Minha relação com Guimarães Rosa é de longa data: descobri sua literatura ainda adolescente, por volta dos 14 anos. Apaixonada, viria a experimentar suas palavras e neologismos nos palcos, recitando "Nonada" e outras tantas histórias adaptadas para a dramaturgia. Anos mais tarde, os encantos de "Grande Sertão: Veredas", "Primeiras Estórias" e outras tantas obras me acompanharam junto à minha experiência com o Grupo Redimunho de Investigação Teatral, em São Paulo: em "Tareias", como espectadora fascinada; e em "Vesperais na Janela", como atriz. "A Terceira Margem do Rio" me emocionou desde o primeiro momento que li. E até hoje reflito sobre os motivos de "nosso pai" ir para junto do rio. Como de praxe, este conto de "Primeiras Estórias" foi lido em formato de leitura dramática, sem edições, com tom teatral, improvisação nos erros, sotaquinho mineiro e um chorinho que escapou, sem qualquer encenação. Eu choro com literatura, não nego. E este conto sempre me emociona.