O amor verdadeiro não é teoria: ele se prova nos gestos mais simples do dia a dia. É ali que encontramos — ou ignoramos — o próprio Cristo.
Nesta segunda-feira da Primeira Semana da Quaresma, a liturgia nos conduz por um caminho profundamente concreto. O livro do Levítico nos recorda: “Sede santos, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo” (Lv 19). Essa santidade não é fuga do mundo, mas justiça nas relações, respeito pela dignidade do outro, pureza do coração. O Salmo 18 nos revela que a lei do Senhor não é peso, mas luz e sabedoria. E no Evangelho de Mateus (Mt 25,31-46), Jesus nos apresenta o critério definitivo do juízo: o amor vivido em gestos concretos — dar de comer, acolher, visitar, cuidar.
A Palavra nos provoca a rever nossa fé: ela se traduz em misericórdia real? Cristo se identifica com os pequenos, os doentes, os esquecidos. Cada encontro é uma possibilidade de eternidade. A Quaresma torna-se, então, um mapa de conversão diária, onde aprendemos que servir quem sofre é tocar o próprio Senhor. O juízo final começa nas escolhas de hoje, na decisão entre amar ou permanecer indiferente.
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Paz e bem!
Por Harlei Noro | Liturgia diária com apoio AI.