Quando tudo parece encerrado, Cristo ressuscitado revela que a morte não tem a última palavra.
Nesta Segunda-feira da Oitava da Páscoa, a liturgia nos conduz a um passo decisivo na experiência pascal. Em Atos dos Apóstolos, Pedro anuncia com coragem que não era possível que a morte dominasse Jesus, proclamando a força única da Ressurreição. No Salmo 15, a Igreja reza a confiança de quem mantém o Senhor sempre diante dos olhos. No Evangelho de Mateus, vemos dois caminhos opostos nascerem diante do túmulo vazio: o das mulheres, que correm para anunciar a verdade, e o dos guardas, que se deixam prender pela mentira.
Esta reflexão nos ajuda a olhar para a própria vida e reconhecer onde ainda parece que a morte está vencendo: em perdas, lutos, frustrações, medos e portas que se fecharam. A Páscoa, porém, inaugura uma lógica nova. O Ressuscitado encontra os seus no caminho, no meio da correria, da fragilidade e até da confusão do coração. Por isso, a alegria cristã não é superficial, mas nasce da certeza de que Deus continua agindo onde tudo parecia terminado. Esta Palavra é um convite à confiança, ao recomeço e à coragem de viver como quem já foi alcançado pela vitória de Cristo.
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Paz e bem!
Por Harlei Noro | Liturgia diária com apoio AI.