Entre o aplauso e a cruz, Jesus revela um amor que não recua e convida você a decidir se vai permanecer com Ele.
Neste Domingo de Ramos da Paixão do Senhor, a liturgia abre a Semana Santa com um contraste profundo: a multidão que aclama o Filho de Davi com ramos é a mesma humanidade ferida que, em pouco tempo, se verá diante do escândalo da cruz. A primeira leitura apresenta o Servo sofredor, firme na escuta e confiante no Auxiliador, mesmo quando enfrenta a dor e a rejeição. O salmo prolonga essa confiança em meio à angústia. A Carta aos Filipenses nos introduz no mistério da kenosis, o esvaziamento de Cristo, que não se apega à glória, mas se humilha por amor. E o Evangelho da Paixão segundo Mateus coloca diante de nós o drama da traição, do medo, da negação e, ao mesmo tempo, a fidelidade absoluta de Jesus até o fim.
Essa Palavra toca diretamente a vida de hoje, porque também nós oscilamos entre entusiasmo e medo, generosidade e recuo, fidelidade e fuga. O caminho de Jerusalém ao Calvário se torna um espelho do nosso coração. Mas, no centro de tudo, Cristo permanece. Ele não volta atrás, não revida, não abandona. Por isso, esta reflexão é um chamado forte para viver a Semana Santa sem superficialidade: identificar onde somos tentados a negar, fugir ou negociar a verdade, e pedir a graça de permanecer com Jesus. O Rei entra humilde, reina servindo e salva amando até o extremo. Diante d’Ele, a pergunta deixa de ser teórica e se torna pessoal: quando a cruz aparece, nós ainda ficamos?
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Paz e bem!
Por Harlei Noro | Liturgia diária com apoio AI.