Quando a crise parece dispersar tudo, Deus pode estar abrindo um caminho novo de missão, confiança e vida.
Nesta quarta-feira da terceira semana da Páscoa, a liturgia nos conduz ao coração de uma verdade profundamente pascal: aquilo que parecia derrota, Deus transforma em anúncio. Na primeira leitura, dos Atos dos Apóstolos, vemos a grande perseguição contra a Igreja de Jerusalém após o martírio de Estevão. A comunidade é dispersa, Saulo aparece devastando a Igreja, mas a Palavra não é calada. Pelo contrário, os que foram espalhados anunciam o Evangelho, e Filipe leva Cristo à Samaria, onde nasce uma grande alegria. O Salmo 65 nos convida a aclamar o Senhor e recordar suas obras, porque a memória da salvação sustenta a fé no presente. No Evangelho, Jesus se revela como o Pão da Vida e promete não rejeitar ninguém que venha a Ele, pois a vontade do Pai é que nenhum se perca, mas seja ressuscitado no último dia.
Esta Palavra fala diretamente às nossas crises, perdas e mudanças. Muitas vezes, aquilo que interpretamos como fim pode ser, em Deus, um novo envio. A dispersão pode se tornar missão, a dor pode abrir espaço para uma alegria mais profunda, e a fome de sentido encontra resposta em Cristo, que acolhe, sustenta e conduz à vida eterna. A fé pascal nos ensina a olhar para além do medo e reconhecer que Deus continua agindo, mesmo quando a história parece fugir do nosso controle. Em Jesus, ninguém é descartado, ninguém é esquecido, ninguém está perdido para sempre.
Gostou desta reflexão? Junte-se à nossa comunidade: curta e inscreva-se para caminharmos juntos.
Paz e bem!
Por Harlei Noro | Liturgia diária com apoio AI.