta de uma livraria? Ter um caso com o Albano Jerónimo? A esta última, bem, eu não digo que não. Mas não vender é fracassar? Ser rejeitada das duas últimas editoras onde se esteve é fracassar? Com seis livros publicados, Filipa Fonseca Silva tem tido uma jornada inspiradora. Da lista dos 100 mais vendidos da Amazon ao fim do contrato com a sua editora, fala-nos sobre fintar o caminho, ouvir os leitores, amar escrever e, nesta conversa, abordamos o provincianismo português (ah desculpem-nos mas tínhamos de falar sobre isto), o que uma escritora tem de fazer para ser vista (e levada a sério!) e questionamos se a literatura, em Portugal, não está feita para a grande maioria das mulheres fracassar. Será que somos, vá, ok ou somos apenas um fracasso a sonhar um dia viver da escrita? Pelo menos, eu sempre tenho o Albano Jerónimo, nem que seja na minha imaginação ;) Sou pobre em ouro, mas rica, rica em sonhos!
Nota de rodapé: gravámos isto no dia em que foi dado o Prémio Saramago e, na minha ingenuidade, comentei que acreditava que seria dado a uma mulher por toda a pressão em torno deste tema. Oh boy, como me enganei!
Porque é que toda a gente quer ser escritor? Dá dinheiro? Tem glamour? Sara Rodi tem muitos anos de experiência na escrita, muitos livros publicados e já viveu situações caricatas das quais eu teria fugido a sete pés (socorro!). Nesta conversa falamos do que significa ser escritora, de correr o país a falar de livros (por vezes para pessoas a dormir na plateia), de sonhos, de sucessos, de alguns fracassos mas, acima de tudo, do amor que se tem à escrita, às palavras e às histórias e do que um escritor tem de fazer para ser visto, ouvido, lido. Porque quando tudo o resto falha, o que é que nos sobra? O amor ao que se faz.
Hello pessoal! Este episódio é sobre um tema que gera discussão mas é sempre uma delícia de se ter: os nossos ódios de estimação no que toca à literatura, livros, autores, indústria, etc. Este episódio maravilhoso tem a participação de algumas leitoras que enviaram os seus odiozinhos, alguns que me fizeram rir, mas foi também um episódio que me fez pensar. Espero que reflitam comigo.
Olá pessoal! Este episódio é sobre o livro O Sonho Americano de Ivy Lin que gira em torno de uma ladra que ambiciona status social. E a grande reflexão é o facto dela fugir a toda a sua herança familiar chinesa, ter uma vergonha enorme dos pais e rejeitar tudo aquilo que queriam para ela. Fez-me pensar se os pais terão sempre razão e o peso da sua influência no futuro dos filhos. Será que o meu pai tinha razão quando gozava com todos os meus namorados? E será que os pais da minha amiga Georgina tinham razão quando a enclausuravam em casa em adolescente? E todas aquelas famílias famosas que seguimos na internet, será que tudo aquilo que vemos é realmente real ou o status social também é aquilo que se consegue passar cá para fora? E é isso. Este é um episódio meio louco que mistura a história do livro com outras histórias pessoais. Beijos aos vossos pais :)
Hoje temos história!! Esta semana estive a ler um dos livros de Outubro do Book Gang que é sobre uma amizade e a propósito do próximo livro da Aurora que vamos publicar, também sobre uma amizade entre duas mulheres ao longo de uma vida, lembrei-me de uma história com uma amiga que, embora hoje me faça rir, na altura foi horrível: envolveu um casamento, vestidos verde alface e a percepção de que se uma amizade se torna tóxica... não vale a pena arrastá-la. Assim, reflito convosco sobre este tema e falo de alguns livros que nos ajudam a refletir sobre a amizade. Se uma amizade vos suga... deixem-na ir. A vida é curta ;)
Olá pessoal! Acabou a 92ª edição da Feira do Livro de Lisboa e pensei em fazer um episódio menos de debate e mais de partilha pessoal, um episódio reflexivo onde falo sobre saúde mental a propósito das minhas experiências na Feira do Livro desde que comecei a minha (ainda de feto, não é?) carreira na literatura portuguesa. Este é um episódio com sentido de humor mas que fala sobre medicação e ansiedade, sobre a importância em se falar sobre saúde mental nos media e sobre ultrapassarmos os nossos medos.
Olá pessoal! Neste episódio trago-vos a incrível, divertida e extraordinária pessoa: a minha mãe. Falamos sobre a nossa aventura literária desde que eu era criança até à altura em que não tínhamos dinheiro e líamos os livros do Nicholas Sparks e da Sveva Casati Modignani (olha elaaaaas!) que a amiga dela nos emprestava. A questão que quero levantar é: podemos tornar as nossas mães leitoras cool e levá-las para a literatura contemporânea? Claro e a minha mãe fala exatamente sobre isso. Dos romances da Bianca e da Júlia ao Círculo de Leitores e até ao Book Gang, ler com a minha mãe tem-me proporcionado momentos únicos que quero, agora, partilhar convosco para vos incentivar a ler com as vossas mães e filhas. Espero que gostem!
Hello pessoal! Neste episódio, convidei a minha amiga e escritora Maria Isaac para falarmos sobre a dificuldade que é ser mulher na literatura. Sabiam que, em média, os livros dos homens são mais caros do que os das mulheres? Porquê? Porque a escrita dos homens é considerada mais relevante... em 2022. Falámos ainda sobre as tendências do mercado dos livros até 2030, de sermos fetos na literatura portuguesa e deste problemazinho que é... nascer com uma vagina numa indústria de homens! Espero que gostem.
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